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E um líder em campo?

Ontem dei comigo a pensar que para além do talento que temos à nossa disposição, por vezes precisamos de um líder dentro de campo. Qualquer coisa como este rapaz na fila de cima, o segundo a contar da esquerda, que hoje abandonou o futebol. Ou até o da fila de baixo, tanto o segundo a contar da esquerda como o segundo a contar da direita, que não falta muito para ter o mesmo destino. Líderes.


Ontem, enquanto Maicon e os colegas desciam ao poço do seu próprio inferno, fez falta um rapaz que desse dois berros aos colegas e dissessse: "Mas que raio de parvoíce é esta?! Vocês são homens ou formigas?! Lutem, carago, lutem!", e que fizesse parar a quantidade de disparates que se foram acumulando nos noventa penosos minutos a que assisti.

Ontem fez falta um rapaz desses. Bem mais do que Falcao.

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Carrinho de Vendas - Inverno 2010/2011 (em actualização)

Estamos a pouco mais de uma semana do recomeço no meio da silly season das transferências de Inverno e urge começar a compilar os nomes que já se têm vindo a falar como saídas "prováveis", "possíveis", "equacionadas", "ponderadas" e outros termos vagos que muitos jornalistas usam para arremessar barro à parede. Todos os nomes foram retirados de jornais desportivos ou blogs da especialidade, não quero contribuir com nomes à louco para o barulho que já existe em demasia.

Assim sendo fica a primeira lista que decerto vai ser bastante mais completa no final de Janeiro:

EDIT: artigo em contínua actualização até 31 de Janeiro

NEGÓCIOS CONFIRMADOS:

ENTRADAS:
-

SAÍDAS:

Benítez - Estudiantes
Castro - Sporting Gijón (empréstimo)
Dias - Santa Clara (empréstimo)
Diogo Viana - Aves (empréstimo)
Tengarrinha - Setúbal
Tomás Costa - Universidade Católica (empréstimo)
Ukra - Braga (empréstimo)


ENTRADAS (está potencialmente interessado em):

Anderson - Man Utd
Bruno Teles - Guimarães
Canella - Sporting Gijon
Diego Maurício - Flamengo
Diogo Figueiras - Pinhalnovense
Éder - Académica
Funes Mori - River Plate
Guilherme Costa - Vasco da Gama
Hugo Almeida - Werder Bremen
Jardel - Olhanense
José Luis Palomino - San Lorenzo
Juan Iturbe - Cerro Porteño
Kelvin - Paraná
Kléber - Marítimo
Lima - Braga
Mario Santana - Fiorentina
Sálvio - Atlético Madrid
Sílvio - Braga


SAÍDAS (consta que tem as malas feitas para):

Abdoulaye - Standard Liége
Belluschi - River Plate
Castro - Académica, Portimonense, Olhanense, Braga, West Ham, Crystal Palace
Cristian Rodriguez - Atlético Madrid, Everton, Panathinaikos, Espanhol, Sampdoria, Boca Juniors, Peñarol
Emídio Rafael - Braga
Falcao - Nápoles, Milan, Bayern Munique, Atlético Madrid, Tottenham, Galatasaray, Arsenal
Fucile - Lazio, Sampdoria, Liverpool
Helton - Fluminense
Hulk - Chelsea, Man Utd, Sevilha, Man City, Inter, Barcelona, Tottenham
James Rodriguez - Espanhol, Sampdoria, Chievo, Juventus, Racing Avellaneda, Estudiantes
João Moutinho - Barcelona
Mariano González - Racing Avellaneda
Prediger - Colón
Rentería - Independiente Medellín, Once Caldas
Rolando - Juventus
Sapunaru - Hamburgo, Blackburn, Leverkusen
Souza - Vasco da Gama
Tomás Costa - Independiente
Ukra - Portimonense, Académica, Braga, União Leiria
Varela - Man Utd

Ah, e não esquecer:

André Villas-Boas - Inter, Liverpool


Se tiverem ouvido mais alguns...façam favor de me informar para adicionar à "especulista".

