Votação: Alternativa mais credível a Fernando?


Fernando tem vindo a ser um elemento pivotal no meio-campo e até nos jogos em que não está ao nível alto do costume, acaba por ser sempre a melhor opção para o lugar. Talvez por ser o único trinco natural do plantel ganhe alguma vantagem, mas a capacidade de recuperação de bolas na zona defensiva joga a seu favor. A questão...é quando não pode jogar, quem deverá ocupar o seu lugar? Novamente mais de 300 pessoas responderam à pergunta sobre quem deve alinhar caso Fernando não esteja disponível:
  • Castro: 41%
  • Guarín: 27%
  • João Moutinho: 6%
  • Souza: 23%
É evidente que a malta puxa para os da casa, e admito que também gostava de ver o rapaz a mostrar serviço mais frequentemente. Guarín continua a não me convencer e faz um bom jogo intercalado com 2 ou 3 maus, o mesmo acontecendo com Souza. Já Moutinho seria uma solução de último recurso só em caso de desespero...

Próxima votação: Mercado de inverno: é preciso reforçar?

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FC Porto espanhol 5 - 0 Benfica espanhol

5-0.

Nem preciso de começar com os paralelismos com o FC Porto vs Benfica, pois não?

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O outro clássico

Preparei-me para essa pergunta e agora esqueci-me. Há portugueses do lado do Real e gostava de vê-los vencer. Mas o adepto portista, como eu sou, sempre se identificou mais com o Barcelona. Pelo crescimento que teve, pelas lutas que enfrenta com a capital, pela evolução dos anos 70, há uma ligação forte entre Porto e Barcelona. Sou um adepto incondicional do estilo de jogo do Guardiola. Joga um futebol mágico, roça a perfeição.

Villas-Boas sobre o Barcelona vs Real Madrid

Desde o regresso de Luís Figo ao Nou Camp que não estou tão vidrado num clásico como neste. E é também por estas razões, tão simplesmente explanadas por Villas-Boas, que vou torcer pelo Barça hoje à noite.

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Baías e Baronis - Sporting vs FC Porto

Foto retirada do MaisFutebol

Vi o jogo em casa de amigos, com uma emissão via internet que soluçava tanto como Maicon na defesa portista. Depois de chegar a casa, revendo o jogo, fiquei com a mesma ideia: correu bem. Correu particularmente bem porque esta equipa do Sporting que jogou hoje não foi a mesma que tinha vindo a jogar nas partidas anteriores. Foi mais rija, mais agressiva e mais matreira, factos aos quais não serão alheios a presença de dois jogadores bem mais experientes no onze como Pedro Mendes e Liedson, que cada um à sua maneira trataram de dar cabecinha ao resto dos colegas. Ainda assim não posso dizer que jogamos bem, longe disso. Fomos uma equipa mais lenta, menos solta e incapaz de conseguir superar as falhas individuais que foram muitas e que quase davam a primeira derrota oficial da época. Ou seja, o FC Porto ganhou um ponto, não perdeu dois, por muito que queiram pintar o quadro desta forma. E nem o golo de Valdés em fora-de-jogo pode mudar isso. Vamos a notas:









(+) Falcao Foi o melhor jogador do FC Porto. Marcou mais um golo à ponta-de-lança, a aparecer no sítio certo na altura certa, e andou todo o jogo a recuar para vir buscar a bola e a lutar para a receber mais vezes e com mais espaço. Devia ter marcado logo no início do jogo.

(+) Hulk Não fez um grande jogo, longe disso, mas soube recuar quando era preciso, soube fortalecer o flanco defensivo ao aparecer perto do lateral que jogava por trás dele, por vezes bem perto do colega, o que ajudou a tapar a subida dos flanqueadores do Sporting. Fez mais uma assistência para golo e tentou sempre rasgar a defesa contrária, com pouca sorte.

(+) FC Porto com 10 jogadores Tal como tinha acontecido na Turquia, voltei a gostar de ver a equipa a jogar com menos um jogador. Continuo a achar que a maior parte dos Portistas exigem demais da equipa, mesmo quando era notório que o jogo não estava a correr bem, a outra equipa corria mais, mostrava uma determinação acima da média e as contrariedades do jogo obrigavam a que se estruturasse bem a equipa para evitar chatices. Esteve bem Villas-Boas, a retomar os quatro defesas e a fazer recuar as linhas. Um ponto é melhor que nenhum e o campeonato ainda é longo.

(+) Sporting Não via o Sporting a jogar com tanta garra há muito tempo. Superou o FC Porto em determinação e em vontade de jogar um futebol mais positivo, o que é obra tendo em conta o que tinha vindo a fazer há uns meses para cá. A isso não foi alheio a opção de Paulo Sérgio de colocar três caceteiros no meio-campo, prontos a acertar em tudo o que mexia que estivesse vestido de azul-e-branco. Se tivesse começado o campeonato assim, garanto que não estariam nesta posição.










(-) Fernando Não me importo que um jogador como o Fernando, que jogue na posição onde ele habitualmente alinha, acabe por falhar alguns passes. É natural tendo em conta que faz uma quantidade bem mais alta de passes que uma boa parte dos seus colegas. Ainda assim, hoje falhou demais. Perdeu muitas bolas em zonas perigosas e pôs várias vezes a defesa em risco com os buracos que abriu pelo centro do terreno com as distrações parvas que teve especialmente com Liedson por perto. Não pode continuar a falhar desta forma.

(-) Maicon Por muito que Valdés estivesse fora-de-jogo (e estava, se bem que me cheira que não vai ser dada a relevância que devia, como aconteceu com o golo de Saviola no ano passado na Luz), não pode nunca facilitar perante o adversário como fez hoje. A expulsão é na minha opinião um erro do árbitro graças à matreirice de Liedson, mas Maicon peca ainda pela lentidão quando enfrenta um adversário como aquele. E no ano passado tinha sido tão perfeito a marcá-lo no Dragão por isso desiludiu-me um pouco hoje.

(-) Belluschi Nunca conseguiu soltar-se da pressão do meio-campo do Sporting e consequentemente nunca apareceu em jogo. Com Moutinho permanentemente a levar calcadelas e pontapés mal se aproximava da bola, Belluschi teria o papel de aparecer surgir mais disponível que o colega para poder levar a bola onde pudesse. Não o fez. Era complicado contra um meio-campo de caceteiros, mas já o vi a fazer excelentes jogos contra estruturas similares que lhe apareceram à frente. Hoje não foi um deles.

(-) Maniche O que dizer acerca desta personagem? Do alto dos seus 173 centímetros de altura e 300 de largura andou a tentar atingir tudo o que via, acabando por dar uma bela duma patada JetLiana em Moutinho, culminando com um jogo inteiro de perseguição por parte do trio maravilha do meio-campo sportinguista. André Santos tentou, mas é puto e ainda não sabe acertar bem nos sítios certos; Pedro Mendes também varreu muita relva e perna à cacetada mas sem classe. Já o Gordiche, com a finesse que lhe é reconhecida, marcou a diferença da experiência...marcando os pitões na coxa de Moutinho. Expulsão? Nada disso. Comentário de Miguel Prates na SportTV: "É uma jogada de Maniche por trás, perigosa.". E mais nada.

(-) Liedson É um grande jogador, não tenho dúvidas. Enerva-me vê-lo a correr a todos os lances, como um Derlei mais magro ou um Lisandro mais brasileiro, nunca dá uma bola como perdida e é vital na equipa do Sporting, nem que não marque golos. Parece que me falta alguma coisa aqui...ah, sim, é a inteligência de conseguir sacar faltas que o árbitro (seja este ou outro qualquer) consistentemente dá como a favor dele quando o máximo que aconteceu foi uma leve brisa que o abanou e da qual soube tirar partido. É ridículo que depois de tantos anos a criticarem os jogadores que pervertem a lei do jogo continuem a dar guarida a este mulato anorético e a permitirem que roubem jogadores a uma partida que, mais inocentes ou inexperientes, caiam na rede de Liedson. Não sou gajo de advogar à violência, mas se é para tirar faltas, então que se lhe acerte com força. Pode ser que para a próxima pense duas vezes antes de se lançar para o terreno sem ninguém lhe tocar com a força que simula ter sido exercida...


Um empate em Alvalade não é um mau resultado e custa-me ver que muita gente pensa assim. Neste tipo de jogos interessa não perder e esta foi mais uma batalha em que não saímos derrotados e que nos continua a suportar no caminho da vitória final. Podíamos ter jogado melhor e mais soltos, especialmente na primeira parte que acabou por ser aborrecida e sem chama, mas alguma inépcia individual somada a diversos erros de arbitragem em alturas chave do jogo acabaram por tornar a tarefa mais complicada. Não foi bom mas também não foi mau de todo.

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Ouve lá ó Mister - Sporting

André, proto-messias!

Mais uma semana, mais um clássico! Ah, rapaz, que eu no ano passado acabei o jogo com uma raiva...deves-te lembrar, foi uma das piores exibições que me lembro de ver uma equipa do FC Porto a fazer, desorganizada, desinteressada, desinspirada e des-tudo. Hoje em dia, graças a ti, as perspectivas são diferentes!

Não vai ser um jogo fácil, mais uma vez, se bem que hoje em dia quase nenhum jogo é fácil. Todos os treinadores estão a queimar as pestanas para perceber como é que podem contrariar o teu jogo e a tua estratégia que até agora está a resultar na perfeição. Sabes tão bem como eu que há alguns pontos menos fortes e para este jogo o único que te pode causar insónias é mesmo o de defesa-esquerdo. Se tens o Fernando e o Varela prontos para jogar, parece-me que não há dúvidas nesses dois fulanos. Já na lateral sinistra, a coisa pia mais fininho. O Emídio, que já foi verdinho, ainda está verdinho (mau jogo de palavras, perdão) e o Fucile nunca se sabe se vai fazer um jogaço à Mundial ou uma borrada à Arsenal. Eu hoje estou numa de rimas, desculpa.

E quanto ao Moutinho...fala com o rapaz. Fá-lo ver que este jogo é tramado mas não define nada nele como jogador nem como homem. Não tem de se sentir impelido a mostrar serviço extra, basta que continue fiel ao que tem mostrado. Eu e tu esperamos dele um jogo simples, prático, inteligente. E se marcar, como me disseram, um golo aos 93 minutos numas cuecas ao Patrício, ainda melhor. Mas se não acontecer, não é por isso que o vamos vender ao Benfica.

