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Estás quase!

Não gostava de ser o companheiro de estúdio do Valdemar Duarte. Tanto pelo mau cheiro que provavelmente exalará das vastas axilas, mas também porque o homem está a 2 remates à baliza de ter um orgasmo em directo. E por muito que tal seja motivo de júbilo para a família dele, para os colegas do lado é incomodativo.

Já agora, o Benfica está a jogar muito bem, sim senhor. É pena é que o adversário seja o equivalente a 10 pneus e um guarda-redes. Acho que nunca vi tanta facilidade desde que o Pétain abriu as pernas para o tio Adolfo nos anos 40...

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Baías e Baronis - FC Porto vs Benfica


Qualquer portista que foi hoje ao Dragão ou assistiu ao jogo via SportTV estará neste momento frustrado e triste. Mas desengane-se se pensam que vão ler aqui uma tirada de insultos ao treinador, presidente, estádio, camisolas, relva, enfim, as habituais diatribes exageradas que saem da boca de quem analisa as coisas a quente. O que fica deste jogo é um não-jogo. É o não-jogo que a nossa equipa fez, que mostrou uma inesperada falta de estaleca emocional para dar a volta por cima a uma situação de desvantagem técnica e de dificuldade táctica. O Benfica entrou a pensar em não sofrer golos, agressivo, a tapar bem os espaços e a pressionar alto, e ao contrário do que aconteceu ainda esta época em Viena, ninguém conseguiu acalmar os ânimos e jogar com inteligência e cabeça fria. Falhas individuais sucederam-se, levaram a falhas colectivas e desfizeram uma equipa que nunca pareceu tão igual à que jogou na Grande Implosão do Emirates Stadium. Com todos os clichés no mundo à minha disposição, vou usar o tradicional "é preciso levantar a cabeça e seguir em frente". Porque se vamos ficar a pensar muito no que se passou, a depressão está ao virar da esquina. Vamos, calmamente, a notas:










(+) Varela  De longe o melhor do FC Porto esta noite. Seguiu para a frente pelos dois flancos (direito na primeira parte e esquerdo na segunda) e tentou sempre puxar pelo apoio dos colegas da frente e do lateral que o apoiava, já que o meio-campo fazia apenas figura de corpo presente. Varela tentou muito e acabou o jogo de rastos. Não havia muito mais a fazer.

(+) Sereno  Quando o vi a começar a aquecer, pensei que Jesualdo tinha regressado. Uma invenção em jogos grandes normalmente dá borrada, mas neste caso não foi por aqui que a porca torceu o proverbial rabo. Sereno fez hoje mais jus ao nome que em todos os outros jogos em que tinha alinhado desde Julho, agressivo q.b. e a tentar sempre arrastar a equipa para a frente. Só não fez mais porque não sabe o suficiente.

(+) Sapunaru  Muito mais coração que cabeça, foi dos poucos que tentou rupturas a arrancar pelo flanco, subindo para ajudar Hulk quando o sentido táctico da equipa era pouco mais que inexistente. Com resultados práticos nulos, diga-se, mas não foi por falta de vontade.

(+) Sentido prático do Benfica  Jesus foi o treinador que mais "inventou" no Dragão hoje à noite, especialmente pelo uso de um 4-2-3-1 amarrador, colocando César Peixoto no centro e usando-o para tapar Belluschi ao lado de um Javi Garcia que prendia Moutinho. Com Cardozo a receber muito jogo pelo ar e a prender o amorfo Maicon ao centro, o jogo era facilmente aberto para Sálvio ou Gaitán ou até para Saviola que apareceu muitas vezes na "terra de ninguém", qual Aimar. O Benfica apareceu para não sofrer golos e não só o conseguiu como enervou os defesas do FC Porto ao ponto de levar a falhas inadmissíveis e produzir um resultado muito bom para a segunda mão. Quando assim é, e mesmo não tendo feito um jogo admirável, há que congratular os vencedores. E acreditem que custou muito dizer isto.











(-) Maicon  Com este é o terceiro jogo grande em que Maicon fica ligado a lances que dão golo do adversário ou que levam à sua expulsão e abanam a equipa. Em Alvalade caiu no engodo de Liedson e foi expulso; na Turquia deixou que o avançado o ultrapassasse e foi expulso; hoje, foi a pior exibição de sempre com a nossa camisola, fazendo o suficiente para que Secretário fosse perdoado pela assistência perfeita a Beto Acosta aqui há uns anos. Facilitou não uma vez mas DUAS vezes perante um jogador que nunca desiste dos lances como Coentrão e está ligado aos dois golos do Benfica. A somar a essas duas parvoíces temos mais uma data de erros, de ridículas trocas de bola com Rolando e atrasos permanentes para Helton, levou todos os adeptos a puxar os cabelos de fúria quando perdia bolas fáceis e sentiu-se permanentemente pressionado. Não libertou a pressão e continuou a jogar mal. Muito, mas muito mal.

(-) James  Verde. Muito verde para estes jogos que exigem de um jogador uma capacidade de aguentar a pressão acima da média. Depois do tremendo falhanço na área do Benfica foi incapaz de conseguir levantar a cabeça e aparecer em jogo. Passou penosos minutos a olhar para a bola, não tapou o flanco nem apoiou o avançado nem os médios que estavam tapados e desesperadamente à procura de uma mísera linha de passe, deixando-se enredar na malha defensiva do adversário e perdendo duelo após frustrante duelo com Maxi Pereira. Tem de amadurecer muito.