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Demografia da bola




Infografia interactiva retirada do Público, descoberto no Briosa



O número para a percentagem de aproveitamento dos escalões jovens é ridículo quando comparado com a grande maioria dos países de "topo". Reparem nos valores da Holanda e da Bélgica (entre outros), países que se podem comparar connosco em termos de dimensão territorial e demográfica. Até podemos não aproveitar todos, mas não me digam que não temos rapazes na formação que possam fazer o mesmo que muitos estrangeiros que cá aparecem. Aqui não há xenofobias nem racismos, simplesmente a constatação que não precisaríamos deles se houvesse uma aposta na rentabilização da catraiada. As dualidades Mariano/Ukra ou Souza/Castro surgem rapidamente como bons exemplos.

É uma parvoíce e continuo a não perceber o fluxo constante de sul-americanos que aparecem sempre acompanhados pelos seus empres...ah, ok, se calhar já percebo.

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Votação: Mercado de Inverno: reforços?


Esta é uma altura sempre mais ridícula do que devia ser. Os nomes aparecem na imprensa como contactos de massagens exóticas no Record, cada um deles apregoado como o salvador da pátria mais próxima e contentores de brasileiros aparecem vindos de equipas como o Ichupeguaçú ou o Garatinguetaguá para tirar o lugar aos outros brasileiros que tinham chegado no início da época. Enfim, é uma parvoíce. Mas compreendo que as equipas precisem de reajustar alguns nomes e aproveitar para dispensar o bêbado que chega sempre tarde aos treinos ou o gordo que insiste que "feijoada é saudável" e assim sendo convém saber, para além dos jornalistas, que sector é que a malta acha que devíamos reforçar. Mais de 400 pessoas votaram assim:
  • Guarda-redes: 1%
  • Defesa: 13%
  • Meio-campo: 2%
  • Ataque: 53%
  • Não é preciso: 27%

Quanto vejo tantos votos para o ataque não posso deixar de pensar que a maior parte da malta se refere em particular ao centro do ataque, já que as alas estão com gente a mais e ainda que Mariano só agora volte e tanto o Ukra como o Cebola estão a defraudar expectativas, a zona que poderia precisar de mais um rapaz seria a da área. Falcao está cansado e Walter é o único que sobra, por isso ainda podemos ver entradas para esse sector até ao final de Janeiro. Para além disso sinceramente não vejo necessidade de retoques...


Próxima votação: Liga Europa: vamos passar frente ao Sevilha?

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SWOT - 2010/2011 - Resultados a meio da época

No passado mês de Agosto fiz uma análise SWOT sobre a nova temporada do FC Porto e o facto de ser uma época de mudança para todos, com um novo treinador e alguns novos jogadores a pegarem no touro pelos cornos. Chegou a altura de um pequeno balanço nesta fase de descanso natalício. Segue abaixo:



Os vistos verdes representam items que estavam correctamente estimados, os vermelhos foram especulações rotundamente erradas e os amarelos são pontos de incerteza. Não quer portanto dizer que os items que estão marcados a verde são benéficos para o clube nem que os vermelhos são prejudiciais (se bem que como todos sabemos, o vermelho tende a sê-lo), apenas traduzem uma análise correcta ou não.

Vamos lá perceber então se a época está a corresponder às (minhas) expectativas:

STRENGTHS (Pontos fortes):

Nem preciso de entrar em detalhe, certo? Tudo o que se assumia veio a ser comprovado.


WEAKNESSES (Pontos fracos):

Aqui já há pontos que não foram previstos na mesma medida correcta dos pontos fortes no que acabou por resultar em benefício do clube:

- Falta de alternativas na frente de ataque na ausência de Falcao, já que Walter precisa de forma física e não há mais nenhum ponta-de-lança. - Continuo a achar que Walter ainda não é uma alternativa credível a Falcao para ser titular, e caso o colombiano não jogue terá sempre de haver alguma adaptação de Hulk a ponta-de-lança ou então mudar o sistema para um 4-4-2 que, admita-se, não está ainda oleado na perfeição.

- A saída de Bruno Alves ainda não foi suprida e internamente Maicon ainda não tem experiência suficiente para se afirmar em pleno. - Já a saída de Bruno Alves parece não ter feito grande mossa, apesar das bolas aéreas já não serem quase sempre dominadas em voo, mas a forma de Maicon (quando não se põe a brincar como em Alvalade) colocou o ex-capitão quase no esquecimento precoce e Otamendi parece cada vez mais um valor seguro.

