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Baías e Baronis - Sevilla FC vs FC Porto

Foto retirada de Desporto.Sapo.pt

Enervei-me várias vezes durante o jogo. Já sabia que não ia ser fácil, que o Sevilha tem bons jogadores apesar do jogo colectivo não ser particularmente forte. Ainda assim, não gostei. Não gostei porque não fomos um FC Porto eficiente no passe, porque nos deixámos recuar bastante e porque nos pusemos a jeito de um lance com mais sorte sair direitinho às redes. Não gostei de perder tantas bolas no meio-campo porque parecíamos entorpecidos pela velocidade do adversário com ou sem bola. Não gostei dos comentários na SIC, onde perdi o resto do pouco respeito que tinha pelo João Rosado já que os outros...já lhes perdi o respeito há muito. Não gostei de ver que os passes para a frente raramente saíram em condições porque ou iam com muita força ou com força a menos. Não gostei do árbitro e dos jogadores do Sevilha porque pareciam uma equipa de Carlos Martinses, em que nunca fazem uma falta, "Oh senhor árbitro, por favor, acha mesmo que fui eu que pontepeei aquele indivíduo? Nunca!". Não gostei porque estava à espera que conseguíssemos manter a pressão (por muito que tivesse sido atabalhoada, estava a ser razoavelmente bem feita) dos primeiros 15 minutos durante mais que 15 minutos, porque os centrais eram tão azelhas que mais uma correria para lá do meio-campo e um recuo extra para o Palop fá-los-ia explodir de vergonha pela inépcia que iam perder mais bolas para nós. Gostei do resultado mas não gostei da exibição, estava à espera de bem mais. Y ahora, vamos a las nuetas:










(+) Fucile  Para mim foi o homem do jogo. Apanhou com um flanco desprotegido quando Varela por lá andou e semi-protegido quando estava James na cobertura, com a nuance do jovem colombiano gostar de perder bolas fáceis e deixar o Jorge à rasca. Com Navas pela frente e tantas vezes Rakitic e a versão uruguaia do Sérgio Ramos no apoio, Fucile safou-se muito bem, raramente caindo na finta curta e quase irresistível do espanhol, defendendo em toda a linha, subindo para apoiar o ataque quando possível (mais na primeira do que na segunda) e a mostrar toda a garra e a determinação que vimos no Mundial. Onde andava este Fucile na primeira metade da época? Who knows...só espero que se mantenha igual a este e não ao Fucile que vi no Dragão contra a Naval...

(+) Helton  Quase perfeito. Voou várias vezes mas foi sempre eficaz nas saídas, defendeu muitas bolas para frente com dificuldade natural a remates fortes e o único ponto em que esteve mal foi na recolocação da bola em jogo. Houve um lance em que enviou a bola com a mão para João Moutinho, no meio-campo, disputar a bola de cabeça. Pediu-lhe desculpa quando, obviamente, o puto perdeu o lance. Tem de pensar melhor no que vai fazer nessas situações.

(+) Belluschi  É interessante perceber que o jogo que fez hoje é muito similar ao que fez em Braga, mas a forma como ajudou a defender tanto no meio como em ambos os flancos fez dele um elemento fundamental no meio-campo do FC Porto. Esforçadíssimo, falhou montes de passes por isso saliento a capacidade defensiva e a entrega que mostrou em todos os lances em que esteve envolvido.

(+) Estrutura defensiva fora da área  É verdade que o Sevilha criou perigo mas a grande maioria das vezes em que avançou no terreno fê-lo sempre pelas alas e raramente conseguiu entrar pelo meio. Com os dois centrais "amarrados" a Fabiano e Kanouté, Fernando tapava bem e tanto Moutinho como Belluschi varriam a zona defensiva como guerreiros. Guerreiros que não acertavam um passe se lhes estivessem a despejar colheres com azeite a ferver nos testículos, mas ainda assim guerreiros.

(+) Kanouté  Gosto imenso dstes gajos que jogam de uma forma Anelkiana, sem se fazerem notar mas a dominar todas as bolas que recebem na perfeição, a jogar e a fazer jogar, quase sempre de costas para a baliza mas sempre com uma capacidade incrível de rodar, de distribuir jogo, de rematar e de marcar. Kanouté é um jogadorzaço. Zíssimo, até.












(-) Varela  Varela parece nos últimos tempos incapaz de manter um nível exibicional coerente. Incrivelmente lento com a bola nos pés e distraído na defesa do flanco, nunca conseguiu acelerar o jogo como devia e perdeu muitas bolas porque demorava tempo demais a dominar e a conseguir fazer o que quer que fosse com o esférico nos pés porque imediatamente lhe caía um rapaz do Sevilha em cima e lhe roubava a bola com extrema facilidade. Fraco.

(-) Hulk  Na primeira parte, zero. Um rotundo zero. Lento, previsível, incapaz de se mostrar aos defesas e a nunca conseguir aproveitar a azelhice dos centrais adversários, que são tão fracos que não deviam ter prendido Hulk na rede. Subiu de produção na segunda parte e o livre que marcou foi um míssil que causou muito perigo mas foi obrigado a defender por si e por Rodríguez. Não pode jogar no meio, não pode.

(-) Qualidade de passe  Falando com o meu pai ao intervalo e depois do final do jogo, discutíamos a técnica de passe de ambas as equipas. Uma diferença abismal. Continuamos a não conseguir fazer mais de 3 passes consecutivos sem que um tolinho de azul-e-branco se lembre de atirar um pseudo-remate para o flanco ou um atraso para o adversário. É algo que começo a perder a esperança de ver melhorado, ainda para mais numa altura em que o nosso meio-campo criativo tem menos bola que no início da temporada, mas é por vezes muito difícil perceber como conseguimos ganhar tantos jogos a passar tão mal a bola.

(-) Lentidão com a bola  Já por várias vezes nesta fase da temporada reparei que os jogadores estão muito lentos com a bola, parecendo perder-se em daydreams quando a recebem, ficando a pensar no que vão fazer, para onde rodarão a bola, por quem é que deverá passar o jogo ofensivo, quem era o nome da personagem daquele doutor simpático do Lost, que rei inglês assinou a Magna Carta, sei lá. Não se pode parar tanto tempo para pensar e executar, há que continuar a mecanizar a equipa ou pelo menos obrigar os rapazes a proteger a bola antes que lhes caia um adversário em cima.

(-) SIC  É quase um pleonasmo dizer: "Os gajos da SIC são facciosos!", mas hoje (ou)viu-se de novo a mesma história. Se José Augusto Marques e Nuno Luz acabam por representar o bacoquismo individual, com tiradas como "O BATE Borisov jogou hoje em casa na Ucrânia" e afins, já João Rosado teria a obrigação de fugir da mediocridade dos comentários daquela estirpe, e mais uma vez não o consegue. Não sei se o farão de propósito ou sequer se se apercebem da forma como comentam mas hoje, como de costume, conseguiam falar mais do Sevilha do que do próprio FC Porto e desculpavam quase todos os lances do clube português com erros e falhas. No primeiro golo do FC Porto estava fora-de-jogo e nem era difícil ver; já no golo do Sevilha a falta era quase impossível para os árbitros verem (sim, todos os 5 não conseguiram perceber que ) e para além do mais o Kanouté é muito alto e é natural que salte...mas no ano passado com o Bruno Alves era sempre falta, ladraria o Marques; o Cristian Rodriguez devia sair mal entrou, para o Rosado; o Luz a tentar atirar-se para ser biógrafo do Ronaldo porque falou nele mais de 5 vezes o jogo todo; e o segundo golo do FC Porto, que para o Rosado ao invés de sair de uma jogada em que os nossos rapazes não desistiram, só podia surgir com uma paralisia da defesa do Sevilha. É um serviço podre que prestam ao futebol, é um serviço podre que prestam à sua estação de televisão e enoja-me saber que esta gente ganha dinheiro (e bom, aposto) para fazer e dizer este tipo de barbaridades.



