Planeta Azul Nº6 - Treviso FBC


Planeta Azul Nº6 - Treviso FBC


País: Itália

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Feliz Natal a todos!

(foto retirada do EstadioDragao)

Um curto post para desejar um Feliz Natal para a malta que gosta da bola. Portistas, benfiquistas, sportinguistas, navalistas, pacenses, dínamo-tblisseiros, vitória-da-bahiantes...para todos os que vibram com futebol!

Festejem bem, encham o bandulho e não se preocupem: o mundo da bola não pára!

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Oh, the humanity!


(notícia retirada do Diário Económico, aqui)

E se dependesse de mim culpava-os também pelo roubo da placa de Auschwitz, pelo cabelo da Paula Bobone, pelo aquecimento global e por serem líderes dos Khmers Vermelhos. Só para começar.

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Realidade alternativa


Não é algo que faça muitas vezes porque não creio ser a melhor maneira de colocar as coisas a andar para a frente e até porque acaba por agravar o já forte complexo persecutório de que me acusam como portista e nortenho. Agora, sem tentar justificar a fraquíssima exibição da minha equipa ou a boa, estável e decidida partida que o Benfica fez e pela qual mereceu a vitória sem contestação, façam lá comigo um pequeno exercício:


  • E se...o golo do Benfica que foi precedido de fora-de-jogo tivesse sido apontado no Dragão, pelo FC Porto, dando a vitória no clássico?

Conseguem imaginar a histeria que por aí andava? Os discursos inflamados de Cervan e Vasconcellos...a fúria pela constante roubalheira a que a grande instituição como o Benfica é sujeita sempre que joga com os "tripeiros", como adoram dizer, sem saber ou querer saber que englobam grupos etnográficos bem como clubísticos todos no mesmo pacote...as capas de jornais com frames paradas e gritantes parangonas com "ERRO", "FALHA GRAVE" ou até "ROUBO", como já se viu no passado...

Tem a palavra o eloquente e excelente defensor da nossa honra, Rui Moreira, logo à noite no Trio de Ataque. Dá-lhes, Rui, admite a derrota com estoicidade mas dá-lhes. Esquece o Benfica, sem culpa no cartório, vira baterias como tens feito para bater nessa imprensa branqueadora que tão pouca atenção dá ao que é preciso e tanto holofote aponta no sentido do fútil e do inócuo. Dá-lhes. Vou estar a ver.

Argh. Vou tomar um banho. Nunca mais tiro é o cheiro a Sporting da roupa.

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Baías e Baronis - Benfica vs FCP


(foto retirada d'A Bola)

Esperei um pouco para escrever o artigo de hoje porque pensei que escrevê-lo logo a seguir ao término da partida podia fazer com que dissesse coisas demasiado a quente e perdesse alguma clarividência. Depois de 10 horas, estou igual, e o texto vai também sair igual. A primeira coisa que me apraz dizer é uma frase controversa (não polémica, entenda-se) sobre o jogo de ontem: o FC Porto tinha obrigação de ganhar. Leram bem, obrigação. A equipa do Benfica, à qual nos temos de equiparar sempre nos nossos confrontos, era uma equipa com ausências de vulto que se agravaram durante a partida, e nós tínhamos a obrigação de vencer. Ora o que aconteceu foi que perdemos e perdemos bem. Escalpelização abaixo:




BAÍAS



(+) Helton foi a única nota clara e coerentemente positiva da noite. Não inventou nem um milímetro, jogou simples, defendeu bem e em segurança e tentou sempre lançar contra-ataques pelos flancos, como se indicaria pela velocidade dos laterais. Os colegas nunca estiveram à sua altura.

(+) Varela foi dos poucos que tentou remar contra a maré vermelha, mas com o relvado da forma que estava e a pressão constante dos benfiquistas, aliada à falta de elementos azuis-e-brancos para o apoiar, impossibilitou algo melhor. É claramente um jogador para ser titular, no lugar do actualmente sobre-valorizadíssimo Hulk.

(+) Um Baía histórico: Ramires. É um jogador que é uma mais-valia impressionante, pelo que joga e faz jogar, pela alma que coloca em campo, por lutar contra o relvado, contra a lesão e contra o adversário com uma tenacidade que choca os seus oponentes e entusiasma os apoiantes. É destes jogadores que se fazem campeões e o brasileiro, com low-profile e sem vender muitas camisolas, é potencialmente um deles. Que o seja fora de Portugal!






BARONIS





(-) Começo pela frase com que abri a crónica e que aqui repito: o FC Porto tinha obrigação de vencer. Contra um Benfica sem Aimar, Coentrão e Di Maria, com Ramires tocado e Carlos Martins sem ritmo, tínhamos o plantel todo apto e pronto a jogar. O que se viu ontem no enlameado da Luz foi uma exibição desgarrada, sem construção de jogo, com graves problemas em lidar com pressão alta, sem conseguir rodar a bola por mais de 3 jogadores no próprio meio-campo e uma gritante ausência de atributos técnicos básicos. Ontem regredimos várias jornadas em termos de produtividade ofensiva e concentração defensiva, e apesar de quase nada poder ser apontado aos jogadores em termos de empenho, fica a imagem de uma equipa derrotada mentalmente, convencida que os outros são melhores só porque todo o mundo apregoa que tal é um dogma do futebol português em 2009, atemorizada pelo ambiente e pela festa circundante e incapaz de dar a volta aos seus próprios demónios. Ir jogar à Luz contra uma equipa enfraquecida, com ausências de peso em locais fulcrais...e vamos com medo e a defender? Fraco.

(-) Jesualdo continua a apostar em elementos chave para posições chave com resultados...como direi...de merda. Mais uma vez entra Guarín para o lugar de "criativo" onde, como foi evidente e esperado, não criou. Ou melhor, criou problemas acrescidos para os colegas do meio-campo, com falhas de posição atrozes, perdas de bola quase instantâneas, incapacidade de dominar as bolas mais fáceis e zero em termos de construção de jogo. Compare-se com Ramires. Está tudo dito. A somar a Guarín, temos Meireles e Fernando a ocupar um espaço de 15 metros à entrada da área. A mobilidade dos jogadores do Benfica foi chave para contrariar um esquema defensivo em demasia e com medo a mais para uma equipa que quer ser campeã. E depois vieram as tradicionais loucuras de desespero. Entra Farías! A bola não chega lá, estão dois pontas-de-lança a jogar no meio de duas estacas, sem hipótese de ganhar a bola pelo ar. Ah, então entra Belluschi! Agora? Com o campo neste estado? A 5 minutos do fim?...É absurdo.

(-) Hulk corre o risco de ser considerado como o jogador mais sobre-valorizado desde que o Secretário foi vendido por 300 mil contos para o Real Madrid. Nada há a acrescentar.

O que custa mais nestes jogos é perder sem sequer tentar ganhar. Foi o que aconteceu ontem. Perdemos o lanço que tínhamos vindo a ganhar e apesar do campeonato ainda estar perfeitamente ao alcance, há que recuperar a equipa mentalmente e dar-lhe outro ânimo, outra alma. Ou isso ou então ir buscar um ou dois jogadores a sério. Porque estes, neste momento, não dão confiança suficiente ao treinador para ganhar os jogos que não se podem perder...

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Antevisão Googliana do Clássico


Há um site que me tem fascinado nos últimos tempos: Autocompleteme. Para quem como eu acompanha as últimas notícias e inovações da web, sabe que a Google utiliza os items mais procurados como dica para as pesquisas que sejam feitas a partir do seu motor de busca. Assim sendo, quem procurar por "o natal", é provável que vejam conceitos como "o natal do ruca", ou "o natal das bruxas", temas sugeridos pelo algoritmo de pesquisa como prováveis ideias sobre as quais o utilizador pretenderia obter mais informação. Por vezes os resultados são ridículos e é exactamente essa redução ao absurdo que é retratada no site que mencionei.
Como associo quase tudo que vejo a futebol e mais concretamente a temas que posso usar aqui no estaminé, tentei comparar os dois treinadores que se vão defrontar agora no clássico, e eis os resultados para Jesualdo:


Ao passo que Jorge Jesus...