No fundo de tudo é um clássico, um Sporting/Porto, e como qualquer clássico todos temos a noção que é muito parecido com o José Castelo-Branco: pode dar para os dois lados.

Sou quem sabes,
Jorge

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Menção na Goal.com

Porto will be welcomed back to the Champions League next season

The party is over for Benfica. The likes of David Luiz, Luisao and Fabio Coentrao stayed at the club over the course of last summer to give the Champions League a shot. Now that their exit from the competition has been confirmed they will have to face up to an awkward truth. With their Champions League credentials will go their biggest stars. Ramires and Angel Di Maria moved on and the rest will follow.

Defeat to Hapoel Tel Aviv may have been cruel and unusual, given the number of chances and amount of possession the guests had in Bloomfield Stadium but the result was entirely in-keeping with what has been a disastrous campaign, continentally, aside from one good result over Lyon.

Last season, domestically, represented a dark hour for FC Porto but under Andre Villas Boas they are primed to make their comeback to the big time. The Dragons served notice of their intentions for the Portuguese crown with a 5-0 pasting of the champions a few weeks back and are undefeated in all competitions up to now. They are one of the continent's most in-form and dynamic teams and they belong in the Champions League.

A rubrica habitual da Goal.com faz uma menção ao nosso clube mesmo que não estejamos a participar na Champions' League deste ano (chora, Jorge, chora...) e constata aquilo que todos já percebemos: o FC Porto ultrapassou o Benfica em termos de prestígio internacional corrente. O histórico já lá vai e o que conta é o que acontece nos tempos em que vivemos.

No fundo, somos uma equipa de segunda linha no panorama europeu, quando comparados com o Real Madrid, o Inter, o Manchester United ou o Bayern. Mas neste círculo seguinte somos sempre considerados como um habituée daquela turba, "aquela equipa lutadora", "difícil de ganhar no Dragão" e "rijos e determinados". É um estatuto que trabalhamos para adquirir ao longo de muitos anos e que aparentemente ainda não esmoreceu. Felizmente.

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Balanço dos empréstimos (25-Novembro-2010)

Dois meses depois, mais um pequeno balanço sobre os nossos jogadores emprestados a outros clubes (clicar para ampliar):



Noto particularmente a estagnação de Rabiola, a pouca utilização de Sérgio Oliveira, os zero jogos de Prediger e alguma indisciplina generalizada...outras opiniões aceitam-se!

EDIT: no caso do Rabiola, falo de estagnação em virtude de só ter marcado mais um golo desde o último balanço que publiquei aqui, há dois meses...

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E 12 anos depois...na Taça...o Juventude de Évora de novo!!!

Hoje vou-me armar em Basculador. Alguém se lembra disto?





E aquele golo de letra do Jardel...o que a droga te fez, homem...

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As conchas

Há uma passagem no famoso "Vinte Mil Léguas Submarinas" de Júlio Verne, em que o assistente do Professor Aronnax, de nome Conseil, está acompanhado de Ned Land (certeiro arpoador) a perscrutar a vastíssima colecção de conchas pertencente ao seu anfitrião no Nautilus, Capitão Nemo. Enquanto analisam o espólio, Conseil é capaz de identificar a grande maioria dos espécimens através da classe e do seu nome científico, ao passo que Ned, prosaico e com sentido prático apurado, identifica-os pela sua apetência para cair no bucho com agradabilidade. Ou seja, se se podem comer ou não. Ao longo desta discussão podemos perceber que o autor nos transmite a mesma verdade vista por dois lados: para cada situação há duas maneiras de o ver, duas formas de construir factos que ambos terão a sua verdade mas apenas através dos olhos de quem os vê, pois  as conchas eram objectos com valor científico para Conseil ao mesmo tempo que serviriam como aperitivo para Ned Land.

E agora, vamos ao Benfica.

Estou solidário com os adeptos benfiquistas, com Jesus e com os jogadores. É incrivelmente frustrante vermos a nossa equipa a jogar melhor, a produzir mais e a sermos incapazes de acertar nas redes por dentro da baliza por qualquer delírio dos Deuses que se lembraram naquele dia, naquela hora, naquele remate, de defecar nas caras dos rapazes de vermelho. É injusto e qualquer portista que esteja agora a gozar com isso sabe que um dia, não muito longínquo, pode apanhar com a mesma sina. Os mais novos de todos não se lembrarão, mas estive no Estádio das Antas no dia 7 de Março de 1993 num mítico FC Porto vs Famalicão, em que ao fim do que pareceram 1500 remates à baliza e uma cabeçada direitinha à baliza do famalicense Vieira, saí da bancada a pensar "podíamos estar aqui mais três horas a rematar que hoje não entrava nada". Ninguém melhor que Carlos Manuel, comentador ontem do jogo de Telavive na SportTV (que por estar a jantar não ouvi patavina do que disse), se deverá lembrar desse Portugal vs Alemanha de 1985, em que o próprio marcou um golaço num jogo em que os alemães decerto se recordarão que se o jogo durasse até hoje, a bola ainda não tinha entrado na nossa baliza.

Há dias assim, todos sabemos. Mas...


  • Se a Direcção, a equipa, o treinador e os sócios não tivessem cavalgado a onda pseudo-vitoriosa que a imprensa lhes gerou, com promessas de vitória na Champions com uma equipa de pés de barro, em reestruturação e a precisar de alguma atenção e cuidado...
  • Se não assumissem como facto (ligação ao primeiro parágrafo, rebuscada mas correcta) que o Benfica é melhor e que afinal os outros não tem o nosso passado e mais um remate e a bola entra...
  • Se tivessem assentado ideias e acalmado os sócios sem prometer este mundo e o próximo com declarações como "o Barcelona e o Benfica são os maiores da Europa"...
  • Se tivesse havido uma mentalidade não de vencedor antecipado mas de vencedor em campo...se não jogassem com os mitos e a história e os louros de uma excelente vitória no ano passado...
  • Se os seus treinadores tivessem aprendido com o que se passou ano passado em Anfield...talvez se tivessem qualificado com maior ou menor dificuldade para a próxima ronda, até porque têm equipa para isso.


Assim...capitularam perante adversários que foram inteligentes e eficazes. O Benfica não saiu da Champions' ontem à noite. O Benfica começou a sair da Champions' mal lá entrou.

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Let's hear it for...Raul Meireles

Under those trying circumstances, you can only applaud the blood-and-sweat manner in which Meireles has started his career at Anfield: sleeves rolled up, no moaning, no nonsense, no gloves, fighting for the cause with passion. He has been Roy Hodgson’s best signing, by far – and that’s despite being played out of position for most of his time at the club. No wonder that the vast majority of Liverpool fans have really warmed to him.

Como é sempre agradável ver jogadores que recentemente usaram as nossas cores a fazerem boa figura na terra da estrangeirada, fica aqui uma boa análise ao início da carreira do nosso centro-campista-ex-mega-tatuado, a ler no sempre pungente Who Ate All The Pies.

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Mas que besta!

"Jogámos contra uma equipa que recusou jogar futebol. Deu-nos a bola, tivemos muita posse de bola, mas não conseguimos criar oportunidades, porque eles defenderam bem. Ainda assim tivemos uma oportunidade clara, quando deveria ter sido marcado penalty sobre o Carlos Vela. Já se viu que 5 árbitros não é a resposta para estes problemas. Foi muito desapontante para nós, claro."

"O futebol é assim. Se jogarmos dez vezes com o Sp. Braga ganhamos oito ou nove. Mas hoje foi essa décima vez."

"Eles venceram, venceram. Nada mais. Mas o momento do jogo é o penalty que não é assinalado. O árbitro teve algumas decisões surpreendentes."

É já um hábito lermos louvores na imprensa a este anormal pela sua capacidade de liderança, blá blá lança os jovens blá blá e o Arsenal joga muito, entre outras semi-verdades. O que também é verdade é que sempre que põe as patas em território luso, o pseudo-intelectual francês rebaixa o nosso futebol, minimiza as nossas vitórias e culpa o árbitro pelas suas decisões arrogantes.

Nada me daria mais prazer que ver Arséne Wenger a ser pendurado da Torre de Londres pelos tomates. É do tipo de gajo que se calhasse de o ver envolto em chamas, não urinava para cima dele para as apagar.

Nojo.

PS: Parabéns ao Braga. Lutaram, foram rijos e eficazes. Tivessem-no feito em Londres e a história agora era diferente...

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Carta aberta a João Moutinho

Bom dia, João.

Esta é uma semana complicada para ti, não tenho dúvidas. O regresso a Alvalade vai ser difícil, logo tu que como filho pródigo regressas a uma casa onde quais pais super-protectores te tentaram impedir de crescer e de jogar a outro nível. Não sei o que se passou entre ti e os teus antigos patrões e sinceramente não me interessa.

Tens de entrar em campo com a mesma fibra que tens mostrado. Em nenhum momento podes ceder à enorme pressão que vais carregar em cima dos teus ombros até porque, meu amigo, prepara-te para uma sessão extra de agressões verbais, cânticos insultuosos, arremesso de isqueiros (Dupont, claro), canetas Mont-Blanc e latinhas de caviar. Não se pode censurar a atitude dos adeptos (a parte que não magoa), ainda me lembro de ter feito a mesma coisa ao Drulovic, ao Zahovic, ao Jardel e ao Paulo Assunção e sei o que o pessoal sente. Os adeptos não sabem ver a diferença entre fé cega, devoção desmedida e a pura realidade analítica da vontade de sair, é impossível conseguirmos fazê-lo, a incapacidade deve estar embebida no nosso ADN, não vale a pena contestar. Já estarás habituado à tua dose de insultos, mas estes vão ser especiais, garanto. Vão bater lá no fundo, vão-te fazer cerrar os dentes e impelir-te a jogar a um nível diferente, quiçá mais agressivo que o normal, porque não haveria ambrósia mais doce para um sportinguista que te ver a ser expulso em Alvalade.

Resiste.

Puxa pelas forças que consigas juntar, acalma a mente e joga. Mostra-lhes que o que os transforma em símios a ganir (eu que já o fui) é a pura constatação que aquele puto, aquele talentoso rapaz que desliza pelo relvado com passes certeiros e que organiza o jogo como poucos...já não usa as cores deles. E isso, como compreendes, dá cabo de um gajo.