É verdade que vencemos um adversário de topo num estádio difícil. É verdade que temos uma margem suficiente para nos assegurar que jogando ao nosso nível não teremos grandes dificuldades para passar à próxima fase. É verdade que continuamos a jogar sem Falcao e continuamos a vencer. Mas também é verdade que o jogo não foi famoso, que a organização defensiva foi razoavelmente sólida mas que tem falhas (ai as bolas aéreas...) e também foi verdade que não conseguimos manter o jogo controlado na altura exacta em que precisávamos de o fazer. Na quarta-feira, a meio da tarde na Invicta, temos de subir o nível para evitar chatices...é que o Navas e o Kanouté metem inveja a qualquer equipa...

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Votação: Sevilla na Europa League: prognósticos?


Vem aí a sequência de jogos mais importante da temporada a nível europeu, com a eliminatória contra o Sevilha. Não vai ser fácil enfrentar estes rapazes e mesmo que não tenham o mesmo nível que mostraram aqui há poucos anos, parece-me que nada está decidido de antemão e apesar de acreditar que somos mais fortes, é preciso estar em excelente forma para ganhar a estes fulanos do outro lado da fronteira. E o que é que o pessoal pensa? 300 votos foram divididos da seguinte forma:
  • Passamos sem problema: 49%
  • Passamos à rasca: 42%
  • Perdemos por um golo fora: 2%
  • Levamos nas trombas: 6%

Parece que a malta está confiante. Vamos ver se pelas 19h do próximo dia 23 podemos festejar a passagem à próxima eliminatória!

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Nem bom vento...


De todas as hipóteses que nos podiam ter calhado em sorte, saiu a segunda mais complicada. Pior só mesmo o Nápoles.

Se queremos tentar chegar à final em Dublin, temos de estar prontos para estes confrontos com equipas acima da média. Uma coisa é certa: podemos pedir informações ao Braga, eles já sabem o que é preciso fazer para eliminar estes rapazes.

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Baías e Baronis - FC Porto vs CSKA Sofia

Foto retirada do MaisFutebol

Hoje o jogo pautou-se pela meia-dúzia. Meia-dúzia de graus de temperatura. Meia-dúzia de adeptos contrários. Meia-dúzia de vezes que gritei: "Oh Souza, passa a bola rápido!". Meia-dúzia de oportunidades de golo bem criadas e ainda melhor falhadas. Meia-dúzia de lapadas no focinho que o Maicon devia apanhar. E por aí fora. Foi um jogo simpático, calmo e sem levantar grandes questões, onde Villas-Boas experimentou um sistema táctico novo e onde descobriu que pode jogar com a formação do costume, que tendo James em campo pode sempre adaptar o futebol para outro modelo sem precisar de mudar grande coisa. Gostei muito do puto mas acima de tudo gostei da forma como a equipa correu quando foi preciso e soube descansar nas alturas em que as coisas não correram tão bem. Acima de tudo foi mais uma vitória, um bom triunfo a fechar o ano no Dragão, onde se perspectivam bons confrontos nos primeiros meses de 2011. Venham de lá essas notas:









(+) James Rodriguez  Se dúvidas houvesse depois do jogo contra o Juventude de Évora, dissiparam-se hoje. James (ou Rámés, como quiserem) sabe jogar à bola e mostrou-o hoje mais uma vez. Versátil quanto baste, pode jogar encostado à esquerda ou no meio, e compreendi hoje porque lhe chamam "El Bandido", tal foi a forma como aparecia e desaparecia do jogo quando lhe apetecia, surgindo pronto a receber a bola para criar jogadas de perigo para o adversário. Bom tecnicamente, sabe rematar e acima de tudo joga de cabeça levantada. Precisa de, como se diz aqui no Norte, "botar corpo" para poder lutar contra defesas mais rijos. Temos homem.

(+) Fucile  O melhor em campo a par de James. Com o 4-4-2 que Villas-Boas pôs em campo, os laterais teriam um papel ainda mais preponderante na criação de jogadas ofensivas, não fazendo o overlap do costume mas tomando eles próprios a iniciativa de romper pela defesa contrária. Fucile fê-lo durante todo o jogo e quase sempre bem, com a garra que todos lhe conhecemos e a mostrar-se mais parecido com o Fucile da selecção do Uruguai no Mundial'2010 do que o Fucile do FC Porto 2009/2010.

(+) Otamendi  Estou a gostar deste fulano. É rijo o suficiente e não se intimida com nenhum adversário que lhe calhe na rifa. Cortes milimétricos efectuados com precisão e muita técnica, foi o companheiro que Maicon precisava para suportar o chorrilho de disparates que o brasileiro hoje protagonizou. Marcou um golo com alguma sorte mas acima de tudo esteve sempre em bom nível na defesa.

(+) Ruben Micael  Melhor, muito melhor que no passado Sábado, mais solto, mais prático e mais confiante no que sabe e pode fazer. Mais um golo na Europa e principalmente a garantia que pode ser opção segura para o meio-campo. Infelizmente parece estar mais talhado para jogar no lugar de Moutinho do que como alternativa a Belluschi, tendo em conta a forma pausada como pensa o jogo, o que levaria a que o sistema pudesse mudar um pouco. Como Belluschi (jogo fraquinho) rompe mais pelas defesas e joga muito melhor com Moutinho ao lado do que com Ruben...vai ser difícil ao madeirense ser titular a curto prazo.

(+) M'Bolhi  Fez algumas defesas apertadas mas acima de tudo esteve sempre bastante seguro na baliza, bem posicionado e sem inventar. Foi por culpa dele (e da pouca força da maioria dos treze remates que fizemos) que o jogo acabou com apenas três golos na nossa conta. O penalty foi relativamente fácil de agarrar mas ainda assim é meritória a calma com que enfrentou o nosso Radamel.










(-) Mais um penalty falhado  Percebi que havia a intenção de permitir a Falcao marcar um golo por forma a consolidar a liderança nos melhores marcadores da Europa League. Ainda percebo mais porque a forma como sacou o penalty foi inteligente e Falcao merecia ser ele a marcar. O que não percebo é como é que ainda ninguém ensinou a Falcao como marcar um penalty em condições. O guarda-redes não defendeu: apenas se deixou cair. Já são muitos penalties falhados e se neste jogo não interessou muito, noutros pode ser a diferença entre qualificação e eliminação.

(-) Maicon  É uma frustração ver um rapaz com talento e que habitualmente transmite segurança aos colegas e aos adeptos a brincar desta maneira e a ter desconcentrações como as que Maicon teve hoje. Para lá do lance do golo onde foi inacreditavelmente displicente, esteve muito mal em mais alguns lances, perdendo a bola para o adversário directo ou pondo Helton em perigo com atrasos absurdos. Mais para o fim era notório o desconforto com o que tinha feito, quando nem sequer tentava controlar o lance, limitando-se a enviar a bola para fora sem pensar duas vezes. Custa fazer parvoíces e tomar noção do que se fez, não é, rapaz? Ao menos isso, que aprenda com os erros e deixe de os fazer de uma forma que parece deliberada, porque está a perder o estado de graça com os adeptos...e depois é uma chatice para o recuperar.

(-) Souza  Definitivamente não é trinco. Cometeu os mesmos erros que Guarín fez quando começou a jogar naquela posição (que agora parece ter corrigido), guardando a bola em demasia, procurando fintar os adversários que encontrava em vez de jogar simples e prático para o colega mais próximo. Perdeu várias bolas e pareceu totalmente fora do jogo em algumas alturas, falhando no tempo de salto, no posicionamento e na rotação de bola. Guarín está muito acima de Souza na luta pelo lugar com Fernando. Porra que isto até custa a dizer.