Aqui está uma boa imagem do que se pesquisa por essa internet fora. Jesualdo está permanentemente na ante-câmara do despedimento, ao passo que Jesus é mais procurado de um ponto de vista jocoso, com as calinadas, as foto-montagens e as bicadas com o lipo-aspirado Manuel Machado a serem alvo de grande interesse. É possível extrapolar estes pseudo-factos para ideias absurdas como o centralismo miópico dos benfiquistas ou a cultura de espectáculo inócuo que é propagandeada pela imprensa, tanto a desportiva como a generalista, ou até pelo simples facto do estilo de ambos ser bastante diferente.

Enfim, deixo a opinião para o leitor. Somos diferentes e espero que possamos mostrar em campo que somos melhores! Até lá, vamos ver no que dá a luta via Google. Quem sabe se segunda-feira, quando digitar Jesualdo Ferreira, não verei escrito "jesualdo ferreira vai ser campeão"?

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Hoje há sorteio


O sorteio dever-se-ia reger pelos meus critérios, a saber:


- Não quero ingleses nem italianos.
- Se estamos na prova dos grandes e a queremos vencer, que venha uma equipa de topo para continuarmos bem.

Ou seja, as minhas escolhas estão limitadas a Barça ou Real. Venham eles.

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Votação: Conseguimos ganhar na Luz?


Estamos à porta do grande clássico da temporada, que este ano ganha uma importância acrescida dado o excelente arranque do Benfica e o fraco rendimento...ora bem, temos mais pontos mas o futebol jogado não tem sido propriamente galáctico, e todos estes factores se juntam para um Domingo que se aguarda com ansiedade de ambas as partes. Assim sendo, há-que auscultar o povo azul-e-branco para ver quais são os prognósticos a fazer para a partida. As respostas foram:
  • Sim, saimos com 3 pontos!: 88%
  • Não, a equipa ainda não rende: 3%
  • Não, vamos lá para o empate: 7%
Um resultado que, devo dizer, me surpreende. O FC Porto tem feito uma época sofrível e estes três últimos jogos, apesar de coincidirem com algum abaixamento de forma do Benfica, não me parece que sejam o suficiente para merecer tal voto de confiança. A deslocação à Luz é a mais difícil do campeonato e estamos prontos para ela, mas gostava que a equipa já tivesse mais estrutura para aguentar o que vai ser uma avalanche de futebol ofensivo desde o primeiro ao último minuto. Votei na vitória. Estou convencido que não vai ser fácil mas que tudo é possível! Mas também me contentava com um empate, para ser sincero...mas prognósticos só no final, como de costume!

Próxima votação: Acredita que o plantel não muda em Janeiro?

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Comparando os onzes


Está a chegar o grande clássico. É daqueles jogos que fazem crescer água na boca a qualquer um dos lados e este ano ganha uma importância acrescida tal tem vindo a ser a cavalgada quase-sempre-vitoriosa dos vermelhos na nossa Liga.

Muito se tem falado sobre a qualidade das duas equipas, com alguma tendência para salientar a presença da mesma no Benfica e a ausência no FC Porto por parte da imprensa, tão dedicados que são na demanda do ex-império ao qual apregoam não querer voltar. Enfim, o costume.

Mas a blogosfera (ou melhor, a bluegosfera) dá-me a hipótese de replicar, especialmente quando se fala destes jogos pelos quais toda a gente anseia mais do que bilhetes para concertos dos U2. Lembrei-me de fazer uma pequena comparação entre as duas equipas que, com algum grau de probabilidade, entrarão em campo. Vamos a isso:

  • Helton vs Quim : IGUAIS
O brasileiro é elástico na baliza, dá confiança à defesa, é mais alto e joga mais subido que o luso. Quim tem experiência que chegue e é capaz de defesas impossíveis, ainda que fique a perder no 1 para 1. Estão equiparados.

  • Fucile vs Maxi Pereira : FUCILE
Sem discussão. Fucile é melhor jogador, mais inteligente e está em melhor forma. A somar a isso tem melhor aspecto que o Maxi, o sósia do emplastro.

  • Álvaro Pereira vs David Luiz : IGUAIS
Álvaro é mais agressivo, pecando apenas na eficácia dos cruzamentos, mas tem mais experiência que Shaffer para este tipo de jogos. No entanto, se jogar David Luíz à esquerda e Sidney no meio, David Luíz equiparar-se-ia a Álvaro, apesar de ser um jogador totalmente diferente, com Álvaro a fazer mais jogo pelo flanco e David Luíz a descair sempre para o meio.

  • Bruno Alves vs Luisão : IGUAIS
Luisão acaba de recuperar de uma apendicite, ao passo que Bruno Alves está a fazer uma excelente época. Luisão é, no entanto, dos melhores centrais do Benfica no século XXI, o que pode não ser muito, mas há-de valer alguma coisa. Para eles, pelo menos.

  • Rolando vs Sidney : IGUAIS
Por muito que me custe, a versão brasileira do Sideshow Bob é melhor que o nosso Rolando. Tem garra, empenha-se ao máximo em todos os lances e ainda por cima é beneficiado pelos deuses que raramente vêem faltas feitas pelo menino. Rolando não está a fazer uma boa época e perde em todos os sectores para o benfiquista. No entanto, ressalva-se a possibilidade de Jesus fazer descair o brasileiro para a lateral-esquerda e optar por Sidney, que estará sensivelmente em pé de igualdade com Rolando, talvez um pouco menos experiente mas mais agressivo a atacar a bola e na marcação.

  • Fernando vs Javi Garcia : IGUAIS
Ambos são excelentes na zona que ocupam, ainda que com tarefas diferentes. Fernando destrói ao passo que Javi ajuda mais a construir.

  • Raul Meireles vs Carlos Martins : RAUL MEIRELES
A comparação original seria com Ramires e estava indeciso tendo em conta a boa temporada que o brasileiro vinha a efectuar. Quando coloco Meireles frente a Carlos Martins não tenho dúvidas, o mega-tatuado fica a ganhar.

  • Belluschi vs Aimar : AIMAR
Triste mas verdadeiro. Aimar é mais experiente, mais prático (a cair) e mais entrosado na equipa. É a mais-valia que nós gostávamos que Belluschi fosse, mas que ainda não é.

  • Rodríguez vs César Peixoto : RODRÍGUEZ
Mais uma troca que fui obrigado a fazer graças à parvoíce do Dí Maria contra o Olhanense. O argentino ganharia ao uruguaio, é mais rápido e está em melhor forma. Já César Peixoto perde aos pontos, já que habitualmente é pouco mais que inócuo nos jogos em que participa, ao passo que Rodríguez luta mais, produz o mesmo e é mais adaptável tacticamente.

  • Varela vs Saviola : IGUAIS
São dois jogadores diferentes mas que podem decidir um jogo sem ninguém contar. Varela numa arrancada, Saviola numa desmarcação. Varela está num excelente momento de forma e Saviola também, por motivos diferentes mas com o mesmo nível de contributo para a equipa. Serão talvez os elementos mais influentes no jogo de Domingo.

  • Falcao vs Cardozo : CARDOZO
Cardozo tem 40% dos golos da sua equipa, Falcao tem mais de 30%. São os dois máximos goleadores e têm estado bem, cada um com o seu estilo diferente. Ambos são valiosos mas fundamentalmente quando são bem municiados pelos outros colegas, o que nem sempre acontece, como se sabe. Cardozo, no entanto, tem sido mais constante e mais marcador graças à capacidade criadora do Benfica do início da temporada e é um perigo para o adversário, somando golos em jogo corrido, livres perigosos e grandes penalidades. Cardozo leva alguma vantagem.