Por isso a única coisa que me causa alguma apreensão é a tua cabeça. Espero que estejas bem para jogar, que leves contigo vontade de mostrar aos teus novos adeptos e ao teu novo patrão que estás cá de corpo e alma como o tens feito nestes curtos meses desde que decidiste ganhar a vida 300 quilómetros a Norte do que era hábito.

Estamos contigo. Todos menos o Sousa Tavares, mas acredito que até ele vai acabar por te dar o mérito que mereces. É redundante mas é verdade.

Um abraço e até sábado,
Jorge

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I sense a disturbance in the Force

Tenho lido vários comentários e ouvido conversas de muitos portistas que têm criticado a forma de jogar da equipa nos últimos dois jogos, tanto em casa frente ao Portimonense como fora na vitória contra o Moreirense. Como é normal nestas alturas, quando a equipa joga um bocadinho abaixo do que tinha vindo a fazer num passado bastante recente, a malta começa rapidamente a enervar-se e a servir como profetas da desgraça, anunciando o fim iminente da saga até agora vitoriosa no campeonato. Malta, nem sempre é possível jogar a 100%, com as coisas a saírem direitinhas e as goleadas a surgirem.

O que Villas-Boas e a equipa sempre precisaram e continuam a precisar é de estabilidade, de alguma calma e de menos pressão da parte de dentro quando comparada com o que temos recebido da parte de fora, com constantes notícias sobre saídas de jogadores no mercado de Inverno (reparem que todo o tridente ofensivo que tantas alegrias nos tem dado este ano já levou com selos de "interesse" e "movimentações"...a última foi de Varela que poderia estar a caminho do Manchester United...) e é exactamente devido a essa pressão mediática que temos de encarar alguns resultados menos avolumados com naturalidade.

Continuamos a ganhar, porra!

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Baías e Baronis - Moreirense vs FC Porto

Foto retirada do Record

Seria um bom jogo para rodar jogadores, pensaria muito dragão antes do confronto no Minho. Quem assistiu ao jogo, quer ao vivo ou via SportTV, ficou com a ideia que o jogo foi muito complicado tanto pela inépcia criativa do FC Porto como pela agressividade ultra-defensiva dos verdes de xadrez. Foi difícil, foi suado mas foi uma vitória e isso é que interessa em competições a eliminar. Siga lá para as notas:









(+) Belluschi Acho que já ninguém tem dúvidas de quem merece ser titular no meio-campo ao lado de João Moutinho. Belluschi está a jogar cheio de garra e luta, vem atrás recuperar bolas e descai muito bem no apoio ao flanco direito, avançando com a bola e tentando sempre a melhor solução. Num jogo em que nenhum jogador criativo esteve particularmente inspirado, o argentino foi o menos fraco de todos, sempre a colocar o sentido prático na relva e a tentar servir os inócuos Ukra e Hulk. Está em forma e isso faz dele vital no onze titular.

(+) Emídio Rafael e Sapunaru Mais um jogo e mais uma boa exibição do romeno. Subiu bem mais no terreno do que é habitual, apareceu a tabelar com Hulk e Belluschi e esteve inexcedível na entrega e na luta contra os rápidos alas contrários. Emídio esteve a bom nível do lado esquerdo, apesar de ter falhado vários passes e de se notar que não está com ritmo para 90 minutos ao mesmo nível. Acima de tudo nota-se uma diferença enorme em estilo e na maneira de arrancar em corrida pelo flanco quando comparamos Rafa com Álvaro...mas aí não há nada a fazer, cada um tem a sua própria personalidade e há que rentabilizar o melhor posicionamento defensivo do português.

(+) Guarín (a defender) Tem mostrado uma evolução notável no posicionamento defensivo e na recuperação de bolas em frente aos dois centrais. Ainda hoje foi mais um desses jogos, em que o colombiano usou sempre o corpo com inteligência e alguma audácia, tal foi o abuso de jogo de braços por parte da malta do Moreirense. Muito bom a parar os ataques frontais do adversário mas quando pegava na bola...é só fazer scroll para baixo e ver o Baroni que Guarín hoje também mereceu em termos ofensivos.

(+) Falcao Mal entrou em jogo começou imediatamente a fazer-se notar. É evidente que tem uma capacidade de jogar no centro dos defesas que Walter ainda não tem e provavelmente não terá por muito que trabalhe. É muito mais pivot que o brasileiro e o FC Porto tem muito a ganhar com isso porque consegue enfiar dois homens na área para conseguir pressionar um pouco mais os defesas contrários, como se tornou necessário por exemplo no jogo de hoje. O golo é 90% seu já que depois de um excelente trabalho a arrastar os defesas para o flanco ainda conseguiu aparecer no meio e aproveitar as sobras do potente remate de Belluschi. Muito bom, como de costume.










(-) Ukra Convenhamos que a lesão de Varela trouxe dúvidas na constituição do onze titular. Rodríguez está em forma digna de um tio gordo de 60 anos, James está ainda a ser laboratoriado pela equipa técnica e a escolha óbvia recairia em Ukra. Mas...o puto parece insistir em ser português. Falha muitos passes, toma habitualmente as decisões erradas, não aproveita a velocidade natural que tem e que devia ser suficiente para ultrapassar os laterais adversários e os cruzamentos têm saído muito fracos e para a zona do guarda-redes. Tem de subir muito a produção para poder chegar perto do nível de Varela.

(-) Guarín (a construir) Dr.Fredy e Mr.Guarín. É absurdo ver o rapaz a fazer passes de 30 metros quando ainda consegue sentir o hálito do colega para quem está a passar a bola, e parece haver uma certa maldição dos médios defensivos do FC Porto desde há 3 anos a esta parte, que rodam impecavelmente a bola para as laterais mas quando tentam fazer um jogo mais vertical...falham de uma forma catastrófica.

(-) Concentração do jogo pelo centro Este jogo estava a ser complicado e o FC Porto ainda o tornou mais complicado. Quando os espaços nos flancos eram tapados com uma consistência semelhante a um muro de cimento e a nossa equipa tentava mudar para o jogo para o centro do terreno, o muro era retocado com uma extra camada exterior de titânio. É difícil jogar contra 10 defesas mais um guarda-redes e hoje não conseguimos os melhores métodos para furar essa barreira. Outros jogos semelhantes virão aí e vamos continuar a ter estes mesmos problemas que vimos hoje, há que tentar encontrar uma alternativa para melhorar a produtividade.





Ninguém saiu de Moreira de Cónegos entusiasmado com o resultado nem tão pouco com a exibição. Houve muita luta mas pouca inspiração e o golo surgiu numa altura quase perfeita para limpar a cabeça dos rapazes e impediu um prolongamento que começava a ficar cada vez mais próximo e que ia carregar as pernas dos nossos guerreiros com mais 30 minutos de peso e stress. Ainda bem que Falcao entrou em jogo!

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Ouve lá ó Mister - Moreirense

André, misterão!

Pode parecer um jogo fácil este em Moreira de Cónegos. Para além de ser o primeiro jogo que fazemos contra equipas de xadrez desde que o Boavista desceu de divisão e apesar de serem verdes e não pretos, não é por isso que serão mais ou menos complicados! Somos bi-detentores da Taça e por isso a responsabilidade duplica cada ano que se ganha...pelo menos é a minha maneira de ver as coisas e acredito que tu, especialmente no primeiro ano, não queres mandar abaixo o hype que meio mundo (excluindo Lisboa, obviamente) anda a levantar a teu respeito.

Até parece que vem a calhar este jogo para descansar alguns gajos e esperar pela recuperação de outros. Não devias jogar nem com o Fernando nem com o Falcao...já que o Varela e o Álvaro parece que estão mesmo fora de hipótese, não é? Pergunta aí ao Zé Mário (que mora perto dos meus pais, já agora por isso só pode ser boa gente) se os rapazes não precisam de descansar. Isso. Experimenta os "els", tanto o Rafael como o Micael. E dá uns minutos ao Castro, pá, o rapaz merece!

Assim sendo não espero facilidades nem da parte deles nem da nossa. Reparei que ontem não apareceste na festarola onde marquei presença, mas garanto-te que bebi um cálice de espumante em tua homenagem, rapaz! Vamos lá para a vitória!

Sou quem sabes,
Jorge

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Partiu-se o Palito!

E pronto...esta lesão é que não vem nada a calhar nesta altura.

Posso ser surpreendido mas não creio que haja confiança suficiente para enfiar Emídio Rafael a titular em Alvalade, por isso parece-me que vamos voltar aos tempos originais de Fucile a lateral-esquerdo...

Com a lesão de Álvaro, mais que a capacidade defensiva, perdemos um importante apoio ao ataque pelos flancos e a necessidade de suportar as subidas de Varela com o uruguaio a voar pela ala.

Vá lá, ao menos deixaria de haver dúvidas quanto ao lateral direito titular...

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Belluschi...Belluschi...Belluschi...Alenichev!

À primeira vista, dirão que sou louco. Porra, um é argentino, o outro é russo, haverá escolas de futebol mais diferentes?! Realmente os dois de aparência só têm parecida a cor da pele, já que o resto do aspecto é radicalmente diferente, com a trunfa de Belluschi em constante mutação, seja curto, com rastas postiças ou uma espécie de poupa encaracolada a contrastar com o clássico corte russo-põe-te-fino-senão-segues-pro-gulag-que-te-lixas de Alenichev. Em campo, no entanto, vejo muitas parecenças entre ambos.

Alenichev foi dos jogadores que mais gostei de ver a jogar com a nossa camisola. Era um jogador fino, inteligente, que lutava quando era preciso mas que acima de tudo conseguia arranjar espaço onde parecia não existir e que sabia quando pausar o jogo para permitir aos colegas as movimentações necessárias e enquadradas na táctica. Era, a par da força e da garra de Maniche (o daquela altura, não o de agora) o complemento técnico perfeito para Deco no meio-campo do FC Porto de Mourinho. Não tinha um remate muito forte nem era bom de cabeça, muito menos era notável no 1x1, mas deliciava-me com os passes simples, práticos e quase sempre para o sítio certo.

Belluschi está a caminhar para o mesmo estatuto. Este ano, com Villas-Boas a moer-lhe os ouvidos, está com um sentido táctico mais apurado, com uma moral acima do Evereste, entra em campo com abnegação e esforço e, como Alenichev, joga bem melhor com outro médio mais estrutural ao lado.