Só volto ao Dragão em 2011. É pena porque estou a gostar de ver este FC Porto a jogar. Alguns dos rapazes que ano passado andaram em muitos jogos como perfeitos imbecis a actuar com medo da própria sombra parecem ter recuperado a garra e a inteligência e estão com confiança para mostrarem o que valem. O FC Porto sabe quando acelerar, sabe travar, sabe romper e sabe descansar. Uma prova de fogo na Europa League precisa-se, porque podemos ser candidatos a vencer este troféu outra vez. Espero pelo sorteio na 6a feira para me decidir se estou a ser optimista em demasia...

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Ouve lá ó Mister - CSKA Sófia

André, приятел!

Podes pensar que este jogo não interessa nem ao Menino Jesus, ele que estará brevemente prostrado nas proverbiais palhinhas e deve preferir ver a Casa dos Segredos a assistir a mais um confronto luso-búlgaro, novamente no mesmo dia de outro semelhante mas entre duas equipas de estatuto mais parecido. Mas para mim interessa e muito.

É fácil perceber porquê. É o último jogo do ano no Dragão, a uma semaninha do Natal, e queremos que a nossa árvore seja banhada a ouro e incenso (a mirra dispensa-se), não a lágrimas e lamúrias. 'Tis the season to be jolly, por isso vamos saudar os búlgaros numa saída honrosa da Óroliga com garra e deixar uma boa recordação aos adeptos que só para o próximo ano voltarão a pisar aquela maravilha da arquitectura.

É verdade que faltam alguns rapazes importantes e que te apetece experimentar mais um bocadinho. Não te censuro. Se fosse a ti até descansava o Moutinho porque o jogo de Domingo em Paços vai ser tramado. Que tal Otamendi na rectaguarda, Castro e Ruben no meio e James à esquerda? O puto tem de confirmar o que fez no jogo da Taça senão vai ser sempre apontado a dedo que só serve para jogar contra equipas pequenas e já que devemos ficar sem ele em Janeiro era boa malha pôres o catraio a correr. Mas cuidado, este CSKA é de Sófia e não de Moscovo, mas não quer dizer que não nos lixe o que pode ser uma boa quarta-feira europeia. E que saudades temos todos das quartas-feiras europeias, André...


Sou quem sabes,
Jorge

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Falcao no topo dos marcadores


A competição não será a melhor possível, mas ainda assim é um mérito...

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Baías e Baronis - Rapid Wien vs FC Porto

Foto retirada do MaisFutebol

Sentado em casa no meu confortável sofá, a apreciar um merecido dia de férias, tinha o aquecimento ligado e pensava que bom era estar longe do frio que lá fora fazia. A televisão mostrava já imagens brancas de Viena, do belo Estádio Ernst Happel onde 23 anos antes uma pequena grande equipa portuguesa tinha feito história ao dar a volta a um resultado negativo. Muito diferente foi este jogo, tanto na comparação entre o estatuto das equipas mas também pelo tempo, com a neve a cair inclemente durante 90 minutos, mas a sorte sorriu novamente aos nossos, desta vez de amarelo em vez de azul. Depois do dilúvio de Coimbra e da neve de Viena...aposto que ainda vamos ter de jogar no planalto perto de um vulcão ou numa cratera lunar! Foi um jogo emotivo, nem sempre bem jogado mas que apenas durante dois minutos pareceu ver a balança injustamente desiquilibrada. Ah, e houve a confirmação (ainda era preciso?) de Falcao como um dos melhores pontas-de-lança a jogar na Europa. Vamos a notas:









(+) Falcao  É um dos melhores pontas-de-lança que já vi a jogar. Pronto, está dito. É lutador, é oportunista, tem cheiro de golo e aparece nos locais certos na altura certa. Dos três golos que marcou, todos eles tiveram em comum a capacidade de luta e de nunca desistir das jogadas. Falcao apareceu sempre em grande, sempre a procurar o golo, sempre atento às falhas dos adversários, quer do distraído central ou do guarda-redes mãos-de-manteiga que lhe ofereceu os dois últimos golos. É preciso renovar com ele, oferecer-lhe o que ele quiser, porque é vital na equipa e não há muitos como ele. No Mundo.

(+) João Moutinho  Foi dos mais inteligentes em campo, sempre a tentar arrastar o jogo para os flancos e a falhar menos passes que os colegas. Rodou o jogo sempre que pôde e fez várias faltas nos momentos certos e em locais que não causava perigo. Talvez se tenha adaptado melhor que Ruben e Belluschi mas de qualquer forma foi o melhor do meio-campo portista.

(+) Sapunaru  Sem qualquer dúvida o melhor jogador da defesa portista. Simples, prático, sem inventar nem abusar do passe curto, talvez por ainda se lembrar do que é jogar com neve e frio, o romeno esteve impecável na marcação e na cobertura aos chatinhos alas do Rapid.

(+) Guarín  Estranho, não é? O rapaz jogou bem! Apesar de falhar inúmeros passes, o que é compreensível tendo em conta as condições do terreno, gostei de ver Guarín a varrer o meio campo com a força do seu futebol trapalhão e positivamente agressivo. Foi o jogador que precisávamos na altura ideal.










(-) Helton  O golo do Rapid é totalmente culpa de Helton. A forma como sai a medo da baliza, sem confiança nem em si nem no defesa central que estava à sua frente, podia ter comprometido a estrutura da equipa. Não tem sido hábito falhar tanto como fez hoje, e apesar de se compreender a menor preparação mental para uma partida destas dada a lesão de Beto no aquecimento, não se aceita. Continuo a confiar nele a 100% mas foram estas falhas que no passado lhe fizeram a vida negra com muitos adeptos, por isso convém que não aconteça muito mais vezes.

(-) Pouco sentido prático  A equipa, como foi muito bem interpretado por Pedro Henriques, a comentar em excelente nível na SportTV, denotou uma inadaptação às condições do relvado gelado. A forma como saíram para o ataque, constantemente em passes curtos, levou a imensas perdas de bola pelo centro do terreno que o talento dos austríacos não conseguiu fazer com que criassem perigo para a baliza de Helton. Ainda assim, era penoso ver Fucile, Guarín ou Otamendi a falharem passes simples porque foram práticos. Acredito que Villas-Boas optou por uma aproximação ao jogo que orientou os seus rapazes a serem menos práticos e mais fiéis ao fluxo natural a que estão habituados, mas creio que neste jogo seria mais inteligente um jogo rápido e directo pelos flancos. Correu bem mas se Falcao não estivesse lá nunca se sabe o que poderia ter acontecido.



Quem disser que a vitória foi fácil está a mentir. Nas condições que o terreno oferecia, com a dificuldade de jogar na neve e a apanhar com ela no lombo, só um conjunto de heróis conseguiria aguentar a compostura e com maior ou menor dificuldade chegar à vitória. Marcamos tarde e conquistamos o primeiro lugar do grupo à custa de muito frio, muito gelo e muito esforço. Todos os louros são merecidos para estes rapazes até esta altura, numa altura em que nos fizeram lembrar de Gomes, Madjer e companhia, no deserto gelado de Tóquio, numa longínqua noite de 1987, de onde trouxeram taças e carros como pequeno prémio para uma etapa histórica na vida deles e do clube. Estes também mereciam uma taça, só por este jogo...