As equipas estão desiquilibradas, na minha opinião. Apesar de alguma paridade em termos de valores, estes colocam-se em pontos opostos do campo, espelhando aquela que foi a realidade de muitos anos do FC Porto e do Benfica. Nós temos melhor defesa, eles têm melhor ataque. O meio campo está mais ou menos equilibrado, mas mais uma vez nota-se uma certa vantagem do Benfica em termos de nomes ofensivos, ao passo que o FC Porto domina na retranca. O Benfica perdeu duas das peças mais valiosas este passado fim-de-semana (e devia ter ficado sem David Luíz, mas isso são outras conversas) e o ataque estará um pouco mais fragilizado mas não menos perigoso.

Talvez discordem da minha avaliação. Podem dizer que está demasiado optimista, tendenciosa ou simplesmente absurda. É para isso que servem os comentários a posts. Venham de lá as vossas opiniões!

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Baías e Baronis - FCP vs Vitória Setúbal


(foto retirada do MaisFutebol)

Um jogo que se adivinhava fácil e acabou por ser mais que fácil, levando os 30 e tal mil espectadores ao mais puro tédio, só ultrapassado, no meu caso, com algumas conversas sobre o próximo jogo do campeonato, contra uma equipa que joga de vermelho e que não me lembro agora do nome. Enfim, vamos às notas:




BAÍAS





(+) Varela, mais uma vez. Esteve dinâmico, vivo e a impôr o respeito dos adversários e dos adeptos que já mostrou merecer. É, juntamente com Fucile, o jogador do FC Porto em melhor forma, e pode ser muito importante para a próxima semana, na Luz.

(+) Fucile é um jogador que agrada a qualquer portista e garantindo alguma imparcialidade, a todos que gostam de futebol. Quando não inventa e se perde nalgumas displicências que já foquei no passado é um homem de fibra, garra e que não desiste de nenhum lance, lutando até ao último segundo. Até sair, para descansar, foi dos poucos que tentou sacar alguns aplausos do público.

(+) Farías continua a marcar. Há coisas que não se explicam, como a falha dos centrais do Setúbal que lhe colocam a bolinha nos pés, mas o que é certo é que o argentino a mete lá dentro quase sempre que pode. Também é verdade que se tiver de ganhar a bola com luta não tem hipótese, tal é a falta de força e de velocidade, mas se marcar sempre que tiver hipóteses, como tem vindo a fazer...já vai chegando.

(+) Belluschi esteve bem e merecia marcar. Apesar de continuar a falhar bastante no último passe, tem contra si o facto de ser dos poucos que tenta de facto efectuar os passes de morte para os avançados e isso leva habitualmente a um rácio mais baixo de produtividade. Rematou várias vezes, acertou na trave e merecia marcar um golinho para levar para casa. Nota-se que começa a entrosar-se melhor com a equipa.






BARONIS





(-) O Setúbal é uma equipa fraca demais para estar na Liga Sagres. É frustrante ver que uma equipa que está a perder apenas por dois golos de diferença e enfrenta um adversário que é notoriamente um gestor de vantagens curtas...e não tenta sequer chegar-se à frente, para lá de um ou outro fogacho individual. É triste e é paradigmático da falta de qualidade da nossa Liga, onde perder por menos de três já não é mau. Manuel Fernandes, ao intervalo, disse aos jogadores para não serem ambiciosos porque arriscavam-se a ser goleados. Nem merece comentário.

(-) Marca Farías. Marca Varela. ZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ. Compreendendo a lógica da gestão de esforço e de evitar lesões e dar algum descanso às pernas, não posso deixar de achar frustrante estar 65 minutos a ver uma equipa a trocar a bola no meio-campo em vez de tentar premiar os adeptos que lá se deslocam. Fraco.

(-) Rodríguez. Estou a apostar nele para o onze na Luz, especialmente pela capacidade de luta e de adaptabilidade táctica, mas o que ele tem feito é muito pouco para merecer a titularidade. Já o disse e repito, concordo com o meu amigo de Porta quando diz que é o único extremo no mundo que não consegue fintar um defesa. Está mais magro mas não chega.


Foi fraquinho mas o que interessava era mesmo a vitória. Três pontos no saco e um próximo Domingo que se prevê ardente. Boa semana para todos!

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Wink wink


Reparem na subtileza nada subtil da malta d'A Bola. Uma notícia inócua é transformada numa insinuação não fundamentada. Simples, eficaz e geradora de comentários insidiosos. Ora leiam:

  • O Jogo
"Embora sem revelar a equipa que vai jogar com o FC Porto, Manuel Fernandes deixou já duas certezas: as ausências de Hélder Barbosa, que se ressentiu de uma lesão no último jogo com o Sporting, e de Kazmierczac, que vai ter mais uma semana de recuperação."

  • Record
"Embora sem revelar a equipa que vai jogar com o FC Porto, Manuel Fernandes deixou já duas certezas: as ausências de Hélder Barbosa, que se ressentiu de uma lesão no último jogo com o Sporting, e de Kazmierczac, que vai ter mais uma semana de recuperação. "

  • MaisFutebol
"O Vitória de Setúbal prepara a deslocação ao Estádio Dragão com três baixas confirmadas. Hélder Barbosa e Kazmierczak estão lesionados, enquanto que André Pinto cumpre castigo."

  • A Bola
"O plantel do V. Setúbal continua a preparar à porta fechada a partida diante do FC Porto, no Dragão. Manuel Fernandes, já se sabe, não poderá contar com Hélder Barbosa e Kazmierczak (ambos lesionados), para além de André Pinto (este devido a castigo)."
(...)
"
Desta forma, Hélder Barbosa, Kazmierczak e também André Pinto falham reencontro com o clube com o qual têm ou já tiveram ligação."

Para além do facto dos artigos d'O Jogo e do Record serem iguaizinhos (o que já não é a primeira vez), reparem na pequena nuance no artigo d'A Bola.

Isto merecia mesmo um ";)" sarcástico no fim do artigo. Assim do género "no me credo en brujas, pero que las hay..."

Nojo.

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Done

Acabou.


Aguardam-se os comentários do João Gabriel.

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Agora...


Mais umas declarações extraordinárias de Platini, a ler aqui.

Não haja dúvida, se há uma equipa a jogar de azul e branco que é batoteira hoje em dia...não é o FC Porto...dou-te uma dica, Michel, começa por F e acaba no feminino da palavra do que tu tens em vez de miolos. Já lá chegaste. Trés bien.

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Bola-de-Prata em Azul-e-Branco

A não perder, mais uma vez, um genial artigo no excelente blog Dragãopentacampeão, sobre os grandes artilheiros azuis-e-brancos de todos os tempos.


A ler aqui.

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Votação: Culpa da adaptação lenta de Prediger?


Prediger arrisca-se a ser o novo Bolatti, desta vez jogando ainda menos que o compatriota louro. É mais um dos exemplos paradigmáticos que o FC Porto insiste em gastar dinheiro para depois não o colocar em campo, deixando os adeptos sem saber muito bem o que raio é que se viu no homem para compensar a compra do passe. As opiniões focam-se exactamente neste ponto:
  • Boa forma de Fernando: 21%
  • É um Bolatti versão 2009: 15%
  • Não sei, nunca o vi jogar: 63%
Mais uma vez a malta vai de encontro à minha opinião pessoal. Se eu comprar uma televisão excelente mas nunca a ligar, como é que vou saber se valeu a pena estar nas filas da Media Markt (PUB)? Quero ver mais de Prediger, seja para rodar plantel ou noutras competições, mas aparentemente só o vou ver a jogar na Liga BBVA...

Próxima votação: Conseguimos ganhar na Luz?

