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Quando é merecido...



Já nem falo do papel de Iniesta e o seu mérito futebolístico pelo festival de futebol que o Barcelona mais uma vez brindou o público do estádio onde jogou. Apenas me foquei na incrível manifestação de carinho e reconhecimento de um acto de honra que Iniesta tinha tido na homenagem a Jarque, jogador do Espanhol que faleceu no ano passado. Daí os aplausos.

Fez-me lembrar um dia em que aplaudi um certo Ion Timofte de axadrezado vestido em pleno Estádio das Antas. Foi em Outubro de 1998 e tínhamos acabado de levar uma banhada do Boavista, com dois golinhos (um dos quais marcado pelo nosso ex-jogador) sem resposta da nossa parte. Quando o romeno foi substituído, levantei-me e bati palmas. O resto do estádio, decerto não inspirado pelo meu gesto mas impelido pela força de uma noção de justiça que se sobre-elevou à acesa rivalidade, estava a fazer o mesmo.

Foi uma das únicas vezes em que aplaudi o adversário do FC Porto. A outra, que me lembre, foi contra a Sampdoria, com Robson no banco e Latapy a falhar um penalty. Mais uma vez foi merecido e quando é assim, não há nada a dizer. Só aplaudir.

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A vuvuzela do portista

Desde 1992 que sou sócio do FC Porto e nos 18 anos tive o prazer de ostentar o cartão de sócio do meu clube, começando por um papelinho azul e branco plastificado e atravessando as transições da modernidade, continuando a diminuir em tamanho e a crescer em tecnologia, estando hoje em dia no formato de um moderno cartão multibânquico. Nesses 18 anos fui religiosamente às Antas e continuo agora no Dragão, com vários jogos fora pelo meio. Já estive no Bessa a apanhar chuvada de meia-noite, em Aveiro a fugir da polícia, na Luz a tentar não ser apunhalado pelos adeptos da casa e em Espinho a tentar ver o jogo por entre as colunas de cimento. Nas Antas, por entre granito e granizo, bancadas de cimento e cadeiras de plástico, superior e bancada, sol e chuva, tardes e noites, vi jogos perfeitos e jogos horríveis. No Dragão, com a vantagem de fugir das pedradas, sejam elas de que índole forem, aconteceu o mesmo. Só duas coisas se mantiveram imutáveis neste percurso de associado do meu clube do coração: sempre cantei o hino nos jogos em casa e nunca assobiei a equipa.

Hoje em dia, quando vou ao Dragão e ouço um desses auto-vuvuzeladores a ruminarem alto os tradicionais assobios, começo por enervar-me e acabo entristecido. Aquilo que deveria ser uma força que o proverbial 12º jogador transmite aos rapazes de azul-e-branco que lutam pela nossas cores acaba por se transformar numa infeliz manifestação de impaciência e de exigência assoberbada que as mesmas pessoas criticam nos outros clubes e que prejudica a união e força da nossa equipa. Se dependesse de mim, cada gajo que fosse apanhado a assobiar as nossas exibições de uma forma consistente devia ser levado para fora do estádio, os seus privilégios de sócio seriam revogados e uma sonora vergastada seria administrada por um adepto não-assobiador seleccionado aleatoriamente.

Candidato-me para carrasco.

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I sense a disturbance in the Force

Tenho lido vários comentários e ouvido conversas de muitos portistas que têm criticado a forma de jogar da equipa nos últimos dois jogos, tanto em casa frente ao Portimonense como fora na vitória contra o Moreirense. Como é normal nestas alturas, quando a equipa joga um bocadinho abaixo do que tinha vindo a fazer num passado bastante recente, a malta começa rapidamente a enervar-se e a servir como profetas da desgraça, anunciando o fim iminente da saga até agora vitoriosa no campeonato. Malta, nem sempre é possível jogar a 100%, com as coisas a saírem direitinhas e as goleadas a surgirem.

O que Villas-Boas e a equipa sempre precisaram e continuam a precisar é de estabilidade, de alguma calma e de menos pressão da parte de dentro quando comparada com o que temos recebido da parte de fora, com constantes notícias sobre saídas de jogadores no mercado de Inverno (reparem que todo o tridente ofensivo que tantas alegrias nos tem dado este ano já levou com selos de "interesse" e "movimentações"...a última foi de Varela que poderia estar a caminho do Manchester United...) e é exactamente devido a essa pressão mediática que temos de encarar alguns resultados menos avolumados com naturalidade.

Continuamos a ganhar, porra!

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E começam as imbecilidades

Após meia-dúzia de jogos de pré-época, eis as opiniões de alguns portistas (letra minúscula propositada), retiradas de comentários em vários blogs:

"rua AVB que vergonha, nao ha fio de jogo n há nada...o que é isto? espero que o presidente corrija este erro crasso deste principiante como fez com del neri"

"Não entendo como é possivel no ultimo jogo de preparação, andarmos a "experimentar" jogadores."

"O James nao sei o que anda a fazer porque a extremo nao tira lugar nem ao Hulk,Varela,Ukra e a medio nao tira o lugar a nimgem (mais valia ter ficado onde tava)"

"foi uma aposta perdida o AVB, ja se sabia, treinador jovem sem experiencia nenhuma, so por ter o rotulo de ser "discípulo" do mourinho, kando soube da noticia k o AVB era o proximo treinador do porto, um benfikista disse, "mais um campeonato para nos", e tem kase a razao, kase pk daki a 3/4 meses vamos ter outro treinador."

"o souza joga bue' na nossa equipa mais ao serviço do adversário, cada bola q corta da' golo"

"O Moutinho é uma maçã podre. Pode ficar como 6º médio, mas um 6º médio de 10 milhões é uma extravagância."

Uma coisa é pensar que o próximo jogo vai ser muito difícil de vencer muito por causa da valia do adversário e do facto de ter rotinas já estabelecidas. Outra, totalmente diferente, é pensar que o trabalho que tem vindo a ser efectuado pode simplesmente ser deitado fora por causa de dois maus resultados e por não se ver ainda um futebol bonito e vistoso.

As pessoas que apoiam o clube têm de começar a aperceber-se que esse apoio tem de ser mais constante e coerente, e que não se pode exigir o impossível ao fim de tão pouco tempo. É o mesmo tipo de gente que chega a um novo emprego e imediatamente reclama porque não há café à borla.

Naquele que será talvez o início de época mais importante dos últimos anos, em que precisamos de estabilidade e tempo para maturar, para evoluir positivamente, para solidificar ideias e estratégias, para crescer como colectivo numa altura de indefinição...numa época onde temos muitos novos jogadores todos eles bastante jovens, com o período de adaptação que todos atravessam numa fase de mudança de hábitos, ritmo e vida...e é nessa altura que esta corja de adeptos aparece para se congratularem com o que para eles é o óbvio, eles que provavelmente eram os primeiros a contestar Jesualdo quando as coisas corriam menos bem.

Adeptos desses? Obrigado mas não, obrigado.

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Foto do ano

(foto retirada do Jornal Público)

Sem palavras...

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