(-) Hulk  Não foi o principal culpado da má exibição, mas não ajudou. Aqui culpo um pouco Villas-Boas, como já disse no passado, pela colocação de Hulk no centro, que se assemelha não a um "caçar com gato", mas a um "caçar com um ornitorrinco manco e leproso" quando enfrenta uma equipa que sabe tapar os espaços. Raramente conseguiu a margem que precisava para arrancar e perdeu-se em infindáveis fintas e fintinhas que enervavam o Papa. O João Paulo, não este rapaz que lá está agora. Na memória fica uma simulação simplesmente absurda que lhe valeu (bem) o amarelo, depois de ganhar espaço a Luisão e decidir voar para a relva. Ah, e perdeu a bola umas 6 ou 7 vezes para o César Peixoto. Não para o Ashley Cole, para o César...Peixoto. Shame, dude.

(-) Letargia e o baixar de braços  O principal factor que levou à mais pobre exibição da era Villas-Boas foi a incapacidade mental da equipa. Quando entrámos em campo e o jogo arrancou, cedo se percebeu que ia ter de ser um jogo de paciência, de rotação de bola e de libertação demorada da pressão alta do Benfica. O primeiro golo, fortuito e oferecido, abanou a equipa e começou a cavar a profunda sepultura em que a força de vontade para dar a volta foi enterrada. Quando surgiu o segundo golo, a sepultura foi invadida pelo equivalente moral da tuneladora do Metro do Porto. Nunca mais a equipa se encontrou e começou, ao contrário do que era minimamente exigível, a tentar fazer tudo depressa e, consequentemente, mal. Helton a pontapear bolas para a cabeça de Belluschi; Fernando, tratando a bola como se estivesse descalço a chutar um ouriço a romper passes rasteiros direitinhos a Luisão; Hulk a perder a bola para César Peixoto (não me canso de repetir esta destruição da ordem natural das coisas) e Belluschi a passar a bola para o lado sem olhar. Foi confrangedor ver jogadores que deveriam ter maior capacidade emocional de reagir a adversidades sem pegar no revólver e iniciar um jogo de roleta russa com 6 balas na câmara.



Perder contra o Benfica não é nenhuma tragédia, mas a forma como aconteceu deixa qualquer portista infeliz. É fácil, depois do jogo e das decisões tomadas, atacar Villas-Boas pelo critério do não-ponta-de-lança ou da escolha de Sereno em vez de Fucile. Mas há que perceber que o resultado surge depois de uma exibição pobre cheia de nervosismo e com pouca inteligência emocional de uma equipa que já mostrou que é capaz de muito melhor que isto. Villas-Boas, na conferência de imprensa, disse que não espera reflexos desta derrota no próximo jogo do campeonato contra o Rio Ave. Não sei se concordo mas espero pelo próximo Domingo para ver se é ou não verdade...

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Ouve lá ó Mister - Benfica

André, Montgomery luso!

O que dizer sobre este jogo? Mais, o que TE dizer sobre este jogo? Já vamos para a terceira partida contra o gigante vermelho nesta temporada e até agora saímos sempre limpinhos. A grande diferença é que este parece que vai ser um jogo um pouco diferente dos outros, na virtude em que não vamos ganhar nada, mas podemos perder muito. A Supertaça? Ganhámos, troféu para cá. O jogo para o campeonato? Vitória, ainda faltam muitos mais jogos para acabar o torneio e muita volta ainda pode dar esta tômbola da bola.

Mas a Taça? Aqui pia-se mais fininho e não estou a falar da voz do Carlos Martins. Aqui um golo sofrido pode significar uma mudança radical na eliminatória com um pequeno azar no jogo da segunda mão. Até podemos estar a ganhar por 2-0, tudo descansadinho...e depois uma falha, uma desconcentração, uma leviandade...e pumba, está o caldo não só entornado como em chamas. Por isso muito cuidadinho com a defesa.

Não sei se já sabes mas o Carlos Martins ficou de fora. Em nome dos adeptos Portistas, é um motivo de regozijo, porque ver aquele caga-tacos a correr no nosso belo relvado é tão motivador e interessante como observar o delicado obrar de um labrador na barragem de Crestuma. Mas isso também significa que vão encher o meio-campo com mais um talentoso e cuidadoso distribuidor de lenha para tentar a todo o custo arrancar as pernas do Moutinho pela raíz ou serrar os joelhos ao Hulk. Por isso muito cuidadinho com o meio-campo.

E na nossa frente (equivalente às traseiras deles), diz ao Hulk para não inventar. Que corra, que deslize como o vento e que olhe bem para o Falcao para lhe passar a bola. Espera lá, o Falcao vai jogar, pois vai? Diz-me que sim, André, não nos faças a desfeita de convocar o rapaz e depois mandá-lo para a bancada VIP para perto dos tótós todos que não pagam bilhete! Nem que o rapaz tenha de jogar de muletas, é para estar lá dentro!!!

É para ganhar, como todos os clássicos. Mas este em particular, é para ganhar sem sofrer golos. O resto...lá para Abril tratamos disso.

Sou quem sabes,
Jorge

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Dicas rápidas para ganhar ao Benfica

Este ano temos um score perfeito contra o actual campeão nacional. Dois jogos, duas vitórias, 7 golos marcados e zero sofridos. Responsáveis por estes números foram duas exibições quase perfeitas, de raça e vontade, com índices de concretização e concentração excelentes. Mas este jogo será um pouco diferente, seja pelas circunstâncias das lesões do nosso lado ou pela boa forma do lado contrário, quer-me parecer que este jogo vai ser mais complicado de vencer. Podem dizer que é o meu lado pessimista a vir ao de cima, mas trata-se de uma pura análise estratégica das forças morais que têm regido os dois lados da barricada. Assim sendo, quais serão as nossas melhores hipóteses para levar de vencida aquela que será a principal oponente à vitória nesta competição? Ficam as dicas:


  • Aproveitar os flancos...
Não é segredo nenhum que a grande força do FC Porto está na construção de jogadas ofensivas, particularmente com o uso dos dois extremos em apoio ao ponta-de-lança. Sejam eles Varela, Hulk ou James (já que Mariano e Cristian Rodriguez parecem arredados de uma contribuição de valor acrescentado), qualquer um deles pode virar o jogo para o nosso lado. Partindo do pressuposto que Falcao será utilizado e Hulk terá Coentrão pela frente, o papel do outro extremo torna-se ainda mais importante, porque Maxi é um defesa rijo que joga no limiar da violência, contando com a permissividade de muito bom árbitro ao bom estilo Luiziano. Assim sendo é ainda mais importante ter o apoio do lateral (Fucile, presumo) para criar situações de 2x1.