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Baías e Baronis - Atlético vs FCP


(foto retirada d'A Mística Azul e Branca)

Era suposto ser um jogo que não traria nada de muito positivo, salvo a potencial enxurrada de dinheiro que nos encheria os bolsos (se me oferecerem 800 mil euros acreditem que não digo para irem pregar a outro burgo) e eventuais lesões nos principais jogadores. Acabou por haver uma lesão, um cheque gordinho da UEFA e uma exibição que, apesar de mais calminha na segunda-parte e a roçar a sonolência tal foi (novamente) a enormidade de falhas técnicas, acaba por ser provavelmente a melhor exibição do FC Porto esta época. Vamos a notas:




BAÍAS





(+) Bruno Alves. É raro dar Baías a Bruno Alves especialmente porque na minha opinião não se tem destacado tanto quanto as pessoas têm vindo a gritar e acho que ainda tem alguma coisa a evoluir (don't we all?), mas o jogo do nosso capitão roçou a perfeição. A somar ao golo fabuloso que marcou, aparecendo pouco menos que a voar no centro da área do Atlético e colocando a bola num local inatingível para o sobrevalorizado Asenjo, esteve num nível soberbo durante todo o jogo, cortando tudo que havia para cortar e mandando de facto na defesa, tanto com Maicon como com Sapunaru ao lado. Excelente.

(+) Mais uma vez, Fucile. Depois do jogo menos bom, a facilitar como antigamente em Guimarães, voltou em grande. O pouco que Simão tentou fazer foi claramente eclipsado pelo uruguaio, que esteve brilhante a defender e a atacar, tendo inclusive dado origem ao lance do segundo golo, com um remate que mais uma vez o guarda-redes do Atlético defende para a frente e Falcao faz render como uma adolescente com filmes sobre jovens vampiros. Este Fucile não fica cá muito tempo, se bem que atrás de um grande Fucile acaba por revelar sempre o Fucile mais permissivo na jornada seguinte. Espero estar enganado.

(+) Os índices de pressão alta estão a subir. Durante toda a 2ª parte estivemos em cima do Atlético, abrindo um pouco de espaço no meio-campo mas ainda assim conseguindo impedir desenvolvimentos minimamente perigosos para a nossa baliza. Só me lembro dos espanhóis conseguirem criar perigo com lances pelo ar, o que diz muito da capacidade de organização e estrutura da equipa, bem mais madura e inteligente que aqui há umas semanas.

(+) Helton esteve excelente nos primeiros minutos da partida, impedindo a rápida recuperação do Atlético com boas defesas e uma segurança geral que se estendeu à equipa. Está de volta e está em grande, Beto terá que aguentar o banco porque o brasileiro não parece querer sair do onze.

(+) Guarín continua a surpreender-me pela simplicidade de processos e pelo forte remate. Se o gajo começa a acertar na baliza ("se", não "quando", que o homem não me surpreendeu ainda o suficiente para pensar que tem futuro) vai ser ainda mais útil.






BARONIS





(-) Pensei em dar um Baía a Hulk mas quando vejo a produção do brasileiro, golo/míssil aparte, verifico que quase nada fez de produtivo durante o resto do jogo. Continua com pouca inspiração e ainda menos transpiração, não ajuda na defesa e deixa-me com uma febre imensa quando vejo o gajo a perder bolas absurdas. Sei que é um jogador de decisões rápidas e que não se pode exigir que venha à defesa de 5 em 5 minutos, mas para quem teve Lisandro na ala agora ver este rapaz...ainda lhe falta um bocado para ser o jogador de classe mundial que todos queremos que seja.

(-) Rodríguez continua em baixa, apesar do bom jogo em Guimarães. Ontem correu muito mas fez pouco e acaba por ser a imagem de marca do uruguaio. Tem de ser mais eficaz, mais prático e mais interventivo nos lances.

(-) O Atlético é uma equipa fraca demais para ser credível. Com Maxi Rodríguez, Aguero, Forlán, Simão e mais alguns nomes grandes, jogar em futebol directo como se viu na segunda parte é absurdo. Devia ter ficado de fora da Liga Europa mas o Chelsea não deu o jeitinho.

(-) Tal como em Guimarães, a gestão de jogo em termos portistas acaba por se traduzir num recuo demasiado no terreno, com brechas a serem abertas que caso a equipa contrária tenha um mínimo de bom senso, pode aproveitar.


Deu para experimentar Valeri (ainda sem grande influência mas deu para ver que é mais Lucho que Belluschi, e Jesualdo pode aproveitar se o colocar mais vezes em campo), dar experiência a Maicon (e uma lesão) e um boost de moral que pode ser muito importante para as duas jornadas até ao final do ano. E agora sim, Champions' só em Fevereiro!

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Baías e Baronis - Guimarães vs FCP


(foto retirada d'A Bola)

Depois do sorteio do Mundial, encarei este jogo com algum nervosismo. Ia ser uma partida muito complicada, na terra da equipa que está nos nossos corações como uma cambada de apunhaladores pelas costas e que nos tenta sempre lixar a vida. Acaba por ser um jogo em que entramos bem, sofremos um bocado no meio mas vencemos com toda a justiça. A notas:




BAÍAS





(+) Varela. A excelente entrada em campo deve-se em grande parte ao nosso número 17. Arrancadas com vigor, rápido e agressivo, sempre a dar o litro e a lutar bastante. É este tipo de jogadores que o público gosta de ver, particularmente em fases menos boas como a que a equipa está (estava?) a atravessar. É titular de caras.

(+) Os níveis de empenho e agressividade, principalmente na primeira meia-hora do jogo, estiveram sublimes. É este Porto que queremos ver em campo, um que não vira a cara à luta, leal ou desleal, que se apresenta perante os jogadores. Fernando e Meireles a meter o pé, Belluschi a recuperar bolas, o ataque pressionante e a garra portista a vir ao de cima. Vulgarizámos uma equipa que ataca bem e que não o conseguiu fazer porque lhes cortamos o fundamental: a bola.

(+) Falcao já merecia um golinho. Depois de uma bola na trave e de uma defesa quase impossível de Nilson, o colombiano desembaraçou-se do defesa que o marcava no livre e apareceu no sítio certo no segundo exacto. É isto que um avançado deve fazer e Falcao, por já não marcar há umas jornadas, nunca deixou de tentar. Ontem correu bem e pode trazer mais motivação ao rapaz.

(+) Belluschi esteve no melhor e no pior da equipa, mas merece um Baía pela primeira parte (até à perda de bola que deu no livre que deu no golo (ufa!). Muito mais activo, graças à fraca marcação do meio-campo do Vitória, esteve na recuperação de bola para o golo de Varela e fez um remate estupendo de primeira para boa defesa de Nilson. Parece mais vivo, mais desperto para o jogo e a equipa só tem a ganhar com isso.

(+) Cebola está de volta. Aquela carraça que não pára durante o jogo voltou em Guimarães, parecendo mais magro e mais disposto a correr. Continua a ser pouco eficaz no que produz, com poucos cruzamentos e poucos remates, mas o golo que marcou, apesar de ter sido bastante consentido, acaba por premiar um bom jogo e um regresso do Rodríguez que precisamos. A questão é se foi para ficar ou se vamos ter o uruguaio gordinho para a semana.






BARONIS





(-) Hulk está claramente a justificar o porquê de Jesualdo o colocar no banco. Não é mais-valia, perde-se em fintas inócuas e não apresenta (quase) nada de positivo para conseguir voltar à titularidade. Continuo a achar que não vai ser convocado para o Brasil em condições normais, então a jogar assim bem vai ver o Mundial pelo proverbial canudo.

(-) Não gostei de Fucile. Foi o espelho do que tem sido, com muitas falhas, demasiado facilitismo e algum desinteresse pelo apoio ao extremo. Espero que tenha sido apenas um mau jogo, porque a equipa precisa dele e o uruguaio acaba por ser uma espécie de pêndulo da equipa, o que neste jogo se aplicou exactamente ao contrário.