Está a desenvolver uma certa empatia com os adeptos ao fim de um ano menos conseguido. Espero, para bem dele e da equipa, que lá chegue.

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Notas soltas sobre o Portugal vs Espanha

  • Será que os espanhóis vão abandonar a organização, alegando falta de solidariedade?
  • A grande diferença para o Portugal do costume esteve na pressão alta. Tão alta que os espanhóis raramente conseguiram sair a jogar com a bola controlada. Méritos? Paulo Bento.
  • Este Ronaldo e o Ronaldo do Mundial não podiam ser mais diferentes. Há várias explicações possíveis, mas o facto de estarmos em Novembro e o rapaz estar no pleno das capacidades físicas se calhar pode ter alguma coisa a ver com isso. E aquele não-golo foi uma obra de arte...
  • A Espanha jogou devagar, devagarinho e parado. Só quando se apercebeu que ficava mal sair com mais de 2 no bucho é que começou a correr. Começou tarde e a única coisa que conseguiu foi pôr o Rui Patrício a saltar de poste para poste porque não me lembro de um único remate perigoso à baliza.
  • Não houve ninguém que não pensasse que a pancada do Busquets ao Ronaldo esteve limitada ao jogo da Luz. O de Madrid já começou há algumas semanas...
  • Nos jornais já começou a parvoíce. A liderar as atoardas está, para manter a coerência da inutilidade de empregar gente louca, o Correio da Manhã, com a parangona "Os campeões somos nós". Ganhámos um amigável. Venham de lá os próximos nórdicos para ver se a onda de euforia se mantém.

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Recap - Antas vs Dragão

Em homenagem aos 7 anos do Estádio do Dragão, recupero aqui um post de Maio de 2009, era este blog ainda um infante acabado de nascer, onde escalpelizava as diferenças entre o velhinho Estádio das Antas e o belo e funcional Dragão. Nada mudou na minha opinião desde então.




Sou um saudosista. Não tem nada a ver com cabedal e correntes nem com o reino da Arábia. Até sou de uma família simpática e nunca me meti nessas coisas (nem na pancada nem em arabescos, até porque não tenho jeito para desenhar), mas a saudade é algo que me toca bem cá no fundo, como Pink Floyd num quarto escuro ou Quim Barreiros em noites de Queima.

Quando em 2004 foi anunciado que a mudança para o Dragão era uma realidade, fiquei ansioso. Como abandonar o velhinho Estádio das Antas, que tanta alegria nos tinha trazido, juntamente com granizo, chuva intensa, WCs imundos, brechas no cimento e problemas nas infraestruturas de electricidade? Seria um novo mundo, uma misericordiosa palmadinha nas costas dos reumáticos, dos artríticos (esta custou) e das mulheres em geral, que iria permitir melhores condições, com modernas instalações e um carácter acentuado de conforto no espectáculo do futuro.

No entanto, mantive-me céptico. Não sou daqueles que diz que desta água não aspirarei por uma palhinha, mas perto. Não fico nada a dever a São Tomé em termos de incredulidade, tenho de mexer para ver se é verdade. É como um marido quando a mulher põe mamas novas, pronto.

Nas Antas tinha passado por muito. Grandes chuvadas, saraivadas (granizadas para os mais elitistas) e tardes de Verão tremendamente quentes. Vi grandes jogos e tive grandes tristezas. Foi lá que vi o Latapy falhar o penalty contra a Sampdoria. Foi lá que vi a Lazio atropelada com 4 no bucho. Foi lá que vi o Domingos a marcar dois ao Sporting num arranque de campeonato. Vi golos de Jardel, Kostadinov, McCarthy, Domingos, até Vinha e Quinzinho. Vi Baía e Kralj no topo da sua forma (em sentidos opostos). E acima de tudo vi futebol, muito futebol.

No Dragão as coisas são diferentes. As pessoas são diferentes, a alma mudou. Não me sinto com vontade para discorrer mais sobre o assunto, por isso fiz um pequeno apontamento gráfico que ilustra o que considero ser a utilização do tempo que os adeptos passam dentro do estádio. Tanto no antigo como no novo.


Gostava muito de saber a vossa opinião. Força aí nos comentários!!!



Continuo com vontade de saber a vossa opinião...siga a rusga!

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Os (vis) cronistas da nossa praça: Domingos Amaral

Domingos Amaral é um cronista com créditos na nossa praça. Não sei bem em que ditosa praça será, mas aponto para aquela que fica perto do Sr. do Padrão, ao fundo da rua que contém a maior percentagem de senhoras da noite na cidade do Porto. Por vezes, enquanto folheio virtualmente as páginas das nossas garbosas e delicadas publicações desportivas diárias, passando pelo Record acabo quase sempre por dar de caras com textos deste fulano, bem como a pueril verborreia da Marta Rebelo, que como sabem tem um lugar especial no meu coração, ou até as tiradas quase perfeitas de Miguel Góis, um dos subalternizados membros d'os Gatos.

A última fornada de estupidez dourada a vigilantismo surge na forma deste artigo. Ninguém pode condenar o filho do pai gordo na crítica veemente dos retardados que atiraram bolas de golfe a quem quer que seja, ao Roberto, aos adeptos contrários, à polícia, à própria galinha. Fá-lo muito bem e tem toda a razão. Mas causa-me sempre alguma perplexidade quando as críticas são provenientes de um rapaz que, albergado na lamúria da sua própria pseudo-inocência, se limita a vomitar ódio e a alfinetar...perdão, a fueirar com cada palavra o inimigo fidagal que decidiu escolher. A somar a isso temos o desprezo no trato com termos como "Estádio do Freixo", as insinuações quanto à seriedade (ou não) do "órgão manso, cobarde, e nas mãos do FC Porto" ou a simples arrogância do "From:" e "To:".

É este tipo de parvoíce deliberada, de auto-proclamados detentores da verdade e infelizmente formadores de opinião alheia, que temos de suportar, contrariar e combater. Em termos aceitáveis, que se fôr para partir para a violência acabamos por cair no jogo deles.

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Baías e Baronis - FC Porto vs Portimonense


Ninguém no seu perfeito juízo podia esperar que tanto resultado como exibição poderiam igualar o que se fez na semana passada. É natural um pequeno travão, a mentalidade é sempre a mesma e não se pode censurar o que acontece com toda a gente depois da épica vitória contra o Benfica. O jogo não foi fácil mas acabamos por ter alguma sorte num período do jogo em que o ritmo baixou em demasia, com o FC Porto a não conseguir impôr o melhor futebol que tem. Foi duro e o Portimonense tentou lixar-nos a vida, mas a vitória assenta bem. Sigam as notas:









(+) Walter Um excelente golo e vários remates perigosos, mas acima de tudo foi um jogo de luta constante, de bom controlo dos defesas contrários e de pressão sobre a zona mais recuada dos algarvios. Correu bastante e mostrou que pode ser alternativa a Falcao. Falta-lhe o sentido de ponta-de-lança do colombiano mas tem outros atributos que podem fazer dele um jogador importante para o resto do campeonato.

(+) Otamendi Foi o primeiro jogo em que gostei de ver o argentino a jogar com a nossa camisola. Rápido nas dobras, rijo nas intercepções, foi o melhor elemento da linha defensiva e talvez de toda a equipa. Gostei particularmente de o ver a sair com a bola, bem controlada e sem exageros, recuando rapidamente quando era necessário. Maicon tem estado muito bem mas Otamendi não desiste de mostrar serviço quando é chamado, como era de esperar.

(+) Guarín Mais um jogo sóbrio do colombiano. Não sou fã dele, como sabem, muito menos quando joga na posição 6, mas à imagem do que fez contra o Benfica esteve muito bem na rotação da bola, bem acima dos seus colegas de sector. O que é dizer muito.

(+) Portimonense Gostei dos rapazes de amarelo que vieram do sul do país. Não são nenhuns Messis e Iniestas, mas têm um meio-campo muito rijo e positivamente agressivo, saem rápidos para o contra-ataque e o sentido prático à entrada da área podia-nos ter complicado a história. Do que já tenho visto este ano, mereciam estar alguns lugares acima na tabela.

(+) 40418 Enfrentar uma noite fria de Domingo, com chuva e granizo, não é para qualquer um. Foram mais de quarenta mil nestas condições, mais ou menos agasalhados mas com alegria e boa disposição quanto baste para ver mais uma vitória do FC Porto. A promoção dos bilhetes a 1 euro resultou numa casa muito boa quando as perspectivas não seriam as melhores. Excelente.









(-) Ruben Micael e Belluschi Já não é a primeira vez que jogam juntos mas hoje foi muito fraquinho. Tanto um como outro fizeram jogos muito abaixo do que podem e devem fazer. Muitos passes falhados e acima de tudo não conseguiram pautar o jogo, obrigando ao tradicional recurso de enviar as bolas para os extremos, o (hoje) insipiente Hulk e o (sempre) inócuo Cebola. Raramente resultaram lances de perigo dessa opção e não fosse o toque inspirado de Walter e o penalty cavado por Rodríguez e teríamos sofrido muito para vencer o jogo. Notou-se igualmente que Belluschi é um jogador diferente quando não tem Moutinho ao lado...diferente para pior, entenda-se.

(-) Cristian Rodriguez Apesar do penalty que sacou (pareceu-me muito forçado), a sua produtividade é quase nula. Continua a enfiar os olhos na relva e a progredir em fintas curtas longe do defesa, não irrompendo para o centro do terreno e preferindo arrastar-se até à linha para ganhar um canto ou um lançamento. Neste momento não tem qualquer hipótese de desafiar Varela na titularidade e se dependesse de mim nem no banco o colocava.

(-) Incapacidade física do meio-campo Mais uma vez, quando somos colocados perante um meio-campo adversário que privilegia o físico em detrimento da técnica, a vida complica-se. É natural que aconteçam brechas em termos de jogadas aéreas ou até na ruptura de bolas pelo centro e é algo com o qual vamos ter de viver e aprender a contornar. Quando se retira desse meio-campo o elemento mais inteligente, que consegue rodar a bola como poucos e sabe quando parar e quando fazer avançar a equipa como Moutinho...o meio-campo desmorona-se, como se viu hoje.