  • e tapar os flancos.
Ao mesmo tempo que devemos avançar com os nossos rapazes pelas alas, também temos de ter algum cuidado com a rapidez dos extremos deles. Gaitán mas principalmente Sálvio (não por ser um jogador genial, que não é, mas por ser rápido e saber bem o que fazer com a bola) vão explorar qualquer oportunidade de ruptura pelas alas, apoiados sempre por Coentrão e Maxi que já são nossos velhos conhecidos. Tanto Sapunaru como Fucile têm de estar precavidos contra subidas exageradas sem cobertura e Fernando vai ter de estar muito atento (com Guarín o fez no 5-0) para tapar as subidas dos nossos laterais.

  • Pausar o jogo sempre que fôr preciso
Moutinho e Belluschi. Duas faces da mesma moeda, a cabeça e o irreverente, a calma e a loucura, a pausa e a aceleração. Por estes rapazes, marcados de perto por Javi Garcia e talvez Airton, vão estar sempre no centro da acção. Têm de arranjar maneira de acalmar o jogo, de recuar quando fôr necessário para evitar a pressão de um meio-campo defensivo do Benfica que é forte e rijo e que vai obrigar a encontrar espaços não só para a frente mas também pela rotação da bola por zonas mais recuadas. Habituem-se e parem de assobiar.

  • Atenção à cobertura no contra-ataque
Guarín teve a sua oportunidade e agarrou-a bem. Fez um jogo muito bom no 5-0 mas foi já re-substituído por Fernando, um jogador com mais talento natural para aquela posição. Fernando tem de se entender muito bem com os laterais e com o central mais adiantado (que será, salvo erro, Otamendi) para cobrir a "terra de ninguém" que Aimar e Saviola sabem aproveitar muito bem.

  • Pressão sobre o colega de Luisão
Sem David Luiz o Benfica fica mais fraco. Não vale a pena lembrarem que o Hulk lhe desfez os rins no 5-0 porque esse foi um jogo atípico, até porque o rapaz valia muito mais que aquilo que mostrou, especialmente quando jogava no centro da defesa. Assim sendo, e pressupondo que Jesus não vai inventar como fez (mal) no passado, o lugar ao lado de Luisão será ocupado por Sidnei ou (vá-se lá saber porquê) Roderick. Qualquer um desses dois tem de ser pressionado para falhar, porque não tenham dúvidas: quem quer que seja o rapaz, vai estar nervoso.


Muito mais haverá a dizer sobre as previsíveis nuances tácticas do jogo desta quarta-feira. Destaquei estas três porque o FC Porto tem de dominar o jogo, não só de o controlar. Tem de marcar e evitar sofrer, porque numa eliminatória com dois jogos em que os golos fora contam a dobrar (ver regulamento aqui) não se podem correr riscos. Muito menos contra o Benfica.

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Para quarta-feira...


...eu já tenho o meu...e vocês?


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Que pena, Domingos!

"Eu vi, como todos os portugueses viram, os jogadores do Sp. Braga agredirem jogadores e funcionários do Benfica, no intervalo do jogo entre os dois clubes. Tal como vi as imagens das agressões de jogadores do FC Porto, no túnel da Luz. Portanto, escusa de negar a realidade. Se alguém anda a prejudicar o Sp. Braga, ou o FC Porto, são os jogadores das duas equipas, que tiveram atitudes essas sim inqualificáveis em profissionais de futebol. É evidente que eu preferia que o senhor declarasse que comportamentos desses são graves e prejudiciais aos interesses do clube que lhes paga o salário. Mas, esse desejo é puro delírio da minha cabeça e nunca irá acontecer. O futebol português há muito que vive da negação da realidade e da pura mentira. É muito mais fácil, e popular, atacar os obscuros "corredores do poder"..."

Domingos Amaral in Record, 7 de Fevereiro de 2010, sobre o caso do túnel da Luz.

É uma pena que pouca gente se ofereça como voluntário para te curar a ressaca, Domingos.
É que agora estou mesmo com vontade de ler o que vais escrever com a espinha feita num oito.

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Que pena, Leonor!

"Toda a argumentação dos defensores públicos de Hulk, Sapunaru e companhia, que pretendem ver os agressores como vítimas de provocações por não-agentes desportivos, é, sem querer ofender o chamado Terceiro Mundo, um exemplo de terceiro-mundismo mental e, pior ainda, querendo fazer dos outros estúpidos."

Leonor Pinhão in A Bola, 15 de Janeiro de 2010, sobre o caso do túnel da Luz.

É uma pena ter deixado de ler o que escreves n'a Bola, Leonor.
É que agora estou mesmo com vontade de ler o que vais escrever com a espinha feita num oito.

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Que pena, Ricardo!

"O leitor deseja agredir alguém? Um vizinho, um familiar, um desconhecido qualquer? É fácil: diga que foi provocado. As provocações, sejam de que tipo forem, justificam qualquer agressão. Uma anónima agrediu o Papa? Foi, de certeza, vítima de uma armadilha bem urdida. O marido bate na mulher? É impensável que a tenha agredido sem que tivesse havido forte agravo. Toda a gente sabe que os agressores são, em geral, gente ponderada e cordata, que só opta pela violência física caso seja vítima da afronta mais grave, mais perversa e mais criminosa que pode ser perpetrada: a provocação. Não será por acaso que a lei portuguesa prevê molduras penais extremamente pesadas para homicidas, violadores e autores de provocações."