(-) Rolando continua em mau momento de forma. Muito hesitante e com pouca segurança no que faz, está a pôr em causa o (quase sempre) bom trabalho do companheiro. Tem de se acalmar e de jogar com mais tranquilidade e cabe ao treinador fazê-lo ver isso.

(-) Apesar de compreensível, o abaixamento de ritmo no início da segunda parte podia-nos ter custado o jogo, não fosse Helton estar atento e os de branco estarem perdulários. Fernando e Meireles tinham já visto amarelos (o de Fernando desculpa-se, o de Meireles não) e notou-se que a subida do Guimarães, moralizados pelo golo, mexeu com a estrutura táctica da equipa, que pressionava menos e permitia muito espaço para Nuno Assis, bem, romper por ali fora como um sabre em brasa a cortar margarina. Não podemos continuar a ter momentos de relaxamento deste género, pois se o Vitória não aproveitou...vem aí o Benfica e esses já se sabe que pressionam o jogo todo.

(-) Um Baroni para Nuno Assis. É um insurrectozinho talentoso que enquanto está em campo faz tudo o que quer aos adversários quando tem a bola...e quando não a tem. Com a bola nos pés é rápido, passa bem e cria perigo. Sem ela é um cotovelador e um brutinho que parece ter um lobby de influência sobre os árbitros ao nível do David Luíz, acertando em tudo o que mexe e caindo como uma flor delicada quando o vento sussura perto do seu ouvido. Yuck.

Um bom jogo, bem disputado e com um resultado que é excelente para moralizar a equipa. Espero que Jesualdo convoque o Yero e o Sérgio Oliveira e o resto dos sub-19 para jogar em Madrid, para que a equipa descanse para jogar no Domingo frente ao Setúbal. Vem aí o Benfica e esse sim vai ser um jogo de extraordinária intensidade, por todos os motivos conhecidos. Parecemos estar em crescendo de forma, com mais garra e mais entusiasmo. Palavra de honra que espero não engolir as palavras, mas parece que foi desta que arrancamos para a época...

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Sorteio do Mundial 2010

Ia no carro a ouvir o sorteio enquanto tentava atravessar meia cidade do Porto para chegar a casa, e pensei em analisar o mesmo quando chegasse a casa. Cá vai o meu detalhado escrutínio sobre as bolinhas que nos saíram na sorte:


FODA-SE!

Podem citar-me à vontade. Obrigado.

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É um orgulho!


Bruno Alves na lista dos 55 melhores jogadores do ano para a UEFA.


Parabéns, Bruno!

Votem aqui.

PS: E o Cissokho também lá está...

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O Mundial já rende


Sabendo-se que a FIFA paga cerca de 1000 euros/jogador/dia aos clubes que os cedem (aos jogadores, não aos euros) para as respectivas selecções e tendo em conta que o FC Porto vai ter previsivelmente um mínimo de 5 jogadores (potencialmente 11) no Mundial, parece uma boa safra. Reparemos:


Convocáveis:

Portugal - Bruno Alves, Rolando, Raúl Meireles, Beto, Varela, Orlando Sá
Brasil - Helton, Hulk
Argentina - Bolatti
Uruguai - Fucile, Álvaro Pereira, Cristián Rodríguez

As opções a bold são as apostas quase certas, enquanto que as que estão em itálico podem ou não ser convocados, segundo critérios puramente...meus. Rodríguez tem a atenuante de não poder estar presente nos dois primeiros jogos devido a castigo, enquanto que os outros dependem de opções técnicas dos respectivos seleccionadores. Não coloco alguns jogadores que são também convocáveis como Mariano, Farías, Tomás Costa, Stepanov, Nuno, entre outros porque não creio que, salvo qualquer evento cataclísmico, não terão grandes hipóteses de entrar no lote final de convocados.

Assim sendo, se todos estes fossem convocados, o FC Porto teria direito logo à cabeça a cerca de 279 mil euros pelos 31 dias em que os jogadores estariam ao serviço das suas nações. Caso alguns ou todos se qualificassem, o valor ia subindo, como é lógico.

279 mil euros. Já pagava um Cissokho...

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Beto: O momento da verdade


Há algum tempo que Beto esperava por uma oportunidade para jogar na baliza do FC Porto, se excluirmos o jogo da Taça frente ao Sertanense, que deu para aquecer mas não muito. Tenha sido devido à lesão de Helton no jogo frente ao Marítimo ou por pura opção técnica da parte de Jesualdo numa tentativa de rodar o plantel, Beto tomou o lugar no jogo contra o Chelsea e manteve-o frente ao Rio Ave.


O Grande Pimparel (como poderia ser conhecido tivesse optado pela carreira de mágico) está no momento decisivo da sua carreira. Com Helton a fazer uma boa época mas a ser ainda e constantemente criticado pelos adeptos pelo facilitismo com que encara alguns lances, Beto tem tudo para manter a confiança de Jesualdo. Ontem, frente ao Rio Ave, vi um guarda-redes imperturbável, a agarrar as bolas com confiança e a lançar rapidamente contra-ataques sem inventar, a lançar-se para algumas boas defesas na relva, a mostrar os dotes de impulsão que são tão importantes quando não se têm a altura de outros e a dar confiança à defesa.

Beto tem de mostrar serviço. Queiroz tem Eduardo como titularíssimo da Selecção mas Beto esteve habitualmente entre os convocados, perdendo esse estatuto no play-off contra a Bósnia em função da maior experiência de Hilário. Beto é um bom guarda-redes mas é exactamente nesse ponto que precisa de capitalizar: na experiência. E que sítio melhor para a ganhar que na baliza dos campeões nacionais, com os holofotes sempre apontados a qualquer falha quer no campeonato quer na Champions League?

Gosto de Hélton e não lhe quero mal como muitos colegas meus de Porta, mas talvez tenha chegado a altura de dar hipótese de brilhar a Beto. Se Jesualdo, como é costume, não alinhar pelas minhas palavras e mandar Beto de novo para o banco...não vem mal ao mundo. Mas admito que estou a gostar do que vejo, e Beto, para se afirmar a sério, precisa de um teste de fogo. Aí sim, vamos ver se Beto é o Fernando que ano passado "apagou" a Luz, ou se é um Costa que em 1997 foi "apagado" em Manchester...

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Comparações

A curta entrevista com Tiago Machaísse que o Record hoje publica é notável. Tiago, o treinador que lançou o novo provável reforço do Sporting, Mexer (obrigado, Deus do futebol, por nos trazeres mais um nome em forma de verbo), a uma dada altura compara o jovem a um Frank de Boer...ou um Ricardo Rocha.


Quem ler na diagonal poderá cometer o lapso, perfeitamente racional, de não interpretar tal declaração como algo estranho, mas o que está dito, está dito. Proponho-me a outras comparações do género, assim como assim não podem ser mais díspares que aquela que Tiago Machaísse proferiu. Cá vão:

  • Mariano González assemelha-se a um Marc Overmars com o talento de um copo misturador;
  • Tomás Costa tem a capacidade de organização de um Hagi ou um Michael Thomas;
  • Ivica Kralj tem a elasticidade de um Higuita e os reflexos de um iaque;
Se se lembrarem de mais, sintam-se à vontade de colocar nos comentários. Este blog não reserva o direito de quase nada.

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Baías e Baronis - FCP vs Rio Ave


(foto retirada d'A Bola)

Não tive hipótese de ver o jogo ao vivo no Dragão porque me encontrava na altura aos saltos como um louco no Pavilhão Atlântico a ver os Muse (obrigado, foi excelente!) e apenas vi o jogo quando cheguei a casa, por volta das 3 da manhã, o que leva a que a minha percepção do que se passou em campo possa estar um pouco torcida. Ainda assim, vamos lá à escalpelização dos factos...e olhem que escrever isto direitinho com 3 horas de sono não é fácil. Onward:




BAÍAS





(+) Varela. É quase impossível não gostar do rapaz, especialmente quando pega na bola vindo de trás e arranca por lá fora, tentando não driblar muitos defesas mas sim passar por eles em velocidade. É rápido, é agressivo e é um jogador para ser titular, por muito que custe aos outros dois avançados que jogam nas alas, eles que também estão a subir de forma. Varela pode ser uma das pedras-chave para o regresso do nosso clube ao lugar que se espera meritório mas que, por agora, nos contentamos que seja apenas estatístico.