(-) Ritmo da 2ª parte Foi um filme que já vimos dezenas de vezes, quando damos a uma equipa mais fraca a hipótese de jogar de igual para igual contra nós no nosso terreno, simplesmente porque o ritmo que é imposto ao jogo...deixa de existir. A iniciativa de subir no terreno é posta de lado pela posse de bola simples, que acaba por ser um retardador a jogadas de construção ofensiva. É um risco, com apenas um golo de vantagem, apostar na não-falha da defesa e na segurança do guarda-redes. Já nos custou caro no passado e pode voltar a acontecer.





Mais um jogo, mais uma vitória. Ao fim de 11 jornadas vamos com 10 vitórias e uma média de quase 3 golos por jogo. Tem sido um percurso quase sem manchas e é preciso continuar este ritmo em Moreira de Cónegos e depois em Alvalade. Se vencermos o jogo no maior WC do país (da parte de fora, claro) podemos finalmente começar a pensar que o campeonato está a ficar mais perto. Vamos lá, equipa!

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Ouve lá ó Mister - Portimonense

André, novo mestre da táctica!

Ainda estou de barriga cheia. Para além da pança que protubera alegremente do meu torso, tenho aqui 5 batatinhas que me cairam tão bem no Domingo. Foi uma noite épica que todos vamos recordar quando daqui a uns 20 anos nos encontrarmos à entrada do Dragão e pensarmos: "Será que é hoje que damos outra mão de golos aos vermelhudos?". Mas a vida continua e os bons momentos como esse são marcantes mas sabem a pouco se não continuarmos a ganhar nos outros jogos, não é? Afinal, para o objectivo final...foram só mais 3 pontos, valeu tanto como ganhar à Académica na piscina municipal de Coimbra ou ao Beira-Mar no Dragão. Foi a mesma coisa.

Por isso há que motivar as tropas para jogar contra o Portimonense. Não sei como é que vais fazer isso depois de um jogo tão grande como semana passada, porque já sabes que alguns estão de certeza...como dizer...menos interessados em jogar contra os simpáticos rapazes do Algarve do que contra a nossa pseudo-nêmesis. É natural, não há que fazer disso um caso, por isso é que confio em ti para lhes dares aquele bocadinho extra de motivação que vai ser necessária para assentar os pitões na relva e seguir com a rusga. Imagina o abanão que não dava nesta Liga se depois de vencermos o Benfica da forma que aconteceu...perdêssemos pontos em casa com o Portimonense!!! Num pode.

Mas tem atenção aos gajos. O Renatinho e o Candeias estão em boa forma e tanto o André Pinto como o Ventura querem mostrar serviço para voltar pró ano. Se tu deres o aval, claro, por isso devem jogar motivados. O pior de tudo é mesmo o jogo ser no Domingo à noite, para a malta que vem do Algarve não é a melhor hora. Já os bilhetes a 1 euro pode ser que ajudem, ter o estádio outra vez cheio de gente era bem gostoso!

Acima de tudo, a vitória. Quanto ao resto, confio em ti.

Sou quem sabes,
Jorge

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Porta19 entrevista Pedro Simões (portimonense1914.blogspot.com)

Continuando a rubrica que abri aqui com a entrevista a Wim Nijst,  continuei aqui em conversa com João Paulo Meneses do Reis do Ave, seguindo-se Carlos Ribeiro, co-autor do brilhante Vimaranes e PETZL, gestor do maior blog do União de Leiria na web, o uniaodeleiria.blogspot.com, hoje tenho o prazer de relatar as respostas de Pedro Simões, um dos autores do Portimonense 1914, um blog muito bem escrito, eclético e permanentemente actualizado, afecto ao nosso próximo adversário. Siga:






Porta19: O Portimonense não começou bem o campeonato e apesar das expectativas serem altas, parece que está a faltar qualquer coisa à equipa. Concorda?

Pedro Simões: Está a faltar experiência e uma surpresa que permita ir buscar pontos a adversários menos óbvios. A irregularidade que o Portimonense tem demonstrado, apesar não ser desejada por ninguém, era a esperada pela maioria dos adeptos.

Seria bom recordar que a equipa nunca joga realmente em casa uma vez que as recepções aos nossos adversários decorrem a 60 quilómetros de Portimão. Num clube pequeno em que os jogos em casa assumem importância vital para assegurar a manutenção, este detalhe faz a diferença.

Em suma, a minha opinião de adepto diz-me que estamos a fazer o campeonato possível dadas as circunstâncias extremamente limitadas se colocadas frente-a-frente com outras realidades.



Porta19: Quem são os jogadores de maior potencial no plantel do Portimonense em 2010/2011?

Pedro Simões: O FC Porto tem cedido inúmeros atletas ao Portimonense. Jovens internacionais, com formação, que têm contribuído para acrescentar irreverência e qualidade. Candeias (agora jogador do Nacional) e André Pinto são bons exemplos.

Nos últimos jogos tem aparecido o Renatinho, médio ofensivo internacional sub20 pelo Brasil que foi apresentado como reforço de grande qualidade proveniente do Kawasaki Frontale onde teve por missão substituír... Hulk. Um jogador muito acima da média que pode desequilibrar e que parece estar cada vez mais entrosado com a equipa.

Jumisse foi uma descoberta do Litos em Moçambique e tem sido a grande surpresa da época. Qualquer equipa desejaria ter nas suas fileiras um jogador de meio campo com as características de Jumisse. Extremamente forte e muito bem adaptado ao futebol europeu.



Porta19: Litos tem o que é preciso para manter o clube na Liga?

Pedro Simões: Cada série de resultados negativos representa um risco para qualquer treinador da Primeira Liga. Litos está a atravessar essa fase neste preciso momento mas todos desejamos que as vitórias regressem rapidamente. Cada vitória que o Litos alcançar é uma vitória para o Portimonense. Neste momento apontam-se fragilidades ao Litos mas eu prefiro destacar-lhe uma qualidade: é imprevisível nas suas escolhas.


Porta19: O Portimonense vai disputar um jogo no Norte do país às 20h15 de um Domingo. Como é que vê o desprezo a que são votadas as equipas de dimensão mais pequena e a forma como isso se reflecte nos adeptos?

Pedro Simões: Ninguém tem culpa da geografia territorial que, na actual realidade do futebol português, coloca grandes barreiras aos adeptos do Portimonense. No entanto, estas diferenças poderiam ser atenuadas se existisse um maior cuidado no agendamento deste tipo de jogos. É desumano e futebolisticamente irresponsável agendar o final de um jogo para as 22 horas de um Domingo, sabendo de antemão que a viagem de regresso implica 600 quilómetros e chegada de madrugada aos adeptos adversários. Poucos, mas extremamente dedicados.

Há bem pouco tempo o Portimonense jogava na Liga de Honra e facilmente esgotava autocarros para deslocações em distâncias semelhantes, mas em jogos que decorriam nas tardes de Domingo.
No principal escalão do futebol português, com adversários ainda mais atractivos, as dificuldades aumentaram para mobilizar adeptos e preencher lugares em excursões que, neste momento, quase se resumem às viagens do Bianconero (a claque do Portimonense).

Este testemunho mostra que os novos horários prejudicaram a mobilização do adepto-comum do Portimonense.

Por outro lado, nenhum clube grande nos permitiria viver o futebol de uma forma tão próxima e quase familiar. Neste aspecto, ser clube pequeno é um privilégio.



Porta19: Concorda com a política de empréstimos que o Portimonense seguiu esta temporada ou acha que pode afectar a estabilidade do plantel para anos seguintes?

Pedro Simões: A política de empréstimos não se resume à decorrente temporada. Tem sido habitual nos últimos 3 anos como forma de tentar garantir qualidade ao menor custo possível dadas as dificuldades financeiras do clube que são públicas. Nem todos os empréstimos acabam por ter o mesmo sucesso desportivo... mas isso será um risco inerente a qualquer contratação.

Apesar de não ser a situação ideal, não tenho forma de a contestar. O Portimonense subiu de divisão com o contributo decisivo de um conjunto de jogadores emprestados entre os quais destaco Wilson Eduardo, Ivanildo, João Pedro e Balú. São empréstimos que deram frutos desportivos.

O ideal, na minha opinião, seria que o futuro nos reservasse uma equipa própria com integração de cada vez mais jogadores provenientes da formação. Este processo evolutivo não se constrói de uma temporada para outra e necessita de condições de trabalho que, no Portimonense, ainda não parecem ser as ideiais para que a qualidade seja mantida com recursos gerados a nível local/regional.

Mas vejo esperança, vontade e trabalho para que as coisas mudem. Não há nada melhor que aplaudir um jogador de Portimão quando entra em campo.


Porta19: Ainda há esperança para a maioria dos blogs Portugueses de futebol ou a inspiração está a definhar em função das redes sociais e dos fóruns de discussão?

Pedro Simões: Há espaço para todos os blogs de qualidade que se diferenciem por alguma razão. O "Portimonense 1914" foi transformado num programa de rádio semanal ("Portimonense 1914 Compacto") que, para além das notícias disponíveis no blog, já apresentou entrevistas exclusivas com diversos convidados líderes de opinião. Ou seja, estamos também na rádio como magazine de grande informação que acompanha a actualidade do clube, temos muitos seguidores e recebemos bastante feed back.

Quase todos os jogadores do plantel profissional foram nossos convidados, o Presidente da Câmara Dr. Manuel da Luz cedeu-nos uma hora do seu tempo para prestar esclarecimentos sobre o novo complexo desportivo, o Dr. Hermínio Loureiro falou sobre temas quentes do futebol português (entre os quais o célebre boicote decretado pelo Benfica) e esta semana recebemos o Sr. Fernando Rocha que, como Presidente do Portimonense e antigo dirigente do FC Porto, nos mostrou a sua perspectiva sobre este momento especial com a visita ao Estádio do Dragão. Posteriormente nem todos os leitores/ouvintes concordam com o que foi dito mas a nossa missão de informar foi cumprida.

São bons exemplos de conteúdos únicos aos quais só terá acesso quem nos visitar. O espaço de "mesa do café" pertencerá sempre aos blogs que pautem o seu trabalho pela qualidade, honestidade e criatividade, diferenciando-se do trabalho fácil e inflamado que por vezes encontramos por aí. É esse o caminho que tentamos seguir. É assim que conseguimos que as pessoas nos oiçam e nos levem a sério. Se tivermos que cortar comentários ofensivos e sem fundamento, fazemo-lo. Não para manipular opiniões mas para que nenhuma discussão construtiva se perca.