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Baías e Baronis - FC Porto vs Besiktas

Foto retirada do Sapo Desporto

Foi um jogo estranho. O FC Porto entrou, como era esperado, com cautelas em relação ao jogo do próximo Domingo contra o Benfica e tentou sempre gerir a posse de bola (raramente da melhor forma) e impôr um ritmo lento, pausado em demasia e com poucas incursões bem organizadas no ataque. Do outro lado estava uma equipa do Besiktas que se resumia a um grupo de jogadores viri...não...agressiv...não...sarrafeiros (isso) que tentaram pela força o que podiam perfeitamente ter conseguido pela táctica, tal era a desorientação geral no meio-campo portista. A somar a isto temos uma arbitragem ridícula, que permitiu aos turcos fazerem o que lhes apetecia ao lombo dos nossos rapazes, fosse com os pés, as mãos ou os cotovelos. Apelando ao pragmatismo, o resultado é mau mas aceita-se tendo em conta o que ambas as equipas produziram. Venham as notas:









(+) Fucile O melhor em campo, pelo menos do nosso lado. Foi o Fucile da África do Sul, que lutava por todas as bolas, que fazia o flanco todo em correria louca, que se lançava em carrinhos para bloquear os passes dos adversários e que apoiava o ataque com tabelas práticas e sempre a subir no terreno com a bola controlada. Está a ser um duelo interessante pela posição de lateral-direito, talvez a grande incógnita na equipa-base de Villas-Boas. Com Fucile a jogar assim, o lugar é dele.

(+) Rolando Foi dos melhores jogos que o vi fazer com a nossa camisola. Esteve prático, útil na cobertura e não teve qualquer problema em mandar a bola para longe quando era preciso. Parece ter crescido desde o início da época e só se pode esperar que continue a boa forma.

(+) Hulk Nem a meio-gás jogou. Fez uma partida pausada e saiu para descansar porque o jogo importante é mesmo no Domingo. Ainda assim, sempre que pegava na bola e arrancava pelo flanco, quer o esquerdo quer o direito, era notória a dificuldade do adversário para o parar. Domingo já podes explodir, rapaz, domingo...

(+) Fabian Ernst e Nihat O alemão pela inteligência táctica no meio-campo, posicionamento quase perfeito e a distribuir as bolas de uma forma simples e directa, sem inventar; o turco porque marcou um golaço e andou todo o jogo a correr como louco e a dar cabo da cabeça ao Álvaro. Nihat aproveitou impecavelmente a expulsão de Rodriguez para zarpar pelo flanco fora, obrigando a defesa a recuar e os indolentes médios a descer para as laterais, destapando o centro do terreno. Ainda é um excelente jogador.

(+) Claques Foi uma segunda parte complicada, com emoção e incerteza no resultado. Os Super e o Colectivo estiveram incansáveis no apoio, a cantar desde o intervalo até ao apito do fulano que andava de vermelho mas que de árbitro tinha pouco, e a resposta da parte dos turcos foi sempre à altura, inclusive ao intervalo, onde tentavam puxar pelos ensonados adeptos portistas quando começaram a cantar em apoio a Quaresma. Foram poucos os que responderam ao repto, mas ficou-lhes bem o gesto.










(-) Cristian Rodríguez Começo a perder a paciência para aturar o Cebola. É um extremo que continua a não conseguir passar pelo marcador directo, porque quando recebe a bola abaixa a cabeça, enfia os olhinhos no chão e cá vai disto, arranca como um barril a rolar sobre a relva e quando consegue chegar à linha cruza contra o defesa, ganhando canto ou lançamento. Isto acontece 95% das vezes. Das outras, anda perdido e recua a bola para o lateral. É o tradicional não copula nem sai de cima, pronto. A expulsão é do mais ingénuo que já se viu nos últimos tempos e não se coaduna com um jogador que já devia ter experiência suficiente para se alhear das provocações dos adversários. Foi parvo e infantil e a equipa pagou por isso. Villas-Boas devia mandá-lo ficar a treinar no fim do jogo, à Robson.

(-) Guarín Continuo a não gostar de o ver a jogar na posição 6, muito embora a rotatividade do meio-campo acaba por fazer com que qualquer médio apareça em qualquer uma das três posições. Mas Guarín é um rapaz que até dá jeito quando entra cheio de força para acabar ou controlar um jogo pela força, numa altura em que a cabeça dá lugar ao coração, mas quando se lhe pede mais que isso...é para esquecer. Fica-me na retina um lance em que tenta fazer um chapéu ao guarda-redes do Besiktas (vá-se lá saber porquê, deve ter visto Holosko a fazer o mesmo e a enviar a bola à trave e quis tentar o mesmo) e a bola sai uns bons 10 metros acima da baliza. Fino recorte técnico, rapaz.

(-) Meio-campo criativo do FC Porto Nem Belluschi nem Ruben Micael estiveram bem hoje e essa falta de inspiração e entrega ao jogo foram demasiadamente influenciadoras do mau futebol que praticámos. Compreendo a tentativa de refrear ânimos, de descansar e de não meter o pé nos confrontos directos, especialmente com os 11 assassinos a soldo que estavam do outro lado. Ainda assim, não se cumpriu um dos objectivos que seria evidente para hoje: descansar com bola. Tanto um como outro não conseguiram furar a barreira de 4+2 homens que formavam o meio-campo turco e o FC Porto nunca conseguiu mais que enviar a bola para Hulk e pô-lo a correr. Foi pouco demais.

(-) Sarrafeirice do Besiktas O exército de Saladino esteve à solta no Dragão. Quais descendentes do antigo império Otomano, os estupores dos turcos vieram bater em tudo o que viam com uma simplicidade tão grande quanto a lata com que continuavam na senda de brutalidade ao nível da inquisição Espanhola. (menos referências histórias, não é? ok!). Contaram com a complacência do árbitro em vários lances, porque não percebo como é que alguns deles conseguiram acabar o jogo. Uma palavra especial para Guti. A foto que escolhi para ilustrar este jogo não foi por acaso. Guti é um cabrãozinho, sempre foi um cabrãozinho e continua a ser um cabrãozinho. Talentoso, o animal, mas cabrãozinho. É daqueles jogadores que usa a experiência e o estatuto para fazer o que quer em campo, com ou sem a bola perto dele, e que apetece pontapear repetidamente em vários locais do corpo só para o ouvir a ganir de dor. Nojo.

(-) Árbitro Quando os nossos comentadores desportivos, bloggers e o Rui Santos virem a actuação desta besta italiana hoje no Dragão, sugiro que engulam em seco quando pensarem em sugerir que os árbitros estrangeiros são a melhor opção para os jogos do nosso campeonato. Já vi muitas arbitragens fraquinhas, tal como já vi muitas arbitragens excelentes. Mas é raro ver um árbitro que permita tão descaradamente um jogo tão violento como hoje Paolo Tagliavento se lembrou de permitir. Como Patrick Bateman em American Psycho, o rapaz não sentia nada e tudo o que via devia parecer-lhe tão normal como uma ceia de Natal com delicado bacalhau cozido, quando claramente o repasto era uma sarrabulhada de patadas, cotoveladas, chutos e empurrões. À beira desta rapaz, o Pedro Henriques era um árbitro que apitava demais. Não comento o penalty (podia não ter marcado e ninguém se chateava) nem o lance do golo/não-golo porque tenho de lhes dar o benefício da dúvida. Quando não há certezas, não se marca, ponto. Nas expulsões nada a dizer, esteve bem. Foram as únicas coisas de jeito que fez todo o jogo.





O apuramento está garantido e podemos gerir o plantel em Viena e depois em casa frente ao CSKA Sófia. Podíamos ter vencido o jogo mas acima de tudo podíamos e devíamos ter controlado melhor a partida, não fosse Rodríguez querer lixar a vida ao treinador e enterrar a equipa numa desorientação táctica e impedir que se conseguisse jogar calmamente e descansar corpo e mente para Domingo. Too bad.