Ricardo Araújo Pereira in A Bola, 10 de Janeiro de 2010, sobre o caso do túnel da Luz.

É uma pena teres deixado de escrever n'a Bola, Ricardo.
É que agora gostava mesmo de ler o que conseguias escrever com a espinha feita num oito.

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Memória Azul - Nº 6 - Benfica vs FC Porto



foto retirada da Record "Revista da época 1996/1997"

No dia 11 de Outubro de 1996, o FC Porto visitou a Luz para o Campeonato e venceu por 2-1 com golos de Jorge Costa e de um rapaz que na altura já estava a começar a dar que falar: Mário Jardel. Esta foto consegue o raro feito de reunir duas duplas que fizeram história em Portugal, por motivos totalmente diferentes: Aloísio e Jorge Costa, pela solidez defensiva, classe e profissionalismo; Paulinho e João Pinto, pela rivalidade extrema dentro de campo. E umas cotoveladazitas.

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Antigamente divinizava-se...

Mal vi o resultado do sorteio da Taça que nos colocou o Pinhalnovense pelo caminho, a primeira coisa que pensei foi: "Que sorte estamos a ter este ano no sorteio!". Como é lógico no pensamento deturpado da maioria da gente mal-intencionada, logo comecei a ler tiradas com lamúrias à legalidade do sorteio, que o FC Porto era sempre beneficiado, que estes "inserir termo depreciativo aqui" são sempre a mesma coisa. O costume, portanto.

Assim sendo e como os comentários surgiram em blogs afectos ao Benfica (que sigo porque gosto de saber o que pensa o "inimigo", como sabem) dei-me ao trabalho de recolher dados sobre as últimas 7 edições da Taça de Portugal (usando o ZeroZero como base de dados) e comparar as estatísticas de ambos os clubes nesta competição. Ora vejam lá os jogos do Benfica desde 2003/04, o último ano em que venceram o troféu:


E agora os jogos do FC Porto:


Muita informação, não é? E um quadro-resumo, isso é que era! Cá está ele:


É fácil perceber que a conversa é apenas isso. Conversa. A forma como se interpretam factos de uma maneira subjectiva é sempre passível de contraditório, particularmente pela própria subjectividade. Em português: "oh, tem juízo!".

O problema, como disse em conversa com um amigo, é que a maior parte das pessoas que gostam da bola não fazem uma análise crítica e séria aos factos que ouvem e tomam como verdadeiros. Assumem que a sua verdade é A verdade, emprenham de ouvido e propagam a mentira, servindo o propósito dos que a espalham. Em tempos idos, a malta divinizava tudo o que não compreendia ou que achava ser contrário às suas pretensões. Hoje em dia, para um segmento da nossa sociedade, tudo o que acontece de mal a essa malta...acabam por corruptizar. É normal e perfeitamente saudável.

Fica o apelo: quando ouvirem algum facto como verdade, tentem descobrir se o é de facto...um facto. É só para evitar que façam figura de parvos.

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As conchas

Há uma passagem no famoso "Vinte Mil Léguas Submarinas" de Júlio Verne, em que o assistente do Professor Aronnax, de nome Conseil, está acompanhado de Ned Land (certeiro arpoador) a perscrutar a vastíssima colecção de conchas pertencente ao seu anfitrião no Nautilus, Capitão Nemo. Enquanto analisam o espólio, Conseil é capaz de identificar a grande maioria dos espécimens através da classe e do seu nome científico, ao passo que Ned, prosaico e com sentido prático apurado, identifica-os pela sua apetência para cair no bucho com agradabilidade. Ou seja, se se podem comer ou não. Ao longo desta discussão podemos perceber que o autor nos transmite a mesma verdade vista por dois lados: para cada situação há duas maneiras de o ver, duas formas de construir factos que ambos terão a sua verdade mas apenas através dos olhos de quem os vê, pois  as conchas eram objectos com valor científico para Conseil ao mesmo tempo que serviriam como aperitivo para Ned Land.

E agora, vamos ao Benfica.

Estou solidário com os adeptos benfiquistas, com Jesus e com os jogadores. É incrivelmente frustrante vermos a nossa equipa a jogar melhor, a produzir mais e a sermos incapazes de acertar nas redes por dentro da baliza por qualquer delírio dos Deuses que se lembraram naquele dia, naquela hora, naquele remate, de defecar nas caras dos rapazes de vermelho. É injusto e qualquer portista que esteja agora a gozar com isso sabe que um dia, não muito longínquo, pode apanhar com a mesma sina. Os mais novos de todos não se lembrarão, mas estive no Estádio das Antas no dia 7 de Março de 1993 num mítico FC Porto vs Famalicão, em que ao fim do que pareceram 1500 remates à baliza e uma cabeçada direitinha à baliza do famalicense Vieira, saí da bancada a pensar "podíamos estar aqui mais três horas a rematar que hoje não entrava nada". Ninguém melhor que Carlos Manuel, comentador ontem do jogo de Telavive na SportTV (que por estar a jantar não ouvi patavina do que disse), se deverá lembrar desse Portugal vs Alemanha de 1985, em que o próprio marcou um golaço num jogo em que os alemães decerto se recordarão que se o jogo durasse até hoje, a bola ainda não tinha entrado na nossa baliza.

Há dias assim, todos sabemos. Mas...