As redes sociais, para nós, resumem-se a uma forma de amplificar o que está escrito no blog.





Aproveito para agradecer ao Pedro Simões pela disponibilidade. Continuo a ficar surpreendido pela forma como muita gente por esse país fora vive o dia-a-dia dos seus clubes, principalmente aqueles que não sendo adeptos de nenhum dos três grandes, insiste em mostrar o seu amor clubístico através da dedicação e do empenho na defesa dos seus interesses, mantendo uma cabeça atenta, lúcida e fresca. Bem hajam, meninos e meninas!

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O tédio dá nisto...

Não se podem ganhar meia dúzia de jogos que há logo alguns fulanos que por estarem já entediados com a forma como esta Liga está a decorrer, já começaram a lançar os tradicionais boatos pré-abertura do mercado de transferências. Repare-se que em apenas 3 dias já pudemos ler estas atoardas:

Hulk - Chelsea, Man. United, Barcelona (Record), Man. City (Bola), Inter, Milan (Jogo)
Rolando - Juventus (Bola)
Fucile - Lazio (Bola), Sampdoria (Record)
Sapunaru - Hamburgo (Jogo), Blackburn Rovers (RR)

Preparem-se, meus amigos. Se o FC Porto continuar a jogar como tem vindo a fazer até agora, quando chegarmos a Janeiro vai ser disto todos os dias...

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O pacote

Na edição desta semana dos Grandes Adeptos na Antena 1 (que podem escutar aqui), Alfredo Barroso estava a falar do seu Sporting e disse qualquer coisa deste género:

"(...) O momento actual do Sporting tem de ser analisado em pacote, aliás em mais de um pacote. Há um pacote que inclui as duas derrotas incríveis (...), há um segundo pacote que inclui por um lado o presidente do Sporting e o director desportivo, Costinha (...) e o terceiro é o Paulo Sérgio."

O jornalista, curioso pela ausência da crucificação de Maniche, questiona:
"E o Maniche?"

Responde o Barroso:
"Eu incluo o Maniche no pacote do Costinha."

Duas coisas ocorrem-me ao ouvir esta frase:

  • Há uma notável falta de sentido de humor brejeiro naquela estação de rádio.
  • Ainda bem que estão em Lisboa. Se fosse no Porto garanto que a frase continha qualquer verbo acabado em "rabar".
  • Alfredo Barroso foi o único sportinguista que veio a público explicitar metaforicamente o que é que Maniche fez a Costinha tendo em conta a aposta que o ex-Ministro fez no seu ex-colega no início da temporada. Propositadamente ou não.

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Ah, mas são brancas!

"Sobre o segundo golo do Sporting, na derrota frente aos V. Guimarães, Vítor Pereira encontra dois erros de avaliação no lance: "Há duas circunstâncias que não foram devidamente sinalizadas. A primeira é um contacto entre atacante [Evaldo] e guarda-redes [Nilson] e a outra é que há uma confusão do árbitro assistente que valida o golo sem que a bola tenha entrado."

Apesar do erro em Alvalade, o presidente do CA admite existirem atenuantes para que o erro se tenha efetivado: "A primeira é o facto de as luvas do Nilson serem brancas... Como a bola bate na barra e depois vai às luvas, ele pode ter visto o branco das luvas e confundiu. O outro facto é a substituição do árbitro, porque entrou a frio e aquele lance aconteceu no chamado 'período de adaptação'"."

Vitor Pereira in Record

Da próxima vez que fizer borrada no trabalho ou em casa, tenho de telefonar ao Vitor Pereira para ver se saco uma desculpa deste género. É como se um homem apanhado pela mulher em pleno acto de cópula com a vizinha do lado, retirasse o falo da cavidade e, levantando-se, dissesse: "Mas, querida, pensei que fosse a tua! Afinal, são bastante parecidas e uma pessoa confunde-se!"

Patético.

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Não, porra, que assim o Pinhão escreve mais!

Os humoristas José Diogo Quintela e Ricardo Araújo Pereira decidiram pôr fim às respetivas crónicas semanais que assinavam no jornal “A Bola”.

"Gatos" põem fim a crónicas desportivas

Olha que pena...

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Bodes expiatórios

No arranque do campeonato, o benfiquismo (as primeiras páginas de A Bola e do Record) fabricou um bode expiatório — Roberto. Castigando e humilhando Roberto salvava-se o Benfica: retire-se Roberto da baliza e temos a pureza virginal do Benfica, a que era apenas preciso acrescentar umas alas mais eficazes. Depois, Roberto defendeu um penalti e ganhou confiança — era o novo herói do Benfica, o vértice luminoso de um polígono de glórias destinado a subir pela tabela e atacar o título. A partir de agora, o benfiquismo (as primeiras páginas de A Bola e do Record) encontrou uma nova desculpa: Jesus, o homem que se limitou a desviar David Luiz para a faixa de Hulk, a fim de parar o tufão que no ano passado foi impedido de jogar. Humilhando Jesus, que no ano passado pôs o Benfica a jogar como não acontecia há vinte anos, salva-se o Benfica. É toda uma doutrina sobre danos colaterais.
E dizer, com clareza e simplicidade, que o FC Porto ganhou o jogo de ontem porque foi superior? Está quieto. Melhor é inventar um novo bode expiatório.

Francisco José Viegas in A Origem das Espécies.

Touché. Como já é hábito nos textos do onanista (no bom sentido...esperem, há um mau sentido?) dragão.

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Vai em frente, Hulk!

É impossível não falar bem deste puto nos dias que correm. De todo o lado chovem elogios, semeiam-se planos para um futuro brilhante e o jogador azul mais verde de todos parece flutuar por entre delicados nenúfares, levando em ombros pela mesma imprensa que o crucificou aquando do túnel da Luz, no ano passado, que aposto já ter dado cabo da zona lombar de alguns editores e pseudo-colunistas, tal foi a forma como dobraram a espinha para inverter o seu comentário em 180º (ou 360º, se fosse o João Pinto).

Hulk tem vindo a fazer jogos acima de qualquer crítica, pela força pura que coloca em campo, pela energia que transmite ao jogo da equipa e, surpreendentemente, pelo sentido prático que tem demonstrado, abdicando dos remates a 40 metros da baliza pela progressão com bola, procurando as tabelinhas por forma a enquadrar cada vez melhor os remates à entrada da área. Comparar este Hulk que hoje vemos com o Hulk que cá chegou é um exercício de futilidade, porque a única coisa que resta é o nome, a alcunha e o físico. O resto está muito diferente para melhor, o rapaz discute menos com os árbitros e com os colegas, é muito mais voluntarioso a ajudar ou a passar a bola e é, com mérito, o melhor jogador deste campeonato, à frente de Coentrão, Falcao, David Luíz ou Polga (o homem foi campeão do Mundo, pronto).

Méritos da mudança? Um conjunto de pormenores, um leque mais ou menos vasto de variáveis, desde a exagerada punição depois do triste cenário tuneleiro, passando pelo amadurecimento bem acompanhado por Jesualdo e agora por Villas-Boas e acima de tudo a noção que se foi instalando na mente do jogador que estava a perder terreno na progressão de uma carreira com tudo para ser brilhante.

Seja por que motivo tenha sido, temos Hulk em grande. Os 100 milhões não serão atingidos, mas que o rapaz está a ganhar fãs por essa Europa fora, lá isso não tenham dúvidas.

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Algumas análises ao jogo de ontem

A análise táctica ao jogo de ontem, no Zonal Marking.

O comentário de Mário Fernando, no Jogo Jogado da TSF.

A escalpelização das incidências da partida no excelente Jogo Directo.

O confronto de treinadores no Lateral Esquerdo.

A visão globalizada do Miguel Lorenço Pereira no sempre actual Em Jogo.

O lirismo perfeito de Ricardo Costa no FutebolPortugal.

A tentativa de perceber português do 101GreatGoals.

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Para mais tarde recordar...


Mais uma foto-reportagem impecável do Pedro Blue, a ver no Fotos da Curva.

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Baías e Baronis - FC Porto vs SL Benfica

Foto retirada de fcporto.pt

Demorei um pouco até escrever esta crónica. Cheguei a casa, estacionei o carro e fiquei sentado uns bons 20 segundos, a acalmar a respiração e a sorrir. A sorrir muito. Agora que estou sentado em frente ao computador, com uma chávena de chá e uma fatia de pão ao lado, vou revendo o jogo e percebendo que não havia necessidade de estar nervoso à chegada ao estádio. Era um clássico, porra, e em clássicos não há facilidades, por muito forte que a nossa equipa esteja, a outra também o é e pode-nos lixar a vida com um simples lance fortuito ou uma falha que, humanamente, acontece a qualqeur um. Hoje não foi um desses dias. Não houve falhas, não houve lances fortuitos. Houve uma equipa de azul-e-branco a demolir uma outra de vermelho, a mostrar que neste momento somos a melhor formação do país. Podemos vir a perder esta alegria de jogar, esta máquina de futebol em que se está a transformar a equipa do FC Porto, mas neste momento, neste singelo momento, somos os melhores. E ainda mais importante: provámo-lo em campo. Vamos a notas:









(+) FC Porto Todos os jogadores estão de parabéns, por um ou outro motivo. Da baliza até ao jogador mais avançado, a equipa do FC Porto hoje jogou com um entusiasmo, uma vontade férrea de ficar com os três pontos em disputa e conseguiu-o com todo o mérito. Desde a dupla de centrais, rijos e certos, passando pelos laterais, agressivos e implacáveis, continuando por Guarín, improvável esteio à frente da defesa e importante na rotação de bola, seguindo para Moutinho, esse trabalhador incansável e inteligente no passe, ou Belluschi, um misto de esforço e génio, com Varela e Hulk a romper pelas alas cheios de vigor e querer, ou Falcao, o rapaz que está no sítio certo mais vezes. Foi bonito, foi harmónico, foi futebol.