(+) Notei algo de diferente na equipa, particularmente após a entrada de Varela. Houve maior agressividade, maior empenho em cada um dos lances disputados e uma tentativa de fazer mais e melhor. Gostei de Hulk e de Rodríguez a lutarem pela bola, gostei de Meireles menos esticado no terreno e gostei de ver a equipa como um todo a rodar a bola cada vez mais em cima do adversário.

(+) Fucile esteve bem, apesar do penalty ter sido absurdamente marcado pelo árbitro. A forma como sobe desinibido pelo flanco dá muito apoio ao ataque, fazendo constantes overlaps de posição com Hulk e terminando as jogadas sempre em cima dos adversários. É este Fucile que queremos!!!

(+) Estou a começar a gostar de Beto. Ontem, com a relva molhada, a ser pressionado por constantes cruzamentos e remates traiçoeiros do Rio Ave, esteve impecável. Sem culpa no golo (onde andavam os centrais?), o nosso Pimparel esteve em todas, defendeu algumas complicadas e muitas simples, sempre a agarrar a bola com segurança e a lançar imediatamente o ataque...com certeza no envio da bola, não me lembro de o ver a fazer como Helton, que normalmente lança a bola com a mão para 50 metros longe da baliza...só para a bola ir para fora. É assim que um guarda-redes deve lançar os ataques, pelo chão, para os pés dos jogadores, tal como Baía fazia na era Mourinho.






BARONIS





(-) Chuva + vento + frio + Domingo + 20h15 = Pior assistência da época. Estavam à espera de quê?!

(-) Belluschi. Entrou muito bem em jogo, mas não me dá grande hipótese de louvar a capacidade técnica quando se afasta da partida durante tantos minutos e quando aparece acaba por falhar passes fáceis e não criar os desiquilíbrios que se esperam dele. Ainda não chega, miúdo.

(-) Fernando ontem foi o exemplo paradigmático das falhas técnicas da equipa. Finta quando não deve fintar, falha passes fáceis e só sabe jogar para o lado. Teve um mau jogo e espero que não volte a acontecer.

(-) Hesitei em dar um Baroni a Maicon e decidi que tenho de o fazer. O rapaz não esteve mal de todo mas é demasiadamente lento. Falhou um passe absurdo quando tentou mudar de flanco em frente a João Tomás (se não estou em erro, o que é possível) e quase dava o golo do avançado do Rio Ave. Mediano tecnicamente, esteve em falha no golo do adversário, bem como Bruno Alves. Não me venham dizer que é o Fucile que está responsável por marcar Tarantini. O rapaz bem saltou...

(-) Continua a mediocridade técnica. Com todo o respeito que Jesualdo me merece, se o treinador fosse Sir Bobby, no final das partidas lá iam todos de volta para o campo, o Rui Barros espalhava uns pinos pela relva fora e punham-se todos a tentar acertar nos mecos a 20 metros de distância. Quem falhasse tinha de dar uma volta ao campo a sprintar. Era ver o Fernando e o Álvaro a deitarem os bofes de fora ao fim de 15 minutos...ou seja, 15 voltas...

Como disse no início, ver o jogo na TV é diferente de o ver ao vivo, e por isso preferiria não embandeirar em arco e pensar que a equipa está a crescer de produção, apesar de ainda longe do desejável e exigível. Mas pode ser que (mais) este pequeno susto tenha ajudado...

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Votação: Sector a reforçar em Janeiro?


Tem sido uma época complicada. É normalmente nestas alturas em que se tenta ir ao mercado em Janeiro, por vezes criando entropia exagerada em equipas que até aí não conseguiram mostrar um futebol condizente mas por outro lado havendo a hipótese de ser equilibrar plantéis depauperados devido a lesões, castigos ou outras inconveniências. Assim sendo, e olhando para o nosso plantel, há alguma área que mereça ser reforçada no mercado de Inverno? As respostas dividiram-se assim:
  • Baliza: 0%
  • Defesa: 0%
  • Meio-campo: 83%
  • Ataque: 8%
  • Nenhum: 8%
Lá está, a malta parece confirmar aquilo que muita gente vê acontecer em campo, que se traduz na incapacidade do actual meio-campo de 3 pessoas para dar conta do recado de organizar jogo fluido e positivo, perdendo-se em campo, defendendo muito atrás e não apoiando convenientemente o ataque. Com Fernando muito colado aos centrais, Meireles em baixa de forma (com toda a gente esperando que os jogos pela Selecção e o mais recente frente ao Chelsea tenham servido como fonte de moral para o rapaz) e Belluschi apagado, equaciona-se a possibilidade de ir buscar um substituto para o argentino, já que creio que em termos de médios de cobertura estamos...cobertos. A palavra está do lado da SAD.

Próxima votação: De quem é a culpa da adaptação lenta de Prediger?

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Cabelos brancos


É um facto inegável que a maior pressão que se verifica dentro de uma equipa de futebol recai sobre o treinador. Os jogadores estão lá para fazerem o que se pede deles, mas acabam por obrigados, uns mais que outros, a seguir as indicações daquele que alguns apelidam com ternurenta simpatia de mister.


É também um facto estatístico, de acordo com um estudo feito pelos criadores do Football Manager, o arqui-famoso jogo de futebol onde o jogador encarna a personagem do líder da equipa, do balneário e até um certo ponto, do próprio clube, que os treinadores tendem a ver o seu cabelo adquirir um tom grisalho aproximadamente 312 semanas após tomarem as rédeas de um clube. E esta é que me lixou.

Como a minha própria capilaridade craniana é diminuta, relaciono-me pouco com os problemas dos outros. Sempre que vejo um anúncio a champôs com bifidus ou zinc-piritióne ou lá o que raio é que espetam no frasco para vender mais produto, estou-me nas proverbiais tintas. Mas este problema é de facto interessante. Ora se um treinador ao fim de 312 semanas (aproximadamente 6 anos) já nota algumas brancas, que problema se colocará aqueles treinadores que nem 312 dias estão ao comando das respectivas equipas? Aposto que anseiam por ganhar o agrisalhamento (isto existe?) do cabelo, ostentando-o como uma marca de sabedoria e experiência.

Uma coisa é certa: Jesualdo já tinha o cabelo branco quando chegou ao Porto. E o look salt-and-pepper que já teve está a ficar bem mais salgado que apimentado. É o que dá ter de aturar Quaresmas e Hulks...

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Baías e Baronis - FCP vs Chelsea


(foto retirada d'A Bola)


Não me custa perder contra o Chelsea. Dito isto, custa perder quando se vê uma equipa que até estava a fazer um jogo bem decente e acaba por, como de costume, facilitar sempre aquele bocadinho que permite à outra equipa marcar um golo, que chegou para vencer o jogo. Siga para notas:




BAÍAS







(+) Raúl Meireles está de volta. A sombra de Lucho parece ter passado e o agora número 3 está a voltar à forma que precisa de demonstrar para provar o porquê da titularidade no clube e na selecção. Com um jogo táctico acima da média, foi tudo o que Belluschi não conseguiu ser (ver abaixo o desancanço no argentino), passou a bola simples e com eficácia, sem inventar e a rodar quase sempre bem o jogo. Espero vê-lo mais vezes como vi hoje.

(+) Bruno Alves esteve também acima da média, coordenando uma defensiva que parecia um pouco mole mas que cresceu de intensidade à medida que o jogo ia decorrendo. Muito bem pelo ar e melhor nas intercepções aos cruzamentos, foi o patrão que precisávamos.