  • Se a Direcção, a equipa, o treinador e os sócios não tivessem cavalgado a onda pseudo-vitoriosa que a imprensa lhes gerou, com promessas de vitória na Champions com uma equipa de pés de barro, em reestruturação e a precisar de alguma atenção e cuidado...
  • Se não assumissem como facto (ligação ao primeiro parágrafo, rebuscada mas correcta) que o Benfica é melhor e que afinal os outros não tem o nosso passado e mais um remate e a bola entra...
  • Se tivessem assentado ideias e acalmado os sócios sem prometer este mundo e o próximo com declarações como "o Barcelona e o Benfica são os maiores da Europa"...
  • Se tivesse havido uma mentalidade não de vencedor antecipado mas de vencedor em campo...se não jogassem com os mitos e a história e os louros de uma excelente vitória no ano passado...
  • Se os seus treinadores tivessem aprendido com o que se passou ano passado em Anfield...talvez se tivessem qualificado com maior ou menor dificuldade para a próxima ronda, até porque têm equipa para isso.


Assim...capitularam perante adversários que foram inteligentes e eficazes. O Benfica não saiu da Champions' ontem à noite. O Benfica começou a sair da Champions' mal lá entrou.

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Para mais tarde recordar...


Mais uma foto-reportagem impecável do Pedro Blue, a ver no Fotos da Curva.

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Baías e Baronis - FC Porto vs SL Benfica

Foto retirada de fcporto.pt

Demorei um pouco até escrever esta crónica. Cheguei a casa, estacionei o carro e fiquei sentado uns bons 20 segundos, a acalmar a respiração e a sorrir. A sorrir muito. Agora que estou sentado em frente ao computador, com uma chávena de chá e uma fatia de pão ao lado, vou revendo o jogo e percebendo que não havia necessidade de estar nervoso à chegada ao estádio. Era um clássico, porra, e em clássicos não há facilidades, por muito forte que a nossa equipa esteja, a outra também o é e pode-nos lixar a vida com um simples lance fortuito ou uma falha que, humanamente, acontece a qualqeur um. Hoje não foi um desses dias. Não houve falhas, não houve lances fortuitos. Houve uma equipa de azul-e-branco a demolir uma outra de vermelho, a mostrar que neste momento somos a melhor formação do país. Podemos vir a perder esta alegria de jogar, esta máquina de futebol em que se está a transformar a equipa do FC Porto, mas neste momento, neste singelo momento, somos os melhores. E ainda mais importante: provámo-lo em campo. Vamos a notas:









(+) FC Porto Todos os jogadores estão de parabéns, por um ou outro motivo. Da baliza até ao jogador mais avançado, a equipa do FC Porto hoje jogou com um entusiasmo, uma vontade férrea de ficar com os três pontos em disputa e conseguiu-o com todo o mérito. Desde a dupla de centrais, rijos e certos, passando pelos laterais, agressivos e implacáveis, continuando por Guarín, improvável esteio à frente da defesa e importante na rotação de bola, seguindo para Moutinho, esse trabalhador incansável e inteligente no passe, ou Belluschi, um misto de esforço e génio, com Varela e Hulk a romper pelas alas cheios de vigor e querer, ou Falcao, o rapaz que está no sítio certo mais vezes. Foi bonito, foi harmónico, foi futebol.

(+) Villas-Boas Quem saiu mais satisfeito deste jogo, para além dos adeptos e dos jogadores, é ele. A forma como conseguiu manter-se fiel aos princípios que advogou para a equipa, a rotação de bola constante no meio-campo, a marcação do tempo de jogo qual metrónomo, acelerando só quando é preciso e travando quando não adianta ir em correrias loucas, os lançamentos bem pensados e melhor efectuados, a troca constante de posição dos centro-campistas, a pressão constante mal a bola atravessa a linha que divide o ataque da defesa...tudo isto são conceitos de Villas-Boas que a equipa parece já ter interiorizado e que se vê em campo. Villas-Boas, para além de ter conseguido incutir estas ideias nos jogadores, conquista o público com as conferências de imprensa lúcidas, correctas, intensas, ricas, cheias de dialéctica correcta e ausentes de retórica barata. É bom treinador, o moço.

(+) Hulk Compreendo como se deve sentir David Luiz. E Fábio Coentrão. E Salvio. E Gaitán. Todos eles foram ultrapassados por Hulk em velocidades impróprias para um jogo de futebol. Hulk está em grande forma e conseguiu um feito "Capuchiano" que nem Quaresma tinha conseguido: a malta já lhe perdoa uma ou duas parvoíces por jogo. É que a produção no resto do tempo é muito, mas muito acima da média.

(+) Belluschi Já fez mais neste terço de temporada que em toda a época 2009/2010. É um jogador diferente, moralizado, empenhado, com génio no ataque e esforço na defesa. Dilacerou os rins a David Luíz e Sidnei no 2º e 3º golos respectivamente, mostrando que por vezes os bons jogadores precisam de se adaptar e de ganhar novos ritmos e rotinas. Precisam, portanto, do treinador certo.

(+) Sapunaru Já disse tão mal de Sapunaru que me tenho de penitenciar com galhos de uma qualquer árvore, desde que sejam rijos para marcar as costas. Que jogo fabuloso fez o romeno, sóbrio, simples, prático, imperial. Um herói na defesa ao corredor de David Luiz e Coentrão, Sapunaru hoje esteve perfeito.

(+) A galinha Ir ao Dragão com mais 50 mil pessoas? Entusiasmante. Estar lá a presenciar a destruição do Benfica às mãos do FC Porto com 5 secos no bucho? Utópico. Ver uma galinha a ser atirada para perto do guarda-redes do Benfica? Priceless.