(+) Villas-Boas Quem saiu mais satisfeito deste jogo, para além dos adeptos e dos jogadores, é ele. A forma como conseguiu manter-se fiel aos princípios que advogou para a equipa, a rotação de bola constante no meio-campo, a marcação do tempo de jogo qual metrónomo, acelerando só quando é preciso e travando quando não adianta ir em correrias loucas, os lançamentos bem pensados e melhor efectuados, a troca constante de posição dos centro-campistas, a pressão constante mal a bola atravessa a linha que divide o ataque da defesa...tudo isto são conceitos de Villas-Boas que a equipa parece já ter interiorizado e que se vê em campo. Villas-Boas, para além de ter conseguido incutir estas ideias nos jogadores, conquista o público com as conferências de imprensa lúcidas, correctas, intensas, ricas, cheias de dialéctica correcta e ausentes de retórica barata. É bom treinador, o moço.

(+) Hulk Compreendo como se deve sentir David Luiz. E Fábio Coentrão. E Salvio. E Gaitán. Todos eles foram ultrapassados por Hulk em velocidades impróprias para um jogo de futebol. Hulk está em grande forma e conseguiu um feito "Capuchiano" que nem Quaresma tinha conseguido: a malta já lhe perdoa uma ou duas parvoíces por jogo. É que a produção no resto do tempo é muito, mas muito acima da média.

(+) Belluschi Já fez mais neste terço de temporada que em toda a época 2009/2010. É um jogador diferente, moralizado, empenhado, com génio no ataque e esforço na defesa. Dilacerou os rins a David Luíz e Sidnei no 2º e 3º golos respectivamente, mostrando que por vezes os bons jogadores precisam de se adaptar e de ganhar novos ritmos e rotinas. Precisam, portanto, do treinador certo.

(+) Sapunaru Já disse tão mal de Sapunaru que me tenho de penitenciar com galhos de uma qualquer árvore, desde que sejam rijos para marcar as costas. Que jogo fabuloso fez o romeno, sóbrio, simples, prático, imperial. Um herói na defesa ao corredor de David Luiz e Coentrão, Sapunaru hoje esteve perfeito.

(+) A galinha Ir ao Dragão com mais 50 mil pessoas? Entusiasmante. Estar lá a presenciar a destruição do Benfica às mãos do FC Porto com 5 secos no bucho? Utópico. Ver uma galinha a ser atirada para perto do guarda-redes do Benfica? Priceless.










(-) Jesus Se o FC Porto esteve forte porque se manteve fiel à estrutura que tem vindo a desenvolver e a implementar em campo, o Benfica foi fraco (não só mas também) por ter mudado radicalmente a sua filosofia de jogo. Qual Jesualdo em Londres ou Robson em Barcelona, Jesus mudou a equipa de uma forma que me surpreendeu, com David Luiz a defesa-esquerdo, Salvio em vez de Saviola e Sidnei no centro da defesa. As rotinas do Benfica rápido, prático e ofensivo perderam-se completamente, já que Coentrão nunca conseguiu o corredor para voar, David Luiz sem ritmo nem a garra do costume apanhou com Hulk e Belluschi com a confiança em alta, Salvio e Saviola só têm em comum uma certa semelhança no nome e Sidnei...é só fraquinho. Jesus, como se não bastasse o banho de bola que tinha levado, muito dele por culpa própria, deu uma conferência de imprensa a cuspir metaforicamente para o ar. Dizer que o FC Porto venceu porque teve um (sim, UM) jogador inspirado, é tão redutor como dizer que a Espanha venceu o Mundial porque Iniesta fez um ou dois bons passes. Jesus, que costuma ser bastante analítico e inteligente na análise aos lances, passou uma imagem de adepto ferrenho. Fica-lhe mal.

(-) Luisão Já na primeira parte, quando se pegou com Rolando, deu ar de quem estava excessivamente nervoso para um capitão de equipa num jogo destes. É inadmissível, à semelhança do que aconteceu com Bruno Alves no ano passado no Algarve, que um capitão de equipa tenha um comportamento como Luisão, agredindo um adversário que foi inteligente o suficiente para o pressionar até ao ponto de ruptura. A questão é que esse ponto não pode nem deve nunca ser atingido num jogo de tanta pressão, especialmente quando se é capitão de equipa. Cristian Rodríguez, na 5a feira, foi expulso contra o Besiktas. Hoje, Luisão, fez muito pior.

(-) O exército de polícias Quando cheguei à Alameda do Dragão, eram ainda perto das 17h, impressionei-me com a quantidade de polícias que estavam perto do estádio. Como assisti a quase todos os FC Porto vs Benfica desde 1992, já tenho alguma rodagem nestes clássicos e nunca vi nada como hoje. Um helicóptero a acompanhar em permanência o autocarro do Benfica, centenas de polícias a sair de dezenas de carrinhas e autocarros do corpo de intervenção, quase todas as passagens barradas e um ambiente de imponência a parecer uma zona de guerra em rescaldo. Tanta fachada...e não conseguiram evitar que dois ou três retardados atirassem bolas de golfe ou pedras ou sei lá o que raio atiraram ao autocarro do Benfica e partissem alguns vidros. Ah, e quem paga isto tudo? Pois, os mesmos que se queixam da crise. Carrega, lusitano.





Cheguei a casa rouco. Não me lembro de gritar muito durante o jogo, mas a minha garganta lembra-se. Este foi daqueles jogos que vai ficar na memória de tanta gente durante muito tempo. Ganhámos 5-0 ao Benfica. No Dragão. Com 50 mil almas a saltar, a exultar, a vibrar com um FC Porto demolidor, com jogadores cheios de confiança, seguros do que faziam e com uma garra, sentido de sacrifício e vontade de vencer como raramente se vê. Hoje, com a força toda que consegui reunir, gritei. Não me lembro. Só me recordo dos golos, da festa e da alegria de vencer um grande jogo a uma grande equipa que hoje não o foi. Por nossa culpa.

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Ouve lá ó Mister - Benfica

André, timoneiro!

Ah, carago, chegou o dia!!!

Anda toda a gente à espera deste Domingo. Adeptos e televisões de todo o mundo vão estar com os olhos coladinhos no Dragão, com as garras afiadas, as gargantas afinadas e a emoção na ponta da língua e do cachecol. Toda a gente está na expectativa de um confronto épico.

Não sou desses. O que quero, pura e simplesmente, é uma vitória. Pode ser por meio-zero, pode ser um auto-golo, pode ser em tempo de descontos, pode ser marcado pelo Helton de baliza a baliza. Não me interessa, desde que ganhemos. É daqueles jogos de tripla, já sabes, mas poder agarrar os bragging rights e poder andar algum tempo a empunhar o facho da vitória na cara dos gajos não tem dinheiro que se pague. Priceless, portanto.

Quanto ao jogo, não tenho muito a dizer que já não tenha dito uns posts atrás. É para ganhar a qualquer custo (dentro da lei, claro, não quero andar a ter de desculpar o Proença, já viste a ignomínia?!) e acima de tudo jogar melhor que eles. Não há nada melhor que conseguir vencer um clássico destes e dizer: "Ganhámos e ainda por cima ganhámos sem espinhas!", como pudeste dizer na Supertaça.

Só te peço uma coisa: acalma o Hulk e o Fucile já que o Fernando vai estar calminho a ver o jogo na bancada. Esses rapazolas gostam muito de discutir com o árbitro e cheira-me que à primeira: "Mais professô, foi ele que empurrô, cára!" ou "Mira, hombre, el ha intentado el penal, coño!", pumba, amarelo. Estes não são o Besiktas. São mouros mas não tanto.

Força aí. Segunda-feira quero poder chegar ao trabalho com um sorriso estampado no focinho. E isso, a uma segunda-feira, não é fácil.

Sou quem sabes,
Jorge

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Toca a tirar as camisolas do armário!

Este Domingo, pelas 20h15, o FC Porto joga em casa contra o Benfica, depois de 9 quase-todas-boas jornadas de campeonato. Vou tirar a camisola do armário, vesti-la com orgulho e deslocar-me até ao estádio. Ainda não sei se vou de carro até lá perto ou se estacione em qualquer lado e apanhe o metro. Mas vou estar lá.

Esqueçam lá a parvoíce de atirar calhaus ou de se meterem com os gajos à chegada, tanto com a equipa como com os adeptos. O jogo é lá dentro. É ridículo pensar que todo o barulho à volta deste espectáculo tão belo e artístico se pode reduzir a energumenices (isto existe?) por isso se a polícia começar a bater a torto e a direito, pisgo-me e vou por outro lado.

Tirem vocês também a vossa camisola ou cachecol para fora e preparem-se para o jogo.
Bebam um fino com um grupo de amigos e discutam as nuances no plantel, discordem de algumas escolhas de Villas-Boas e elogiem as que gostarem.
Ponham-se à conversa com um colega Portista a descer a Alameda ou a subir de S.Roque e exultem com o regresso deste grande clássico.
Entrem no Dragão orgulhosos, usando as vestes das nossas cores e ostentando triunfantes o símbolo que nos une.
Paguem mais de um euro por um café que sabe a adubo e questionem-se: "Mas porque é que não dei um salto ao Bom Dia, raio de condutores-de-fim-de-semana/gajos-que-entram-tão-devagar-para-o-metro que me fazem chegar tarde à bola, palavra de honra que para a próxima atropelo/empurro a velha."

Retomem as vossas rotinas habituais, meus senhores e minhas senhoras. O espectáculo está quase a começar.

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Sugestões para vencer o Benfica

Depois do jogo contra o Besiktas, que serviu como semi-amargo aperitivo para o que vem aí no Domingo, eis que aparece no horizonte o confronto esperado com a malta de vermelho. O Benfica é actualmente a equipa mais forte de Portugal a seguir ao FC Porto e por isso vai ser o jogo mais complicado da época até agora. Exige-se concentração máxima, vontade de vencer e nervos de aço.