- Fecho tardio do plantel, com elementos a chegar ainda não integrados e outros que estando integrados podem facilmente sair. - O plantel fechou a horas, sem compras loucas (Prediger e Valeri no ano passado, lembram-se?) e não fossem os casos Walter e Kléber e não tínhamos tido grandes motivos de conversa no defeso. Bruno e Raul eram já sabidos que iam sair, só não havia a certeza para onde...

- Em alguns casos as diferenças entre os titulares e as alternativas é grande demais para garantir segurança, seja por período de adaptação curto ou por falta de qualidade. - O ponto mais importante é mesmo este último. É verdade que temos alternativas mais credíveis que no ano passado mas a equipa ressente-se quando as alterações são grandes ainda que pontuais, como aconteceu com Emídio no lugar de Álvaro, Walter em vez de Falcao ou Ukra/Cebola a substituir Varela. Apenas para o final de 2010 é que houve uma mescla mais produtiva, com Ruben a crescer de forma, Fucile e Sapunaru ambos em bom nível, Otamendi mais calmo e James a mostrar o que vale. Espero que continuemos a melhorar em 2011, porque os primeiros 3 meses não foram seguros caso os titulares se lesionassem. Como sempre tenho dito, aceita-se mas é preciso mais e melhor.


OPPORTUNITIES (Oportunidades):

- Possibilidade de chegar mais longe na Liga Europa que na Liga dos Campeões. - Na Liga Europa ainda não chegamos aos 1/8s por isso o patamar standard da Champions ainda não foi atingido, por isso esperamos todos para ver...

- Menos pressão para vencer da parte da imprensa pode levar a boa gestão de expectativas. - Numa palavra: balelas. Mal a comunicação social começou a ver que havia ali material de qualidade e que a primeira derrota não surgiu, foi automática a forma como as pressões se intensificaram, culminando com o jogo frente ao Paços. Pressão? Venha ela!

- Permitir a gestão do plantel por forma a rentabilizar o máximo dos jogadores, permitindo utilização de todos em várias competições. - Todos os jogadores foram utilizados até esta altura. Mais uma vez, excelente gestão do plantel.

- Voltar a apostar na “prata da casa” por forma a não gastar verbas astronómicas na contratação de jogadores de valor não confirmado. - Não posso dizer que tenha havido uma aposta clara nos putos da formação, apesar da chamada constante de Badr, Maia, Kadu ou Tiago Ferreira (entre outros) aos treinos dos seniores. Castro e Ukra tem sido usados de forma intermitente, com menos jogos que outros jogadores "caros" que existem no plantel como Walter, James ou Souza, mas a diferença está na qualidade. Castro poderia perfeitamente ser alternativa a Souza ao passo que a diferença de produção entre Ukra e Cristian Rodriguez não é suficiente para que o uruguaio tenha levado a melhor. Espera-se pelo mercado de inverno para saber se ficam ou se vão rodar.

- Juntar os adeptos à equipa depois do desânimo geral causado pela má época 2009/2010. - Sem comentários. Estamos todos com a equipa e o número de espectadores no Dragão é prova disso.

THREATS (Ameaças):

- Pouca paciência dos adeptos para sequências de resultados negativos. - Ainda não houve uma "sequência" de resultados negativos, e os três empates (dois para o campeonato e um na Europa League) não são propriamente negativos já que um foi em Guimarães, outro em Alvalade e outro frente ao Besiktas, e em todos terminamos o jogo em inferioridade numérica. Já se ouviram assobios no Dragão mas espero que os pipoqueiros se acalmem.

- Reforço do plantel em desespero de causa se não conseguirmos os acordos com os jogadores pretendidos. - Nada a comentar. O investimento foi normal e o facto de Kleber não jogar agora de azul-e-branco serve para provar que não fomos gastar dinheiro à louco.

- Pouca utilização pode levar a baixa de moral para alguns jogadores (Beto, Castro, Ukra...). - Qualquer um destes rapazes tem vindo a dizer que não está insatisfeito, apesar de querer jogar mais. Assumo que a gestão de plantel é complicada mas moralmente parece-me tudo bem.