(-) Jesus Se o FC Porto esteve forte porque se manteve fiel à estrutura que tem vindo a desenvolver e a implementar em campo, o Benfica foi fraco (não só mas também) por ter mudado radicalmente a sua filosofia de jogo. Qual Jesualdo em Londres ou Robson em Barcelona, Jesus mudou a equipa de uma forma que me surpreendeu, com David Luiz a defesa-esquerdo, Salvio em vez de Saviola e Sidnei no centro da defesa. As rotinas do Benfica rápido, prático e ofensivo perderam-se completamente, já que Coentrão nunca conseguiu o corredor para voar, David Luiz sem ritmo nem a garra do costume apanhou com Hulk e Belluschi com a confiança em alta, Salvio e Saviola só têm em comum uma certa semelhança no nome e Sidnei...é só fraquinho. Jesus, como se não bastasse o banho de bola que tinha levado, muito dele por culpa própria, deu uma conferência de imprensa a cuspir metaforicamente para o ar. Dizer que o FC Porto venceu porque teve um (sim, UM) jogador inspirado, é tão redutor como dizer que a Espanha venceu o Mundial porque Iniesta fez um ou dois bons passes. Jesus, que costuma ser bastante analítico e inteligente na análise aos lances, passou uma imagem de adepto ferrenho. Fica-lhe mal.

(-) Luisão Já na primeira parte, quando se pegou com Rolando, deu ar de quem estava excessivamente nervoso para um capitão de equipa num jogo destes. É inadmissível, à semelhança do que aconteceu com Bruno Alves no ano passado no Algarve, que um capitão de equipa tenha um comportamento como Luisão, agredindo um adversário que foi inteligente o suficiente para o pressionar até ao ponto de ruptura. A questão é que esse ponto não pode nem deve nunca ser atingido num jogo de tanta pressão, especialmente quando se é capitão de equipa. Cristian Rodríguez, na 5a feira, foi expulso contra o Besiktas. Hoje, Luisão, fez muito pior.

(-) O exército de polícias Quando cheguei à Alameda do Dragão, eram ainda perto das 17h, impressionei-me com a quantidade de polícias que estavam perto do estádio. Como assisti a quase todos os FC Porto vs Benfica desde 1992, já tenho alguma rodagem nestes clássicos e nunca vi nada como hoje. Um helicóptero a acompanhar em permanência o autocarro do Benfica, centenas de polícias a sair de dezenas de carrinhas e autocarros do corpo de intervenção, quase todas as passagens barradas e um ambiente de imponência a parecer uma zona de guerra em rescaldo. Tanta fachada...e não conseguiram evitar que dois ou três retardados atirassem bolas de golfe ou pedras ou sei lá o que raio atiraram ao autocarro do Benfica e partissem alguns vidros. Ah, e quem paga isto tudo? Pois, os mesmos que se queixam da crise. Carrega, lusitano.





Cheguei a casa rouco. Não me lembro de gritar muito durante o jogo, mas a minha garganta lembra-se. Este foi daqueles jogos que vai ficar na memória de tanta gente durante muito tempo. Ganhámos 5-0 ao Benfica. No Dragão. Com 50 mil almas a saltar, a exultar, a vibrar com um FC Porto demolidor, com jogadores cheios de confiança, seguros do que faziam e com uma garra, sentido de sacrifício e vontade de vencer como raramente se vê. Hoje, com a força toda que consegui reunir, gritei. Não me lembro. Só me recordo dos golos, da festa e da alegria de vencer um grande jogo a uma grande equipa que hoje não o foi. Por nossa culpa.

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Ouve lá ó Mister - Benfica

André, timoneiro!

Ah, carago, chegou o dia!!!

Anda toda a gente à espera deste Domingo. Adeptos e televisões de todo o mundo vão estar com os olhos coladinhos no Dragão, com as garras afiadas, as gargantas afinadas e a emoção na ponta da língua e do cachecol. Toda a gente está na expectativa de um confronto épico.

Não sou desses. O que quero, pura e simplesmente, é uma vitória. Pode ser por meio-zero, pode ser um auto-golo, pode ser em tempo de descontos, pode ser marcado pelo Helton de baliza a baliza. Não me interessa, desde que ganhemos. É daqueles jogos de tripla, já sabes, mas poder agarrar os bragging rights e poder andar algum tempo a empunhar o facho da vitória na cara dos gajos não tem dinheiro que se pague. Priceless, portanto.

Quanto ao jogo, não tenho muito a dizer que já não tenha dito uns posts atrás. É para ganhar a qualquer custo (dentro da lei, claro, não quero andar a ter de desculpar o Proença, já viste a ignomínia?!) e acima de tudo jogar melhor que eles. Não há nada melhor que conseguir vencer um clássico destes e dizer: "Ganhámos e ainda por cima ganhámos sem espinhas!", como pudeste dizer na Supertaça.

Só te peço uma coisa: acalma o Hulk e o Fucile já que o Fernando vai estar calminho a ver o jogo na bancada. Esses rapazolas gostam muito de discutir com o árbitro e cheira-me que à primeira: "Mais professô, foi ele que empurrô, cára!" ou "Mira, hombre, el ha intentado el penal, coño!", pumba, amarelo. Estes não são o Besiktas. São mouros mas não tanto.

Força aí. Segunda-feira quero poder chegar ao trabalho com um sorriso estampado no focinho. E isso, a uma segunda-feira, não é fácil.

Sou quem sabes,
Jorge

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Toca a tirar as camisolas do armário!

Este Domingo, pelas 20h15, o FC Porto joga em casa contra o Benfica, depois de 9 quase-todas-boas jornadas de campeonato. Vou tirar a camisola do armário, vesti-la com orgulho e deslocar-me até ao estádio. Ainda não sei se vou de carro até lá perto ou se estacione em qualquer lado e apanhe o metro. Mas vou estar lá.