Para além dos clichés do costume que acabei de listar, há muitas formas de tentar ganhar o jogo e então fica o meu contributo táctico:
  • Aproveitar o espaço deixado pelas subidas de Fábio Coentrão pela ala esquerda.
  • Hulk deverá jogar pelo mesmo flanco e apesar de servir como tampão às correrias do caxineiro (que está num pico de forma assustador), onde pode ser mais rentável é no contra-golpe. É preciso convencer Hulk que neste jogo vai ter de recuar bastante para receber as bolas recuperadas na defesa e partir rapidamente por lá fora. E se no fim do jogo não se conseguir aguentar de pé para agradecer aos adeptos, o pessoal compreende. 
  • Pressionar os criativos do Benfica.
  • Tanto Carlos Martins como Aimar são rapazes que podem mudar o jogo num único passe. Não se pode permitir espaço nem a um nem a outro, com Aimar há que impedir os dribles em progresão e quanto ao gajo-que-não-se-cala-em-campo temos mesmo que começar a picar o gajo para ver se o Proença o manda prá rua. O animal está lamentavelmente em grande forma. 
  • Manter a posse de bola o maior período de tempo possível.
  • Se a bola estiver do nosso lado...e se o Secretário não estiver em em campo, o adversário não pode fazer nada com ela. Há que manter a bola a rodar entre os jogadores, com Fernando, Moutinho e Belluschi encarregues de manter o ritmo do jogo que nós quisermos e apenas entregar para Hulk e/ou Varela quando houver hipóteses claras de fazer alguma coisa de jeito. Caso contrário tem de ser "pede, domina, olha, passa." toda a partida. 
  • Cortar (a todo o custo) as entradas a rasgar de David Luíz.
  • Atenção que não estou a falar das patadas nem das cotoveladas, que essas vamos ter de aguentar a não ser que Proença cometa o sacrilégio de mandar o rapaz para a rua pela primeira vez no campeonato Português. Sim, é verdade, David Luíz nunca foi expulso em Portugal. Parece mentira, não é? Pois. Mas estou mesmo a falar do maior talento dele, as jogadas de ruptura peloo meio-campo em progressão e com posse de bola. É muito perigoso deixá-lo entrar livremente pela nosso terreno defensivo porque os desiquilíbrios que cria e a agressividade positiva (aqui sim) do brasileiro são uma mais-valia incrivelmente importante quando o jogo está aparentemente controlado. 
  • Cuidado com as ingenuidades.
  • Não podemos cair na esparrela que aconteceu ontem com Rodríguez. Os jogadores do Benfica são jovens mas experientes, com inteligência para provocar na altura certa e sacar um ou dois amarelos quando dá jeito. Não acho mal que o tentem, mas não podemos cair nisso. Ouviram, Fernando, Hulk e Fucile...não discutam com o árbitro, não entrem de carrinho por trás com toda a força nem comecem a simular faltas e agarrar a bola amuadinhos se o árbitro não as marcar. O jogo dura 90 minutos e precisamos de 11 gajos em campo.
Acima de tudo é preciso ser prático e não inventar. Que se lixem os olés, o que interessa são os três pontos!

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Baías e Baronis - FC Porto vs Besiktas

Foto retirada do Sapo Desporto

Foi um jogo estranho. O FC Porto entrou, como era esperado, com cautelas em relação ao jogo do próximo Domingo contra o Benfica e tentou sempre gerir a posse de bola (raramente da melhor forma) e impôr um ritmo lento, pausado em demasia e com poucas incursões bem organizadas no ataque. Do outro lado estava uma equipa do Besiktas que se resumia a um grupo de jogadores viri...não...agressiv...não...sarrafeiros (isso) que tentaram pela força o que podiam perfeitamente ter conseguido pela táctica, tal era a desorientação geral no meio-campo portista. A somar a isto temos uma arbitragem ridícula, que permitiu aos turcos fazerem o que lhes apetecia ao lombo dos nossos rapazes, fosse com os pés, as mãos ou os cotovelos. Apelando ao pragmatismo, o resultado é mau mas aceita-se tendo em conta o que ambas as equipas produziram. Venham as notas:









(+) Fucile O melhor em campo, pelo menos do nosso lado. Foi o Fucile da África do Sul, que lutava por todas as bolas, que fazia o flanco todo em correria louca, que se lançava em carrinhos para bloquear os passes dos adversários e que apoiava o ataque com tabelas práticas e sempre a subir no terreno com a bola controlada. Está a ser um duelo interessante pela posição de lateral-direito, talvez a grande incógnita na equipa-base de Villas-Boas. Com Fucile a jogar assim, o lugar é dele.

(+) Rolando Foi dos melhores jogos que o vi fazer com a nossa camisola. Esteve prático, útil na cobertura e não teve qualquer problema em mandar a bola para longe quando era preciso. Parece ter crescido desde o início da época e só se pode esperar que continue a boa forma.

(+) Hulk Nem a meio-gás jogou. Fez uma partida pausada e saiu para descansar porque o jogo importante é mesmo no Domingo. Ainda assim, sempre que pegava na bola e arrancava pelo flanco, quer o esquerdo quer o direito, era notória a dificuldade do adversário para o parar. Domingo já podes explodir, rapaz, domingo...

(+) Fabian Ernst e Nihat O alemão pela inteligência táctica no meio-campo, posicionamento quase perfeito e a distribuir as bolas de uma forma simples e directa, sem inventar; o turco porque marcou um golaço e andou todo o jogo a correr como louco e a dar cabo da cabeça ao Álvaro. Nihat aproveitou impecavelmente a expulsão de Rodriguez para zarpar pelo flanco fora, obrigando a defesa a recuar e os indolentes médios a descer para as laterais, destapando o centro do terreno. Ainda é um excelente jogador.

(+) Claques Foi uma segunda parte complicada, com emoção e incerteza no resultado. Os Super e o Colectivo estiveram incansáveis no apoio, a cantar desde o intervalo até ao apito do fulano que andava de vermelho mas que de árbitro tinha pouco, e a resposta da parte dos turcos foi sempre à altura, inclusive ao intervalo, onde tentavam puxar pelos ensonados adeptos portistas quando começaram a cantar em apoio a Quaresma. Foram poucos os que responderam ao repto, mas ficou-lhes bem o gesto.










(-) Cristian Rodríguez Começo a perder a paciência para aturar o Cebola. É um extremo que continua a não conseguir passar pelo marcador directo, porque quando recebe a bola abaixa a cabeça, enfia os olhinhos no chão e cá vai disto, arranca como um barril a rolar sobre a relva e quando consegue chegar à linha cruza contra o defesa, ganhando canto ou lançamento. Isto acontece 95% das vezes. Das outras, anda perdido e recua a bola para o lateral. É o tradicional não copula nem sai de cima, pronto. A expulsão é do mais ingénuo que já se viu nos últimos tempos e não se coaduna com um jogador que já devia ter experiência suficiente para se alhear das provocações dos adversários. Foi parvo e infantil e a equipa pagou por isso. Villas-Boas devia mandá-lo ficar a treinar no fim do jogo, à Robson.

(-) Guarín Continuo a não gostar de o ver a jogar na posição 6, muito embora a rotatividade do meio-campo acaba por fazer com que qualquer médio apareça em qualquer uma das três posições. Mas Guarín é um rapaz que até dá jeito quando entra cheio de força para acabar ou controlar um jogo pela força, numa altura em que a cabeça dá lugar ao coração, mas quando se lhe pede mais que isso...é para esquecer. Fica-me na retina um lance em que tenta fazer um chapéu ao guarda-redes do Besiktas (vá-se lá saber porquê, deve ter visto Holosko a fazer o mesmo e a enviar a bola à trave e quis tentar o mesmo) e a bola sai uns bons 10 metros acima da baliza. Fino recorte técnico, rapaz.

(-) Meio-campo criativo do FC Porto Nem Belluschi nem Ruben Micael estiveram bem hoje e essa falta de inspiração e entrega ao jogo foram demasiadamente influenciadoras do mau futebol que praticámos. Compreendo a tentativa de refrear ânimos, de descansar e de não meter o pé nos confrontos directos, especialmente com os 11 assassinos a soldo que estavam do outro lado. Ainda assim, não se cumpriu um dos objectivos que seria evidente para hoje: descansar com bola. Tanto um como outro não conseguiram furar a barreira de 4+2 homens que formavam o meio-campo turco e o FC Porto nunca conseguiu mais que enviar a bola para Hulk e pô-lo a correr. Foi pouco demais.

(-) Sarrafeirice do Besiktas O exército de Saladino esteve à solta no Dragão. Quais descendentes do antigo império Otomano, os estupores dos turcos vieram bater em tudo o que viam com uma simplicidade tão grande quanto a lata com que continuavam na senda de brutalidade ao nível da inquisição Espanhola. (menos referências histórias, não é? ok!). Contaram com a complacência do árbitro em vários lances, porque não percebo como é que alguns deles conseguiram acabar o jogo. Uma palavra especial para Guti. A foto que escolhi para ilustrar este jogo não foi por acaso. Guti é um cabrãozinho, sempre foi um cabrãozinho e continua a ser um cabrãozinho. Talentoso, o animal, mas cabrãozinho. É daqueles jogadores que usa a experiência e o estatuto para fazer o que quer em campo, com ou sem a bola perto dele, e que apetece pontapear repetidamente em vários locais do corpo só para o ouvir a ganir de dor. Nojo.

(-) Árbitro Quando os nossos comentadores desportivos, bloggers e o Rui Santos virem a actuação desta besta italiana hoje no Dragão, sugiro que engulam em seco quando pensarem em sugerir que os árbitros estrangeiros são a melhor opção para os jogos do nosso campeonato. Já vi muitas arbitragens fraquinhas, tal como já vi muitas arbitragens excelentes. Mas é raro ver um árbitro que permita tão descaradamente um jogo tão violento como hoje Paolo Tagliavento se lembrou de permitir. Como Patrick Bateman em American Psycho, o rapaz não sentia nada e tudo o que via devia parecer-lhe tão normal como uma ceia de Natal com delicado bacalhau cozido, quando claramente o repasto era uma sarrabulhada de patadas, cotoveladas, chutos e empurrões. À beira desta rapaz, o Pedro Henriques era um árbitro que apitava demais. Não comento o penalty (podia não ter marcado e ninguém se chateava) nem o lance do golo/não-golo porque tenho de lhes dar o benefício da dúvida. Quando não há certezas, não se marca, ponto. Nas expulsões nada a dizer, esteve bem. Foram as únicas coisas de jeito que fez todo o jogo.





O apuramento está garantido e podemos gerir o plantel em Viena e depois em casa frente ao CSKA Sófia. Podíamos ter vencido o jogo mas acima de tudo podíamos e devíamos ter controlado melhor a partida, não fosse Rodríguez querer lixar a vida ao treinador e enterrar a equipa numa desorientação táctica e impedir que se conseguisse jogar calmamente e descansar corpo e mente para Domingo. Too bad.

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