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Baías e Baronis - Besiktas vs FC Porto

Foto retirada do MaisFutebol

Estes jogos às seis da tarde são uma bela duma borrada, devo dizer. Um gajo tem de sair mais cedo do emprego sem grande plausibilidade para desculpas, arrisca-se a ver o jogo num ambiente fora do normal onde por vezes (hoje não foi o caso) tem de aturar gajos que não percebem nada de bola a mandar postas e a única grande vantagem é que nos livramos do trânsito. Mas hoje...hoje valeu a pena. Para além de estar com boa malta ao lado (o excelente cronista do Dragão Crónico) e mais alguns amigos, o jogo foi emocionante, bem jogado, com lances bem pensados e uma constante incerteza no resultado. Vencemos muito bem num estádio difícil, contra 11 turcos mais um espanhol (ver abaixo o último Baroni), lutámos e houve esforço e sacrifício do individual em favor do colectivo. Ah, e houve Hulk. E depois outra vez Hulk. Vamos a notas:









(+) Hulk Marcar dois golos fora numa competição europeia é obra. Dois golos repletos de oportunismo e de inteligência, ainda mais. Atento no primeiro golo, não desistiu e aproveitou o AVC pontual do defesa, avançando certeiro para a baliza. No segundo foi mais uma vez rápido a aproveitar o excelente passe rasgado de Belluschi e desfez o rapaz que lhe apareceu à frente. Além dos importantíssimos golos, passou a segunda parte toda a correr atrás dos defesas, sendo a peça mais avançada da equipa e sempre que pegava na bola obrigava os turcos a descer 20 metros para aguentar os arranques...e acabou o jogo a cair para o lado. Mas feliz, só pode.

(+) Helton E o nosso capitão mais uma vez a fazer jus à escolha. Deu segurança à defesa e esteve impecável durante quase todo o jogo, sem ter culpa no golo. Fez uma defesa incrivelmente importante no final da primeira parte, depois de um livre directo que resultou da falta feita por Maicon e que o fez ser expulso. Tocou na bola para canto e todo o mundo portista soltou um pequeno sopro de alívio. Impecável também quando veio em correria louca da baliza no final da primeira parte, usando o seu estatuto de capitão para afastar os jogadores do FC Porto que tentavam rodear o árbitro para protestar contra as decisões absurdas do espanhol. É isto que um capitão tem de fazer.

(+) Falcao Marcou dois golos e sofreu um penalty. Não teve culpa de encontrar um atrasado mental de amarelo que se lembrou de lhe marcar uma falta inexistente no segundo golo e de não marcar o abalroamento que sofreu no lance que devia ter dado penalty a nosso favor. Não fez muito mais no jogo mas o primeiro golo acabou por ser exactamente o que precisávamos na altura certa.

(+) Sapunaru Foi o costume, pouco inventivo e interventivo, sem subir muito no terreno e a jogar simples e prático. Hoje, era exactamente o que precisávamos e cumpriu bem o papel, especialmente na segunda parte. Pecou no golo do Besiktas porque estava aparentemente a tentar marcar a linha lateral quando Bobô se meteu entre ele e Rolando, mas perdoo-lhe devido à solidez da exibição.

(+) Espírito de sacrifício Villas-Boas salientou bem o espírito da equipa e a determinação de chegar à vitória. Se o arranque foi tremido, com o Besiktas a pressionar bem, cedo nos soltámos e conseguimos chegar com perigo ao ataque. Depois da primeira expulsão conseguimos cerrar fileiras e defender com garra uma vantagem importante até ao final do jogo, com uma segunda parte sofrida, esforçada, de luta e entrega, com as linhas a recuarem o suficiente para travar o ataque que os turcos queriam avassalador mas que raramente pôs a equipa nervosa. É verdade que o Besiktas não é uma equipa do topo europeu mas a jogar com mais um (e depois mais dois) e com a velocidade de troca de bola podiam ter causado mais perigo caso o FC Porto começasse a ceder. Estiveram muito bem hoje os nossos rapazes.










(-) Fernando Não foi um bom jogo para o Nandinho. Em parte porque cometeu muitos erros de posicionamento perante o adversário, caindo nas fintas em carrinho como fazia em 2008 quando cá chegou e causando desiquilíbrios que ninguém conseguia colmatar. Acabou por ser o jogador que mais sofreu com a fraca prestação tanto de Moutinho como de Belluschi na cobertura defensiva e fez muitas faltas desnecessárias. O lance do segundo amarelo é ridículo para um rapaz da sua experiência, o que me leva a pensar se não terá sido premeditado para o fazer cumprir um jogo de castigo no próximo confronto...mas como é contra este mesmo Besiktas, a minha teoria pode cair por terra. Ainda assim foi um jogo abaixo da média e exige-se mais a um dos elementos pivotais do onze.

(-) Meio-campo macio Fernando não fez um bom jogo mas os outros dois rapazes que jogam mais perto dele não fizeram melhor. Este jogo, aliás, expôs uma fraqueza da nossa equipa que ainda não tinha sido colocada à prova até agora: a capacidade defensiva do meio-campo sem bola. Quando o adversário, como o de hoje, troca a bola com velocidade e com agressividade nos confrontos directos, o FC Porto treme. Quando as bolas são rapidamente despachadas de uma forma directa para os flancos e se encontram rapazes como Nihat, que continua a ser um perigo quando deixado sozinho, o FC Porto não consegue dinamizar o meio-campo por forma a tapar os espaços que são criados pela movimentação adversária. Moutinho e Belluschi têm sido muito bons a trocar a bola e a rodá-la entre eles e fazendo a equipa bascular para onde é preciso...mas para isso é preciso terem a bola nos pés. Sem ela, contra equipas portuguesas que "mastigam" mais o jogo, não costuma haver problema. Os extremos recuam um pouco, os laterais sobem e fecham o flanco e a bola é recuperada com maior ou menor facilidade. Quando apanhamos equipas como o Besiktas, que não têm problema de ir ao choque, que aceleram com a bola controlada e se desmarcam rapidamente, sentimos dificuldades. A rever.

(-) Arbitragem Como sabem não é hábito falar de arbitragens. Mas hoje enervei-me com o fulano de amarelo que arbitrou o jogo. A expulsão de Maicon é merecida e não é passível de crítica, mas um golo perfeitamente limpo foi anulado e um penalty que me pareceu evidente não foi marcado. Como se não fosse suficiente, a complacência perante o choque excessivo dos turcos esteve patente durante toda a primeira parte e questiono-me se o árbitro não terá ficado acagaçado com o barulho que vinha das bancadas. Este tipo de actuações coloca sempre os nossos árbitros em perspectiva, porque este rapaz não era melhor nem pior que um Paixão ou um Olegário.




Não foi fácil mas vencemos com todo o mérito. Nove pontos em três jogos, 7 golos marcados e um sofrido. São bons números que nos dão todas as hipóteses de passar à próxima fase sem que seja preciso precupações com resultados de terceiros nem fazer contas aos golos que temos de marcar para ganhar vantagem. Acho até que o pleno não está fora de alcance, basta alguma sorte e um jogo estruturado para jogos europeus, com um ritmo diferente dos caseiros...

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Nem Quaresma nem Guti

in "O Jogo"

Quase só boas notícias. Agora só falta encostar mais 11 turcos loucos que correm 90 minutos como se lhes estivessem a desflorar as virgens que vão receber no Céu...

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Baías e Baronis - CSKA Sófia vs FC Porto

Foto retirada do MaisFutebol

A primeira ideia que me surgiu depois do jogo foi que tínhamos tido mesmo muita sorte no sorteio da Europa League. Esta equipa do CSKA é exemplo disso, muito à imagem do que tínhamos visto aqui há umas semanas contra o Rapid Viena, um conjunto fraquinho com pouco saber e bastante agressividade, que acabou por nos causar alguns problemas graças ao inexplicável abrandamento do ritmo da primeira para a segunda parte. Villas-Boas tirou as razões aos críticos que lhe apontaram o dedo quando deu a Otamenti a titularidade retirando Maicon no jogo frente ao Olhanense e tivemos sorte em não sofrer um empate que, convenhamos, seria pouco menos que escandaloso. To the notes:









(+) Hulk Apanhou pancada toda a primeira parte. Uma assistência (Hossana! Hossana! O Hulk no ano passado não era capaz de nada disto! Hossana!) e um remate perigoso não parecem muito, mas foi enquanto esteve em campo que a equipa mais produziu, mais atacou e foi mais perigosa. Varela entrou e quase não se viu...