(+) Fernando esteve muito bem defensivamente, apenas pecando no passe para frente. Está com uma inteligência táctica cada vez maior, parecendo antecipar onde a bola vai cair para poder interceptar o esférico. Está a ficar um senhor jogador e estas exibições na Liga dos Campeões só o valorizam.

(+) A calma e controlo emocional na primeira parte (já que na segundo tempo as coisas complicaram-se, muito por culpa da falta de pernas) foram algo que não me lembro de ver este ano. Do outro lado estava "só" uma das melhores equipas do mundo, que troca a bola no meio-campo com uma facilidade que põe as outras equipas sempre em sentido, e não faz sentido estar a pressionar feitos loucos para perder a posição e abrir brechas enormes na defensiva. Daí o ponto positivo, que acaba por alicerçar uma boa primeira-parte.

(+) Anelka é um jogador de outro mundo. A maneira como domina a bola, como controla e protege o esférico, levantando a cabeça para ver onde estão os seus jogadores e os adversários, e a atitude semi-lenta com que está em campo, dando a falsa impressão que não causa perigo é assustadora. É um gosto ver estes gajos em campo, mesmo quando são da equipa adversária, e o francês é uma das razões pelas quais os jogos da Liga dos Campeões são completamente diferentes da Liga Sagres.

(+) A recepção a Deco (e numa menor escala, a Ricardo Carvalho) são algo que devem encher os portistas de orgulho. Não são muitos os que merecem ser acolhidos na nossa família, e poucos para além destes dois podem afirmar que vieram ao Estádio do Dragão e foram aplaudidos de pé. São duas das nossas grandes figuras e merecem a homenagem.




BARONIS







(-) Há algo que só consigo ver na equipa do FC Porto este ano: medo. A maior parte dos jogadores está em campo com um receio de perder a posição táctica no terreno, presos a uma estratégia habitual de contenção do adversário e que acaba por manietar a própria equipa. No ataque, principalmente, nota-se um espaçamento frustrante entre os homens da frente e os médios que deveriam dar um apoio mais próximo e servir como muletas para remates frontais e como os primeiros recuperadores de bola. Apenas Meireles (neste jogo, entenda-se) fez este papel, com Belluschi muito apagado e Fernando muito recuado, o que mostra exactamente como o nosso meio-campo está em sub-rendimento.

(-) Continuamos com um índice de passes falhados que me faz muita confusão. As coisas mais simples tornam-se complicadas quando não se consegue rodar a bola convenientemente a não ser que seja para o lado ou para trás. Quase sempre durante o jogo houve suspiros frustrados da bancada (e do banco, aposto) quando Fernando falhava um passe fácil, Belluschi tentava uma desmarcação com evidente força a mais ou Bruno Alves entrava na estupidez dos passes longos. Assim torna-se complicado.

(-) Pensava que a equipa já tinha ultrapassado esta forma ingénua de encarar os jogos europeus. Todos sabemos o dogma que refere a maneira mais permissiva dos árbitros da UEFA, onde nem todas as bichonices de faltas que cá são marcadas tem um paralelismo lá fora. Então pelo amor de Pinto da Costa digam-me o porquê da equipa entrar neste tipo de quedas forçadas, sem aguentar pressão física e a tentarem "sacar" aquelas faltinhas que era óbvio desde o primeiro minuto que o árbitro não iria marcar?! É verdade que o Chelsea tem mais corpo e mais inteligência para o usar, mas a forma como encaramos quase todos os lances foi ingénua e infantil, e custou-nos inúmeros lances de perigo.

(-) Em termos de jogadores, Belluschi esteve abaixo do que se espera, trapalhão e ineficaz na criação de jogadas ofensivas; Rolando está num mau momento e teve culpas no golo; Rodríguez continua lento;...mas consegue fazer mais que Hulk, desinspirado e sem inteligência para mais.


Foi bom enquanto conseguimos aguentar a disciplina e concentração, mas qual puto traquina acabamos por fazer cagada só porque sim. Não havia motivo para uma desagregação tal, e nem a entrada de Essien justifica tudo. O primeiro lugar já é impossível, e vamos jogar a primeira mão dos oitavos-de-final em casa, o que até pode ser bom...lembram-se de Manchester em 1997? Pois, eu também!

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Os adoráveis franceses

Um pequeno aparte: É por estas e por outras que quando a França é eliminada das competições internacionais há apenas um quadrado no meio da Europa que não bate palmas de alegria.


Ler aqui.

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A night at the Museum...coming soon!

(foto retirada do estadiodragao)

Depois de um fim-de-semana onde o evento desportivo mais interessante deve ter sido os 9-1 que o Tottenham cravou no Wigan, e onde o FC Porto era suposto jogar no que aparentemente era um campo de treinos para o Vacaria United, creio que o único ponto de menção acaba por ser este, retirado do Jornal de Notícias:


Numa palavra: finalmente!

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Nike-man


Imaginem a quantidade de horas que o desgraçado do fotógrafo esteve a gritar para todos: "Põe as costas direitas!!! Peito para fora!!! Barriga para dentro!!! Já está...respirem...vamos a outra!!!".


O Bruno Alves é o único que parece um homem normal, o resto parecem bonecos do He-Man...

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Suid-Afrika, hier ons gaan!


Chegou um golo. Jogámos bem e ficou evidente que não precisávamos de ter tanto medo dos jogadores Bósnios. Nem do público.


Meireles esteve em todo o lado, mais uma vez, tal como Pepe. Ninguém mereceu tanto a passagem como estes dois. Até Duda e Paulo Ferreira jogaram bem! Parabéns, malta, já me lixaram o Verão com o raio das vuvuzelas...

Já para quem viu o jogo do Uruguai...se aquela equipa da Costa Rica fosse ao Mundial era uma vergonha...cambada de trauliteiros...

PS: quem não percebeu o título...força aí

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It's go time!


Hoje é o dia da decisão. Das quatro uma:


- Portugal é eliminado com polémica, arma um número-de-Liédson na FIFA e não vai ao Mundial;
- Portugal leva no lombo sem polémica, não joga nenhum e vem para casa caladinho, os jogadores são cuspidos novamente no aeroporto mas agora por portugueses, Queiroz é despedido e Paulo Bento contratado para seleccionador de Brtgal (foneticamente);
- Portugal passa a eliminatória com polémica durante um jogo fraquinho e de tremideira, há molho no estádio com cadeiras, mísseis terra-terra e granadas defensivas a voar, com o Pepe a interceptar tudo o que cai no relvado;
- Portugal passa incólume, faz um bom jogo e há uma recepção eufórica na chegada à Portela.

Estou inclinado para a terceira. Como disse ontem o Rui Moreira, "Eu nem pensava duas vezes em ir ao jogo. Pensava uma vez e não ia!"

Força, rapazes!!!

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Palavras acertadas


Depois do jogo da Selecção, telefonei ao meu pai para darmos duas de treta sobre a bola. Diz-me ele, demonstrando a habitual sapiência que lhe reconheço:


"Oh pá, já viste que se não são os gajos do Porto esta equipa não vale nada!"

Dou-te razão, pai. O Raúl e o Bruno foram os melhores em campo. Só gostava que voltassem para o Porto ao mesmo nível, tanto a criar como a marcar.

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Next?


Depois do anúncio do novo líder do balneário leonino até ao final da época, fica a pergunta:


- Quem será o novo treinador do Sporting (depois do Carvalhal ser enfiado no barril como o novo José Couceiro do Sporting)?

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Carlsberg Cup vista do exterior

Um artigo curtinho mas bem interessante sobre a forma como até os estrangeiros acham que a nossa tão elogiada Carlsberg Cup é uma prova aparte.


A ler no Dirty Tackle, aqui.

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Votação: Quem deve marcar os livres directos?