- Inexperiência do treinador pode ser aproveitada por oponentes com mais “calo”, particularmente com resultados negativos. - Mais uma vez...é preciso para isso ter resultados negativos. E não incluo aqui a irascibilidade de Villas-Boas nos empates em Guimarães e Alvalade porque, sinceramente, foi extrapolado em demasia pela imprensa.

- Acumulação de jogos em fases cruciais (Setembro), a somar a ausências pontuais de alguns jogadores em competições internacionais - A qualificação para a fase de grupos da Europa League passou sem espinhas e os jogos da Selecção deixaram poucas mazelas. O plantel deu conta do recado.

Estamos perto de terminar a primeira volta. Será que a segunda parte do campeonato vai trazer novidades?

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Neste Natal...

Que o Falcao continue humilde e a marcar golos como o Van Basten se jogasse na 3ª divisão búlgara...

Que o Hulk permaneça até ao fim da época...

Que o Fucile faça o mesmo...

Que o Helton se mantenha bem-disposto e confiante, que toque lá a música dele mas que não a passe para o campo...

Que o Sapunaru não se meta no álcool de novo...

Que o Álvaro trate bem das pernas porque vai precisar delas na segunda volta...

Que o Varela recupere rápido porque faz falta...

Que o Guarín não regrida um ano e continue a ser prático e objectivo a jogar...

Que o Walter passe a semana de Natal no ginásio do Biggest Loser...

Que o Maicon deixe de brincar na defesa...

Que o Otamendi continue a ver bem ao longe porque os carrinhos são bons mas arriscados...

Que o Villas-Boas consiga motivar os rapazes até ao fim em todas as provas e lhes mostre que a vitória só chega quando se levanta o troféu...

Que os adeptos voltem a encher o Dragão em 2011...


E acima de tudo...que sejamos campeões!

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Focus!!!

Este ano temos assistido a um FC Porto com duas caras. Muito prático e eficaz nos jogos grandes contra equipas fortes e que não se remetem à defesa durante quase todo o tempo de jogo, ao mesmo tempo que é menos criativo e atravessa maiores dificuldades em furar defesas que se fecham em campo, especialmente quando fecham as linhas entre meio-campo e defesa. Parece que a inspiração têm batido contra uma parede de cimento e que o movimento dos nossos elementos mais profícuos se limita a incursões de Hulk ou a cruzamentos da lateral que nem sempre chegam ao sítio certo.

Não partilho da fé comum que a equipa está desmotivada e a navegar em velocidade de cruzeiro desde o jogo contra o Benfica no que diz respeito aos jogos da Liga. O jogo de Viena provou que não estamos adormecidos, bem como a segunda parte contra o Sporting, apesar de contra-balançarem contra as exibições mais descoloridas contra Portimonense, Moreirense e Setúbal. Estes três jogos têm em comum três defesas fechadas, três formações sempre atrás da linha da bola e com fugazes tentativas de contra-ataque que raramente resultaram em perigo. Não quero arranjar desculpas, mas parece que toda a gente se está a esquecer que o jogo contra o Portimonense se seguiu a um jogo extraordinário contra o Benfica, com toda a pressão moral e física que foi libertada do lombo dos nossos homens, e que o jogo contra o Setúbal vem depois de uma vitória excepcional na neve de Viena, num jogo extremamente difícil e cansativa. É natural que haja algum relaxamento pela vantagem obtida, mas é preciso continuar com confiança mas com luta, com inteligência mas com sacrifício. Confio em Villas-Boas para conseguir dar a volta à cabeça dos rapazes e fazê-los regressar já neste sábado a uma boa exibição.

A época 2010/2011 têm sido um conjunto de altos e baixos exibicionais, mas uma coisa nos têm mantido orgulhosos e bem-dispostos: continuamos invictos e a liderar a Liga. E todos os Portistas esperam que continuemos assim durante muitas semanas.

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O tédio dá nisto...

Não se podem ganhar meia dúzia de jogos que há logo alguns fulanos que por estarem já entediados com a forma como esta Liga está a decorrer, já começaram a lançar os tradicionais boatos pré-abertura do mercado de transferências. Repare-se que em apenas 3 dias já pudemos ler estas atoardas:

Hulk - Chelsea, Man. United, Barcelona (Record), Man. City (Bola), Inter, Milan (Jogo)
Rolando - Juventus (Bola)
Fucile - Lazio (Bola), Sampdoria (Record)
Sapunaru - Hamburgo (Jogo), Blackburn Rovers (RR)

Preparem-se, meus amigos. Se o FC Porto continuar a jogar como tem vindo a fazer até agora, quando chegarmos a Janeiro vai ser disto todos os dias...