(+) Falcao Marcou um golo à ponta-de-lança e merecia ter marcado pelo menos mais um. Algo desapoiado no centro do ataque porque as bolas chegavam tão depressa às alas que quando os extremos queriam colocar no meio, apanhavam o colombiano com 3 ou 4 búlgaros à volta dele e o meio-campo estava ainda 20 ou 30 metros atrás.

(+) Cristian Rodriguez Pouco produtivo mas esforçadíssimo. Correu todo o jogo a pressionar os adversários, a tentar procurar espaços que raramente encontrou e a cruzar para a entrada da área em diagonais simples mas que baralharam o adversário. Gostei, e teria gostado mais se conseguisse passar por um adversário em drible. Por favor, Cebola, prova que estou errado quando digo que és um dos únicos extremos do mundo que não consegue fintar o adversário directo!










(-) Defesa. Toda a defesa. Não sofremos golos. Quem não viu o jogo e olhar para o resultado, é essa a conclusão que tira. Mas quem assistiu ao jogo pela TV, como eu, apanhou vários sustos durante o jogo. A fraca coordenação é compreensível para o primeiro jogo no caso de Otamendi e Maicon, mas é indesculpável para Álvaro Pereira que é claramente o jogador em pior forma na equipa titular. Maicon teve pelo menos 3 falhas graves no centro da defesa e desconfio se a sua confiança não terá abanado por ter sido preterido em função de Rolando no passado sábado. Espero que não, mas não gostei. Sapunaru e Álvaro continuam a jogar muito por dentro, demasiado perto dos centrais, perdendo largura e dando muito espaço aos extremos contrários.

(-) Jogo directo O que me custou mais neste jogo, particularmente na penosa segunda-parte, foi a forma como jogamos de uma forma quase directa da defesa para a frente durante boa parte do jogo. Com o meio-campo talentoso que temos, Moutinho e Belluschi quase que se apagaram perante as contínuas parvoíces de Álvaro e Sapunaru que insistiam em enviar a bola ao longo da linha para Hulk ou Rodríguez, passando por cima em vez de o fazer com a bola na relva. No início da segunda parte, quando o CSKA começou a tentar subir...nós descemos, inexplicavelmente. Com um futebol que não metia medo a ninguém, o FC Porto começou lentamente a recuar e a abrir espaços que não são admissíveis. No final do jogo voltamos ao futebol de toque curto, de posse de bola, de rotação do meio-campo e a manter o adversário a correr atrás da bichinha. Custava muito terem feito isso o resto do tempo?!





Mais que a vitória, ao ver o que de facto valia a equipa do CSKA, exigia-se uma vitória com mais golos. Acabou por não aparecer mais que um e sinto que ficou uma oportunidade perdida para facturar mais alguns e, dando descanso à equipa, experimentar mais uma ou duas nuances tácticas para adepto e treinador verem. Gostei de ver Walter a entrar de novo, a ganhar forma e entrosamento, mas gostava de ter visto James. Some other time, right?

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Ouve lá ó Mister - CSKA Sófia

André, mister!

Cá estamos de novo. Hoje cheguei ao trabalho e anda tudo de pito aos saltos por causa do Benfica ter perdido e o Braga ter levado no lombo e parece que estão todos convencidos que vamos ganhar aos búlgaros por sete a zero ou qualquer coisa do género. Se me perguntares a opinião, nem nós somos o Celta de Vigo nem eles são o Benfica do Iúpe Ainques. Desconfio sempre de equipinhas "paradas no tempo" ou que depois de perder o apoio do regime acabam por ficar naquele marasmo de quero-e-não-posso. Num me enganam!

Para além disso, o problema está nos nomes. A quantidade de ovs e evs que eles têm confundem qualquer um. Valha haver um Marquinhos para ver se conseguimos chamar os bois pelos nomes, senão imagina o Álvaro a dizer ao Cebola para ajudar a defender o "Vergalhev" ou o "Xiripitov"! Assim é mais fácil: "me ayuda a difiendier el cabrito!". E já está.

Preferia que pusesses o Castro em vez do Souza. Palavra que preferia. Não estou a ver o Souza a ficar no sítio dele, parece-me bem mais tolo que o Fernando, assim um Guarín com mais sinapses, mas espero para ver. Confio em ti, rapaz!

Sou quem sabes,
Jorge

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Castro ou Souza?

Primeiro teste importante ao plantel. Com a ausência de Fernando e a principal alternativa a Belluschi (Micael) também de fora, vai ser uma boa forma de perceber como é que o meio-campo se vai comportar.

Apostaria em Castro. Por vários motivos:

- É estruturalmente mais defensivo e mais disciplinado que Souza para jogar na posição 6;
- É uma hipótese de dar minutos ao jogador e evitar reorganizações no meio-campo no caso de ser preciso (e habitualmente é o que acontece) substituir Moutinho e/ou Belluschi, já que Guarín não terá ritmo para entrar "a sério" no jogo;
- Temos de perceber se Castro está pronto para jogar a um nível acima do que tem mostrado. Não tem tido tempo suficiente para o fazer, é certo, mas ainda assim tem menos minutos que Souza e preferia ver o rapaz em campo.

Tenho lido mais opiniões a favor da aposta em Souza. Concordam?

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Votação: UEFA Europa League: Prognósticos?




O arranque da Europa League foi perfeito, com uma boa vitória em casa a abrir excelentes perspectivas para uma passagem tranquila pela fase de grupos. É diferente estar envolvido numa competição europeia que não a Champions' League, e na mente de todos os Portistas estará uma possível caminhada até à vitória. Ainda assim não será fácil e creio que a malta estará um pouco animada demais, como se podem ver pelos resultados do inquérito, que foram:

  • Ficamos na fase de grupos: 3%
  • Oitavos-de-final: 1%
  • Quartos-de-final: 10%
  • Meias-Finais: 9%
  • Final: 7%
  • Vitória: 66%

Haja fé!

Próxima votação: Otamendi tem lugar no onze titular?

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Baías e Baronis - FC Porto vs Rapid Wien

Foto retirada do MaisFutebol

Na saída do estádio, entre conversas em tom amigável com os colegas da Porta19, vinha satisfeito. O jogo foi fracote mas o adversário não exigia mais e acabou por ser bem mais macio do que pensei. Gostei da inteligência da equipa na retenção da posse de bola, gostei imenso dos adeptos do Rapid, a ganir como loucos com 3 batatas na mona e gostei de uma ou outra jogada de um ou outro jogador. Acima de tudo, foi um exemplo simples que esta fase de grupos da Europa League não pode oferecer grande resistência ao nosso clube, bastando para tal jogar com alguma cabecinha e sem facilitar em demasia. O resto resume-se a talento, e disso temos nós suficiente para eliminar os nossos adversários do Grupo L. Vamos a notas:









(+) João Moutinho Este foi o melhor jogo de Moutinho pelo FC Porto. Continuo a dizer duas coisas às pessoas que o criticam e que não vêem um fora-de-série: primeiro, ele não é um fora-de-série; segundo, vão ver um jogo dele ao vivo e digam-me se o rapaz não é bom de bola. Raramente falha um passe e quando a bola chega aos pés dele há quase garantia que vai ser entregue ao jogador na melhor posição possível para continuar a jogada de uma forma positiva. Não pensem em jogadas individuais com dribles sucessivos (apesar de hoje ter feito uma dessas), atravessando barreira atrás de barreira adversária para culminar num remate brutal ao cantinho. Moutinho é cerebral, calmo, disciplinado. O FC Porto não poderia jogar desta forma sem ele.

(+) Maicon Conseguiu secar a torre que lhe apareceu à frente todo o jogo, o que já chegava para uma nota positiva, porque apesar do rapaz não ter talento proporcional à altura, incomodava bastante. Excelente no passe longo, merecia o golo que Falcao acabou por marcar e teve um falhanço terrível em frente ao guarda-redes que mais pareceu tiro ao meco, com um meco obeso que não se mexesse. Gostei muito.