Este ano, mais até do que em outros anos, estamos a atravessar uma fase negra no que diz respeito às bolas paradas. Raramente causam perigo, apesar de termos várias oportunidades de rematar à baliz, e acabamos por perder boas chances de criar perigo que, convenhamos, não estamos a conseguir em jogadas de bola corrida. Assim sendo, é imperioso possuir no plantel alguém que saiba pontapear a redondinha para o fundo das redes. A questão é: quem? Eis as respostas da malta:
  • Bruno Alves: 40%
  • Hulk: 35%
  • Cristián Rodríguez: 15%
  • Raul Meireles: 0%
  • outro: 15%
Equilibrado. É quanto a mim um espelho do plantel que temos, em que Bruno Alves é um marcador pouco profícuo (precisa aí de uns 14 remates para acertar na baliza) e Hulk...é só esperança por parte dos adeptos, pois até agora ainda não mostrou nenhum talento especial para apontar bolas paradas. Enfim, ainda esperava que Belluschi ou Valeri ou qualquer outro conseguisse ser um novo Hagi, mas até agora...nada!

Próxima votação: Sector a reforçar em Janeiro?

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Ex-Azuis Nº5: Cláudio "Pitbull" Mejolaro


Épocas no FC Porto:
2004/05



Clube actual: CS Marítimo
País: Portugal




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RIP Enke


Clubites aparte, até gostava do moço e é sempre uma má notícia saber que faleceu um jogador de futebol que já vi a jogar.


Como amante de futebol, fica a triste nota para um bom guarda-redes que passou no nosso futebol e que desaparece com apenas 32 anos.

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Se um Benfica incomoda muita gente...

(foto retirado do Público, aqui)


Assim não é fácil...já temos de lutar contra um Benfica acima da média, se juntarmos o SL Benfica torna-se mesmo muito complicado...


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33%


Chegou este fim-de-semana o primeiro marco no campeonato nacional, o terço da prova. Faltando metade desse terço para chegarmos ao meio da prova (pensem, não é complicado), é altura para fazer um pequeno balanço do que tem sido a época do FC Porto, quer em termos nacionais como também internacionais.

Começando pela parte fácil, a internacional. O apuramento na fase de grupos da Liga dos Campeões surgiu com mais facilidade do que seria de prever, tendo em conta o grupo que nos calhou em sorte. À previsível derrota em Londres no primeiro jogo seguiu-se uma sequência de 3 vitórias consecutivas e o carimbo para a próxima fase, que adiciona aproximadamente 19 milhões de euros, mais coisa menos coisa, aos cofres da SAD. Ao passo que o jogo frente ao Atlético foi ganho com garra e alguma sorte, os outros dois encontros contra o adversário mais fraco do grupo expuseram alguns dos problemas que temos tido. Falta de agressividade e ineficácia de controlo do meio-campo levaram a duas vitórias sofridas contra um APOEL que deveria ser considerado como fraco demais para nos colocar problemas, que no entanto apareceram. Valeu Hulk em casa e Falcao fora para somar 6 pontos e uma liberdade de consciência europeia adiada para Fevereiro de 2010. Pronto, feito, embrulhado, please sir may I have another, siga para o campeonato nacional.

É inegável que estamos a atravessar um momento muito mau. Se em termos pontuais não estamos de qualquer forma arredados da competição, o futebol praticado tem sido medíocre e nada de acordo com os pergaminhos da equipa. Como li no Flama Draculae (http://flamadraculae.blogspot.com/2009/11/cem-nada.html), e concordo, ao fim de 100 jogos, Jesualdo está 100 capacidade de levar a equipa para mínimos patamares de qualidade que os adeptos exigem. De reparar que decorrido um terço do campeonato, o FC Porto já desperdiçou...um terço dos pontos em disputa. É muito ponto perdido e que nunca mais se recupera, alguns dos quais em terrenos que apesar de tradicionalmente difíceis, raramente pareceram tão difíceis como este ano.

Num rápido resumo, aqui fica a minha separação do trigo e do joio, do que está bem e do que está mal:

POSITIVO:
  • Apuramento já garantido para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões;
  • Estabilidade exibicional de Helton, com muito menos erros que em anos transactos;
  • Afirmação de Fernando com maturidade e disciplina táctica;
  • Subida de forma de Fucile, aliando criatividade à garra e agressividade positivas;
  • Vitória no único jogo "grande", em casa frente ao Sporting;
NEGATIVO:
  • A ausência de um meio-campo criativo nas transições ofensivas;
  • A quase total displicência no meio-campo defensivo, com pouca ou nenhuma pressão sobre o adversário;
  • Fraca produtividade do ataque, pouco apoiado e com baixos níveis de inspiração e confiança;
  • Muitas lesões traumáticas no plantel;
  • Cultura de expectativa, com recuos permanentes no relvado à espera que o adversário falhe e perca a bola;
  • Abaixamento de forma de elementos nucleares na equipa, casos de Raúl Meireles, Cristián Rodríguez ou Hulk;
  • Argumentos tácticos pouco esclarecidos, com opções no mínimo questionáveis para posições estruturalmente fundamentais (Mariano a criativo, dois pontas-de-lança sem entrosamento, entre outras);
  • Número incrível de falhas técnicas, passes falhados ou precipitados, cruzamentos sem destino e más opções de transição ofensiva;
  • Bolas paradas ofensivas com eficácia reduzidíssima, muitos cantos marcados directamente para o guarda-redes e inúmeros livres directos a passar longe da baliza;
  • Bolas paradas defensivas com fracos níveis de concentração, permitindo situações perigosas para a baliza;
Parecem muitos pontos negativos, não é? Se forem a analisar um a um vão ver de certeza que correspondem a muitas das reclamações de quem vê o jogo da parte de fora. É lógico que estamos ainda muito a tempo para recuperar o tempo perdido, mas à entrada para o segundo terço do campeonato não estou muito optimista. Cá ficam algumas sugestões:

  • Aposta em sangue novo. Estou em crer que não será preciso reforçar nenhum sector do terreno quando temos vários lesionados e alternativas jovens que podem servir mas embatem na permanente hesitação de Jesualdo em "queimar" os jogadores muito cedo.
  • Belluschi tem de justificar a contatação. Um jogador de 5 milhões de euros não pode fazer 2 ou 3 jogos razoáveis e depois ficar encostado por tara do treinador ou por falta de condição física. Temos um jogador que ganha bem e que é, aparentemente, o único que é adequado à posição que pertencia a Lucho e que está a ser constantemente colocado no banco.
  • Tem de haver uma rotação do plantel de uma forma mais consistente e sem alterações de posição. Guarín é um médio com características semelhantes a Meireles, não Belluschi; Mariano, quando muito, pode ser um extremo, nunca um número 10. Estas e outras alterações abanam com a estrutura táctica da equipa e não deixam criar entrosamento e jogo de equipa.
  • As compensações defensivas têm de ser incutidas nos jogadores da frente de uma forma mais vincada. Hulk passa a vida para lá do meio-campo, Rodríguez ainda não consegue fazer o campo todo a correr para trás e para a frente, e o único que ajuda na defesa é Mariano, que com as limitações técnicas que mostra acaba por compensar em esforço o que tem de menos em talento. É angustiante ver os laterais habituais (Fucile e Álvaro) que são por natureza muito ofensivos, a apanhar com dois e três jogadores pelo seu flanco, sem saber muito bem onde se devem meter.
  • O apoio central no meio-campo ofensivo é quase não existente. Falcao, quando acaba por conseguir dominar a bola no meio dos centrais, tem de recuar ou descair para os flancos e desperdiçar potenciais jogadas de ataque.
Sou um treinador de bancada, e se ainda não tinham percebido, ficou bem patente nestas linhas. Cabe a Jesualdo fazer as alterações que bem entender para levar o barco a bom porto. E vamos todos ficar à espera que corra melhor do que até agora.

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