Esqueçam lá a parvoíce de atirar calhaus ou de se meterem com os gajos à chegada, tanto com a equipa como com os adeptos. O jogo é lá dentro. É ridículo pensar que todo o barulho à volta deste espectáculo tão belo e artístico se pode reduzir a energumenices (isto existe?) por isso se a polícia começar a bater a torto e a direito, pisgo-me e vou por outro lado.

Tirem vocês também a vossa camisola ou cachecol para fora e preparem-se para o jogo.
Bebam um fino com um grupo de amigos e discutam as nuances no plantel, discordem de algumas escolhas de Villas-Boas e elogiem as que gostarem.
Ponham-se à conversa com um colega Portista a descer a Alameda ou a subir de S.Roque e exultem com o regresso deste grande clássico.
Entrem no Dragão orgulhosos, usando as vestes das nossas cores e ostentando triunfantes o símbolo que nos une.
Paguem mais de um euro por um café que sabe a adubo e questionem-se: "Mas porque é que não dei um salto ao Bom Dia, raio de condutores-de-fim-de-semana/gajos-que-entram-tão-devagar-para-o-metro que me fazem chegar tarde à bola, palavra de honra que para a próxima atropelo/empurro a velha."

Retomem as vossas rotinas habituais, meus senhores e minhas senhoras. O espectáculo está quase a começar.

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Sugestões para vencer o Benfica

Depois do jogo contra o Besiktas, que serviu como semi-amargo aperitivo para o que vem aí no Domingo, eis que aparece no horizonte o confronto esperado com a malta de vermelho. O Benfica é actualmente a equipa mais forte de Portugal a seguir ao FC Porto e por isso vai ser o jogo mais complicado da época até agora. Exige-se concentração máxima, vontade de vencer e nervos de aço.

Para além dos clichés do costume que acabei de listar, há muitas formas de tentar ganhar o jogo e então fica o meu contributo táctico:
  • Aproveitar o espaço deixado pelas subidas de Fábio Coentrão pela ala esquerda.
  • Hulk deverá jogar pelo mesmo flanco e apesar de servir como tampão às correrias do caxineiro (que está num pico de forma assustador), onde pode ser mais rentável é no contra-golpe. É preciso convencer Hulk que neste jogo vai ter de recuar bastante para receber as bolas recuperadas na defesa e partir rapidamente por lá fora. E se no fim do jogo não se conseguir aguentar de pé para agradecer aos adeptos, o pessoal compreende. 
  • Pressionar os criativos do Benfica.
  • Tanto Carlos Martins como Aimar são rapazes que podem mudar o jogo num único passe. Não se pode permitir espaço nem a um nem a outro, com Aimar há que impedir os dribles em progresão e quanto ao gajo-que-não-se-cala-em-campo temos mesmo que começar a picar o gajo para ver se o Proença o manda prá rua. O animal está lamentavelmente em grande forma. 
  • Manter a posse de bola o maior período de tempo possível.
  • Se a bola estiver do nosso lado...e se o Secretário não estiver em em campo, o adversário não pode fazer nada com ela. Há que manter a bola a rodar entre os jogadores, com Fernando, Moutinho e Belluschi encarregues de manter o ritmo do jogo que nós quisermos e apenas entregar para Hulk e/ou Varela quando houver hipóteses claras de fazer alguma coisa de jeito. Caso contrário tem de ser "pede, domina, olha, passa." toda a partida. 
  • Cortar (a todo o custo) as entradas a rasgar de David Luíz.
  • Atenção que não estou a falar das patadas nem das cotoveladas, que essas vamos ter de aguentar a não ser que Proença cometa o sacrilégio de mandar o rapaz para a rua pela primeira vez no campeonato Português. Sim, é verdade, David Luíz nunca foi expulso em Portugal. Parece mentira, não é? Pois. Mas estou mesmo a falar do maior talento dele, as jogadas de ruptura peloo meio-campo em progressão e com posse de bola. É muito perigoso deixá-lo entrar livremente pela nosso terreno defensivo porque os desiquilíbrios que cria e a agressividade positiva (aqui sim) do brasileiro são uma mais-valia incrivelmente importante quando o jogo está aparentemente controlado. 
  • Cuidado com as ingenuidades.
  • Não podemos cair na esparrela que aconteceu ontem com Rodríguez. Os jogadores do Benfica são jovens mas experientes, com inteligência para provocar na altura certa e sacar um ou dois amarelos quando dá jeito. Não acho mal que o tentem, mas não podemos cair nisso. Ouviram, Fernando, Hulk e Fucile...não discutam com o árbitro, não entrem de carrinho por trás com toda a força nem comecem a simular faltas e agarrar a bola amuadinhos se o árbitro não as marcar. O jogo dura 90 minutos e precisamos de 11 gajos em campo.
Acima de tudo é preciso ser prático e não inventar. Que se lixem os olés, o que interessa são os três pontos!

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Das duas, uma.

Benfica pediu 2500 bilhetes para o Dragão.

Das duas uma:

  • Compram os bilhetes e não aparecem ao jogo, mostrando assim (inteligentemente) a sua indignação para com os gambuzinos que povoam as suas mentes;
  • Vão até ao Dragão e assistem à partida, mostrando que o gosto pela bola é mais importante que os distópicos apelos dos dirigentes;

De qualquer das maneiras é bom para nós. Então andam as claques um ano inteiro a ensaiar o "SLBSLBSLBSLBSLBFDPSLBFDPSLB!!!" para depois não dizerem nada no único jogo em que faz remotamente sentido cantar essa parvoíce. Era um desperdício.

PS: Eu bem tento não falar mal do Benfica mas continuam-me a dar razão para me contradizer. Porra.