(+) Cristián Rodriguez Duas assistências e muita entrega. Ainda tem de melhorar o físico e continua a ser pouco mais que uma formiga manca no 1x1, mas começa a ser uma alternativa viável a Varela.

(+) Ruben Hesitei em dar-lhe nota positiva. A primeira parte foi fraca, continua com medo de meter o pé e tem de melhorar MUITO no posicionamento táctico sem bola, mas o golo que marcou é excelente e a segunda parte foi melhor que a primeira. Precisa de ritmo para ganhar mais minutos porque gosto de o ver jogar com bola, é inteligente e sabe o que fazer. Neste momento perde para Belluschi porque o argentino está muito mais prático e rápido (o contrário do ano passado, portanto).

(+) Rotação do plantel Dar alguns minutos a outros rapazes que têm jogado pouco foi excelente. Castro e Walter puderam entrar em jogo e ganhar algum ritmo, numa altura em que estamos a meio de um ciclo complicado e em que todas as armas têm de estar afiadas.










(-) Álvaro Pereira Continuo a achar que é o jogador em pior forma na equipa-base do FC Porto. Anda desatento na defesa e falha muitos passes na construção inicial de lances ofensivos. Tem de melhorar muito.

(-) Rapid Wien Muito fraquinho. Sei que tinham várias baixas, algumas delas titulares, mas é mau demais. Houve alturas em que pensei que estava a ver uma equipa inglesa dos anos 80, tal era a parvoíce do "bola prá frente e siga que a torre há-de fazer alguma coisa". Nem os adeptos lhes valeram, eles que estiveram a berrar todo o jogo, cheios de força (cerveja) e voz afinada (mais cerveja).




Estamos com uma média acima de 3 golos por jogo no Dragão e os adeptos gostam. Temos de continuar a ter paciência com o estilo de jogo mas creio que é um hábito adquirido. O nosso modus operandi é mais lento, mas mais inteligente, mais pausado mas mais controlado, mais eficaz ainda que com menos oportunidades. Por agora está a funcionar e Villas-Boas tem todo o mérito nisso.

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Plantel 2010/2011 - Europa League

Eis o plantel do FC Porto para a fase de grupos da Europa League (gosto mais de dizer isto do que "Liga Europa" porque assim em inglês fica mais parecido com a Champions' League e eu tenho saudades daquilo, porra):

1 - Helton
4 - Maicon
5 - Álvaro Pereira a.k.a. "Palito"
6 - Guarín
7 - Belluschi
8 - João Moutinho
9 - Falcao
10 - Cristian Rodríguez
11 - Mariano Gonzalez
12 - Hulk
13 - Fucile
14 - Rolando
15 - Emídio Rafael a.k.a. "Rafa"
16 - Sereno
17 - Varela
18 - Walter
19 - James Rodríguez
21 - Sapunaru
23 - Souza
24 - Beto
25 - Fernando
26 - Castro
27 - Ukra
28 - Ruben Micael
30 - Otamendi
31 - Kieszek

Equilibrado, sinceramente. Custa-me ver apenas 8 portugueses no plantel, mas enfim...

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Europa League - O sorteio



Simpático.
Tudo o que não envolva Manchesters, Arsenais, Milões e Bayerns é simpático.

Turcos, Búlgaros e Austríacos. Venham eles.

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Baías e Baronis - FC Porto vs KRC Genk

Foto retirada do Sapo Desporto

Encarei este jogo quase como um amigável de pré-época. Tinha a consciência tranquila porque a vantagem era grande e por isso não me preocupei, nem quando estávamos a perder, porque sabia ao que ia. Villas-Boas decidiu experimentar (e bem) e como o jogo se propiciava a testes e análises de alternativas tácticas e individuais, o ambiente estava criado para um jogo mais calmo. A equipa não ajudou na primeira parte e os adeptos ficaram mais nervosos do que era preciso. Enfim, o pessoal enerva-se quando não há necessidade e o que se tira do jogo, principalmente, é que estamos na fase de grupos da Liga Europa e esse era o objectivo. Siga para notas:









(+) Hulk É impossível não seleccionar Hulk para homem do jogo. Pensei que Villas-Boas o iria tirar para receber uma ovação de pé do Estádio mas optou por mantê-lo em campo até ao fim. É que não se sabia quando é que haveria outro livre directo em que Hulk pudesse tentar novamente assassinar a bola de jogo. Conseguiu falhar um penalty quando a equipa está a perder em casa, que no estado em que se encontra não deve ser nada fácil de aguentar, mas recuperou mentalmente e seguiu para marcar três, um deles de penalty. Admito que não o teria escolhido para marcar e provavelmente também não teria sido a primeira escolha de Villas-Boas, mas a "fome" com que o brasileiro andou todo o jogo era tanta, a pressão constante ao guarda-redes e as arrancadas pelas alas fizeram dele o alvo dos aplausos da malta, todos eles merecidos.

(+) Fernando Marcou um golo com alguma sorte porque o guarda-redes quis fazer uma dupla homenagem ao novo keeper do Benfica e depois de vestir todo de amarelo, decidiu não defender uma bola perfeitamente ao seu alcance, mas entrou e conta como os outros. No resto do jogo mostrou-se sempre com vontade, algumas displicências no início mas corrigiu na segunda parte também com o reposicionamento de Souza que cobria as suas subidas, com Fernando a fazer o mesmo ao compatriota. Sempre disponível para ajudar na frente, continua a precisar de melhorar no passe porque parece nunca saber a força a aplicar à bola. Não é difícil, rapaz!

(+) Belluschi Nota-se que está com uma motivação diferente do ano passado. Este ano, quando os passes não lhe correm bem, o rapaz desata a correr atrás da bola como se amanhã chegasse o Armagedão, e essa nova atitude está a agradar aos adeptos. Se somarmos a isso a aparente boa forma física no início da temporada e temos um argentino renovado, pronto a roubar o lugar a Ruben que está ainda muito longe da forma mínima (ver em baixo).

(+) Castro Não é possível deixar de gostar deste puto. Está sempre a correr e, ao contrário de Mariano ou Tomás Costa, corre para os sítios que interessam. Agressivo q.b., só peca por não ser muito alto, mas compensa com o empenho. A maioria dos sócios gostam dele e eu também, e só espero que fique no plantel para poder crescer e ser mais vezes opção para o treinador.










(-) Centro da defesa Se Otamendi fôr tão bom quanto o pintam, especialmente nas qualidades de líder, é começar a perguntar-lhe quando é que quer jogar. É que hoje foi um festival de distracções, de displicências e de outras palavras começadas por "dis" como discussões e disleixos (eu sei como se escreve, mas assim bate certo com a fonética, deixem lá passar). Se Maicon já é pródigo nestes alheamentos do mundo ao seu redor e lhe admito algumas falhas porque é novo e porque lhe reconheço valor, principalmente no 1x1, Rolando não pode falhar. Tem experiência a mais para falhar. Ambos os golos do Genk acontecem por sua culpa, e o primeiro golo do Genk é de uma infantilidade extrema, com Rolando a nem sequer colocar o pé para tentar bloquear o remate do avançado. É uma defesa a precisar de um patrão, de um gajo que mande neles, que coordene aquelas mentes para nos voltar a transformar no bloco de cimento que serviu como exemplo de solidez defensiva durante tantos anos.

(-) Varela Medo, muito medo de meter o pé à bola, não conseguiu manter o ritmo do primeiro jogo contra o Benfica. Se Ukra recuperar a forma até Domingo, talvez seja de equacionar colocar Varela novamente no banco, porque apesar de se desmarcar bem continua a falhar na recepção e na concretização.

(-) Ruben Micael Ainda está longe da melhor forma. Está lento, com medo de meter o pé e sem ritmo para jogar a 100%. Com Belluschi na forma em que está, Ruben não tem hipótese de ser titular.