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A palavra aos novos

No próximo sábado começamos a defender a Taça. Um jogo que se prevê fácil, certo? Certo, nem podemos pensar noutra coisa, muito embora todos tenhamos na memória as eliminações contra Atlético e Torreense ou até frente ao Fátima a contar para a Carls...Bwi...para a Taça da Liga.

É nestes jogos que se experimentam onzes diferentes, que se dão minutos aos novos e aos jovens (não são propriamente a mesma coisa) e onde os poucos adeptos que se vão deslocar ao Dragão podem ver afinal o que valem os rapazes do resto do plantel, aqueles que se raramente se vêem nas listas de convocados e que, mesmo assim, ainda mais raramente entram em campo sem o fato-de-treino.

Este ano a equipa-base parece encontrada, com uma ou duas nuances. Souza, Ruben Micael, Cristian Rodriguez, Fucile e Otamendi têm tido oportunidade de jogar um pouco mais que os titularíssimos de Villas-Boas. As alterações que se prevêm são simples de equacionar:

- Helton tem estado seguro na baliza e cederá o lugar, como é hábito para a taça, ao suplente Beto;
- A defesa provavelmente receberá Emídio Rafael e Sereno para render Álvaro Pereira e um dos centrais;
- Fernando deve ceder lugar a Castro;
- Moutinho talvez dê o lugar a Guarín ou Souza;
- Ukra ou James Rodriguez poderão entrar para os lugares de Varela ou Hulk;
- Falcao será rendido por Walter.

Para todos os treinadores de bancada é fácil: trocam-se onze gajos e siga a rusga. No mundo real, onde os profissionais acabam por pensar um pouquinho mais nas coisas, pode não ser tanto assim. É evidente que há mudanças naturais para permitir mais tempo aos putos, mas acaba por ser um contra-senso incluí-los a todos numa equipa sem rotinas, sem entrosamento e sem ritmo de jogo.

Apostaria em duas mudanças por sector, mais o guarda-redes. Qualquer coisa como:

Beto; Sapunaru, Sereno, Otamendi, Emídio Rafael; Castro, Souza, Ruben Micael; James Rodriguez, Hulk, Walter.

Ou então que tal uma mudança radical? Uma experiência táctica? Um 3-4-3 louco? Assim:

Beto; Sapunaru, Otamendi, Emídio Rafael; Castro, Souza, Cristian Rodríguez, Belluschi; Ukra, Hulk, Walter.

Nunca se sabe. Eu estava cá na altura do Adriaanse e isto era o dia-a-dia...

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Uma dupla forte?

Esta temporada, com a saída de Bruno Alves, o FC Porto atravessa uma fase de adaptação a uma nova realidade: a falta de um patrão na defesa. Desde que me lembro, uma das grandes forças do clube foi a dupla de centrais, sempre com um patrão e um subalterno, um mestre e um aprendiz, independentemente das suas características físicas. Já desde o tempo de Fernando Couto e Aloísio ou até Aloísio e José Carlos no meio dos anos 90, passando para Aloísio e Jorge Costa mais para o final dessa década, transformando-se em Jorge Costa e Jorge Andrade no arranque do século, evoluindo para Jorge Costa e Ricardo Carvalho nos Annus Mourinhus. Com o Co não vale a pena analisar, já que jogava um central (habitualmente Pepe) e Pedro Emanuel muitas vezes pela esquerda (ui. ui mesmo.), mas tudo normalizou com Jesualdo, que usando Pepe+Pedro Emanuel, Bruno Alves+Pedro Emanuel e Bruno Alves+Rolando, acabou por traçar uma recta descendente na solidez defensiva que era imagem de marca no nosso clube.