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Nothing to see here, move along

Todo este circo mediático que está a ser criado em torno do FC Porto vs Benfica é ridículo. Por vários motivos, nenhum dos quais pode ser mencionado por Rui Gomes da Silva, que ainda ontem conseguiu o feito quase inédito de fazer com que Guilherme Aguiar soasse como um rapaz normal, coerente e com argumentos para derrotar, diria até esmagar o pobre ex-ministro (vá-se lá saber como) até debaixo da pedra de onde surgiu. A tomada de posição de Dias Ferreira ontem no Dia Seguinte, exageradamente exaltado mas fiel à sua "persona", foi perfeita para acalmar os ânimos e definir o que é de facto uma astuta estratégia montada de dentro para fora e que é, à falta de melhor termo, um win/win. Senão vejamos quais serão as prováveis reacções benfiquistas aos eventuais cenários:


  • O Benfica vence o jogo e há pedradas e violência gratuita antes e durante o jogo:





  • Luís Nazaré vem a terreiro afirmar a vitória do bem contra o mal, qual Aliança Rebelde contra o Império Galáctico do Mal, Frodo contra Sauron ou Jack contra Locke. Os bons triunfam e os maus, os violentos, os acintosos, os entes maléficos não conseguiram parar a cavalgada triunfal da luz, da esperança da Humanidade perante a vil, perniciosa influência da versão futebolística da negra Ceifeira. Jesus rejubila com a vitória, Villas-Boas é um menino malcriado e Pinto da Costa reuniu as tropas para gerar o Armagedão e vacilou perante a força do Bem e da irmandade entre os Homens.


  • O Benfica vence o jogo e não há pedradas nem nada do género:





  • A vitória dos grandes, da esperança do país em tempos de crise, do factor de união que é o Benfica. O melhor futebol dentro de campo imperou e o brilho das armaduras vermelhas que surgiram como um sinal de paz e que remeteram os vândalos do Norte para as suas covas, encolhidos de medo perante a demonstração de pujança dos ungidos pelo Cordeiro. Agora sim, a caminhada triunfal está estabelecida, o percurso será imaculado e o horizonte é brilhante. O Mal foi derrotado e o Bem está de volta.


  • O FC Porto vence o jogo, sem problemas cá fora:





  • Vieira, à saída do estádio, assume que a crise da verdade desportiva está no seu zénite e os problemas do país futebolísticos foram evidentes em campo. O senhor esteve condicionado pelo clima agreste criado pelos jogadores e pelo público, roubou descaradamente o Benfica e nunca se pensou chegar a este ponto. Jesus quase agride o flash-interviewer da SportTV mas depois admite que o Benfica não aguentou a pressão, que os jogadores deram boa réplica mas não conseguiram libertar-se das "algemas invisíveis" que o árbitro lhes colocou, inibindo o seu melhor futebol.


  • O FC Porto vence o jogo e há escaramuças à chegada:




  • A polícia entra em campo e impõe a ordem. Vieira reclama protecção individual para cada jogador no seu trajecto entre a sua casa e o centro de estágio e dirige-se mais uma vez a Rui Pereira para demolir o Estádio do Dragão para impedir que qualquer pessoa de bem possa ir lá e ser violado com paus com pregos na ponta. Clama-se pela implosão dos bairros sociais da urbe invicta e a violência e agressividade que se sentiam nas Antas são usados como case study para o Benfica pedir a perda de 45 pontos do FC Porto, arrecadados em todas as vitórias dos últimos anos. O Benfica admite não jogar em mais nenhum estádio acima do Carregado até que a situação esteja resolvida e sugere aos adeptos que não saiam de casa nem para comprar tabaco.

    Quando um gajo se olha ao espelho e não vê as evidências, das duas uma: ou é vampiro e deverá imediatamente deslocar-se a uma estação de televisão para ver se saca algum guito porque há-de haver mais uma novela prontinha para sair enquanto o estupor da moda durar; ou então é má pessoa.

    Por isso ficam dois apelos: em primeiro lugar façam como eu e a partir de hoje e até à semana do "clássico", deixem de falar no FC Porto vs Benfica. Ainda temos de fazer 5 jogos até lá chegarmos (Taça, dois da Liga e dois da Europa League) e falta tempo demais para nos preocuparmos com fait-divers; e por favor deixem os rapazes chegar até ao Dragão sãos e salvos. Vamos fazer com que o ambiente seja hostil dentro do Estádio à custa não de pedras nem bolas de golf nem canivetes mas com as nossas vozes. E, acima de tudo, vamos ganhar o jogo em campo. Cá fora não interessa a ninguém.

    UPDATE: video do Dia Seguinte de ontem:

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    A Google é anti-benfiquista?!



    Para não dizerem que são os Portistas que menos gostam do Benfica...temos aqui o exemplo que as rivalidades na 2ª Circular estão bem vivas...

    Sim, é mesmo no Google Maps...

    PS: para quem não sabe, o vermelhices.com é um site sportinguista...

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    Falsos moralismos



    Não quero estar sempre a mandar bitaites contra o Benfica até porque este é um blog sobre o FC Porto e não contra o Benfica ou contra quem quer que seja. Talvez contra o Rui Gomes da Silva, mas nem sempre. No entanto, este video não consigo deixar passar despercebido e acho que toda a gente devia ver, portistas, benfiquistas, amantes de futebol, todos. O video ilustra algumas situações que se têm passado e que mostram que nem sempre devemos acreditar em tudo o que nos dizem e que há sempre dois lados em cada história. As pessoas habituam-se a não pensar pela sua própria cabeça e a não analisar os factos e depois acabam por falar demais sobre assuntos sobre os quais não estão bem informados.

    O problema principal é que ninguém sai bem disto. Ninguém. Porque o FC Porto nem sempre dá a cara por actos aberrantes de alguns adeptos e porque o Benfica, criticando-o, faz o mesmo. E quem tem a perder com isto tudo é o desgraçado do adepto que gosta da bola e que preferia ver a bola sem ter de ligar a estes fáite-daibers, como dizia o outro imbecil...

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