(-) 1ª parte vs 2ª parte As primeiras partes têm sido bem mais fracas que as segundas, e tem de haver um motivo. Não sei se os rapazes entram nervosos ou, pelo contrário, confiantes em demasia, mas o que é um facto é que temos assistido consistentemente a segundas partes mais produtivas que as primeiras. Alguma coisa tem de estar a causar este comportamento.

(-) Impaciência O imbecil do fulano que se sentou hoje ao meu lado direito é, como ele próprio deve saber, uma besta. E como ele há muitos outros, que usam a velha tese do "eu paguei bilhete e exijo que eles joguem bem" como arma para insultar a equipa ao primeiro passe falhado. Alguns, como este parolo, chegam ao ponto de dizer: "Era os outros marcarem mais dois golos para eles ficarem mesmo fodidos e nervosos, equipa de merda, os jogadores são uma merda, o treinador é uma merda, são todos uma merda, nem sei o que estou aqui a fazer!". Pois, eu também não.

(-) Adeptos do Genk Uma cambada de anormais. Quando começaram a cantar ainda antes do jogo, fiquei surpreendido com a saudável quantidade que tinha vindo ao Porto. Nada mais errado. Nem dois minutos depois de começar o jogo e já estavam a lançar petardos por cima dos adeptos da bancada adjacente, cheia de Portistas. Atiraram uma tocha para o relvado e não percebo porque é que a polícia demorou tanto tempo a sacar os bastões e a encher aqueles imbecis de pesadíssima lenha. A carga durou pouco tempo mas acalmou-os. Quanto à intensidade das bastonadas, só se perderam as que caíram ao lado.


Poucos serão os jogos em que se pode experimentar à vontade sem grande receio de perder uma eliminatória. Permitindo-se alguma margem de manobra, o ensaio não correu tão bem como o esperado e o resultado acabou por ser, tal como na Bélgica, melhor que a exibição. Mas as experiências são assim, só espero que Villas-Boas tire as conclusões que achar por bem tirar e continue a trabalhar para a equipa continuar a melhorar. É que o próximo jogo é já no Domingo e vai ser bem mais tramado que este...

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Baías e Baronis - KRC Genk vs FC Porto

foto retirada do MaisFutebol


Não foi um jogo fácil, claramente. A ausência de Hulk teve um peso grande na performance da equipa que se começa a habituar em demasia a jogar com ele e especialmente a depender dele, e quando não o tem as coisas complicam-se. Felizmente conseguimos dar a volta por cima e com a ajuda dos rapazes do Genk, com vontade e empenho mas pouco mais, lá chegamos a um resultado que só uma catástrofe superior ao jogo contra o Artmedia é que nos punha fora da fase de grupos. Vá lá, rentabiliza-se o Dragon Seat. Vamos a notas:









(+) Helton. Não tem havido pai para este rapaz desde o início da época. Esteve brilhante, defendeu tudo o que lhe apareceu à frente, com saídas destemidas aos pés dos adversários, deixando os desgraçados dos Belgas a pensar que estaria um super-herói na baliza dos tipos de amarelo. Evitou, acima de tudo, a chatice de sofrermos um ou mais golos e termos de facto de trabalhar para passar a eliminatória. Resto dos meninos do plantel, ponham os olhos no vosso capitão. Foi o único, a par dos rapazes aqui nos próximos dois parágrafos, que não dormiu em sentido.

(+) Fernando. Para ter sido um jogo perfeito só faltou um golo. Roubou pelo menos 10 bolas aos adversários, com cortes perfeitos, passes perfeitos, posicionamento perfeito e empenho perfeito. Parecia, a dada altura, que os dois colegas do meio-campo é que eram os toscos e que ele era o talentoso, o Fernando, o nosso Fernando, o gajo que não consegue passar uma bola a 20 metros sem rezar à santa para não acertar no treinador com muita força. Já disse que foi perfeito?

(+) Souza. É como se tivessem clonado o Guarín com as devidas alterações genéticas para lhe dar mais uns milhões de neurónios a funcionar. Sai muito bem do meio-campo com força e bom domínio de bola e parece que joga sempre com a cabeça levantada. E aquele golo é um portento, se descontarmos o entusiasmo do José Manuel Marques, que relatou um "grande golo" e o "momento da noite" com toda a euforia de quem está a cortar as unhas antes de ir para a cama. Gostei, quero ver mais.










(-) Permissividade defensiva. Foi algo que ainda não se tinha visto este ano. Vercauteren viu bem que Maicon tem a velocidade de uma tartaruga manca e aproveitou para colocar os avançados a fazerem-no correr pelo ordenado. Pois o nosso rapaz lixou-se e depois de uma primeira parte razoável acabou por ser quase sempre papado por quem quer que lhe aparecesse à frente. Álvaro também não cobriu a zona defensiva como devia, a somar à pouca força do meio-campo Moutinho-Belluschi, que só começou a ganhar bolas e a sair para o ataque quando ficamos a jogar contra 10. Villas-Boas esteve bem (talvez tenha experimentado demais quando ainda estava 1-0, mas compreendo dado o ritmo quase de treino) e "tapou" a zona com Souza. Melhorou mas não muito, então toca de inventar um 4-5-1 só mesmo para ver se colava. E colou, Ruben ajudou a bloquear qualquer hipótese de ataque decente do adversário a não ser pelas laterais. Ficou-me no entanto a impressão que contra 11 rapazes que saibam jogar à bola, podemos ter aí alguma chatice.

(-) Varela. Falei cedo demais depois do jogo contra o Benfica. Ainda está com ritmo lento e nota-se perfeitamente que não tem discernimento para ajudar na defesa, sabendo que não vai conseguir recuperar para pressionar no ataque. Mais uma vez muito trapalhão.

(-) 4-3-3 sem Hulk. Não vou falar de "Hulkodependência" ou qualquer chavão absurdo que a imprensa gosta de inventar. O que é certo é que a equipa perde sem Hulk em campo, e o 4-3-3 não é tão explosivo e dinâmico, especialmente com um meio-campo ainda sem ritmo. Ukra esteve nervoso todo o jogo e Varela, como disse acima, ainda não rende o que pode. Se calhar o 4-4-2 não está assim tão longe de ser uma realidade, pelo menos nestes próximos tempos...

(-) Genk. Juro que pensei que o Genk desse mais luta. É verdade que o penalty (onde não percebo que dúvidas haverá, palavra que não) não ajudou e a expulsão também não (mais uma vez, justíssima), mas estava à espera de mais da equipa que lidera o campeonato na Bélgica. Se estes estão em primeiro...como serão os que vão atrás?!...





Não estava à espera de um jogo fácil e houve alturas em que me enervou a displicência nalguns lances, mas estivemos bem. Uma vitória por 3-0 num jogo europeu é sempre positivo e retira pressão para a segunda mão. Lá estarei a bater palmas, mas antes...venha Domingo e o Beira-Mar!

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Prestígios

Dizer que o FC Porto é favorito não só para a eliminatória contra o Genk como também para vencer a Liga Europa porque tem coeficiente mais alto e porque está habituado a jogar a Liga dos Campeões é o mesmo que dizer que o Braga venceu o Sevilha por 1-0 e como o Sevilha venceu o Barcelona por 3-1, que venceu a Liga dos Campeões há dois anos, o Braga é o maior candidato a vencer a Liga dos Campeões este ano.

Ou seja, uma falácia.

Como disse Villas-Boas, e bem:

"Grandes e pequenas equipas não se diferenciam dentro de campo pelo orçamento ou pelo prestígio. Se não enfrentarmos o jogo como devemos, com uma predisposição competitiva e agressiva, amanhã estaremos fora do estádio com um resultado negativo. Se formos agressivos e respeitarmos o Genk e mostrarmos qualidade, poderemos alcançar um bom resultado."

in O Jogo

Ponto final.

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