Este ano e excluindo as experiências tradicionais, apesar do excelente registo nas provas nacionais (dois golos sofridos em sete jogos, uma média de 0,29 por jogo sendo que ambos os golos foram sofridos no mesmo jogo) e simpático na Liga Europa (2 golos sofridos em 4 jogos, não é mau mas é pior, com 0,5 golos sofridos por jogo), é notório que Villas-Boas ainda não terá encontrado a melhor dupla possível. Não que tenha pecado por falta de experiência, como se pode ver pelo quadro abaixo, mas quem tem acompanhado a evolução da equipa pode ver que ainda não estamos lá. Parece ainda faltar entrosamento, o que é natural para alguns recém-chegados como Otamendi e Sereno, mas a baixa de forma de Rolando começou a preocupar os adeptos nos últimos tempos.

Com a chegada de Otamendi, as coisas podem mudar. Já ontem, frente ao CSKA, se viu a versatilidade do argentino que pode jogar em qualquer posição na zona central da defesa (jogou do lado esquerdo contra o Olhanense, ao lado de Rolando e do lado direito contra os búlgaros, emparelhado com Maicon). Ainda lhe falta muito jogo, muitos minutos nas pernas até poder ter uma opinião que não seja apenas uma bojarda do tipo "joga muito" ou "não vale nada". Quando chegou cá o Argel também disse que o gajo me parecia um excelente central e depois foi o que se viu. Ingenuidade da juventude, esqueçam lá isso.

Gostei da aposta no Nico, e Maicon deverá ter perdido a esperança de ser a revelação da temporada azul-e-branca (por agora) porque o jogo que fez em Sófia fez-me ter saudades do Matias. Rolando e Otamendi para Guimarães, é a minha aposta. Se funcionar...não tens que agradecer, André!

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Balanço dos empréstimos (21-Setembro-2010)

Um pequeno balanço sobre os nossos jogadores emprestados a outros clubes (clicar para ampliar):



Estão a ser bem ou mal aproveitados? Algum deles vos parece que terá hipótese de regressar a casa?

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Emprestar James Rodriguez?

Foto retirada deste artigo da Bola Branca @ RR


Com Hulk e Varela fixos no onze...
Com Ukra e Cristian Rodríguez como alternativas directas aos titulares...
Com Mariano a regressar em breve...
Com a ausência quase certa de James na selecção da Colômbia em Janeiro para o torneio de qualificação para o Mundial Sub-20...

Se calhar não era má ideia emprestar o rapaz para não estar parado.

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Defender a defesa

Sou um treinador de bancada com uma mentalidade mais defensiva que ofensiva, muito à imagem daquilo que produzo quando estou a jogar uma futebolada com amigos (onde estou a experienciar o que é viver na pele do Rochemback, tal é a minha forma física actual), observo constantemente as movimentações dos defesas para verificar o porquê de muitas falhas que vão acontecendo com naturalidade no decorrer de um jogo. A defesa tem um papel importantíssimo no desenvolver de uma equipa, na base a partir da qual se vencem jogos. E é principalmente aí que temos de trabalhar, com a chegada de Otamendi para ajudar a fortalecer a rectaguarda da formação.

Até agora temos estado bastante bem na Liga, com zero golos sofridos em três jogos. Parece bom, contando com a excelente forma de Helton, mas pode ser melhor, não em termos numéricos mas ao nível da qualidade de jogo e da segurança das exibições. Todos têm notado a intermitência dos dois centrais e a chegada de Otamendi pode marcar a diferença em qualidade para melhor. O grande handicap é mesmo o desconhecimento de Nico por parte da nossa malta, eu incluído. Não sendo garantido que entrará "de caras" na equipa, muito menos num jogo tão importante como o de este sábado, Otamendi detém neste momento a maior carta a jogar na expectativa de ver melhorias nesse sector.

E o escolhido para ceder o lugar é...

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Gamão

O meu jogo preferido de tabuleiro é o gamão. Não está muito instituído no nosso país nem na nossa cultura mas nos países árabes os gajos jogam aquilo tanto como nós jogamos damas. E é exactamente essa a ideia que a maior parte da malta tem acerca de gamão: "ah, é tipo damas, não é?". Não, não é.

O gamão é um jogo complexo, com matemática e probabilidades ao barulho, onde a defesa das posições se torna imperativa quando confrontados com o ataque do adversário. Qualquer falha pode levar ao desnoronamento de toda a estratégia montada para o desafio e apesar de depender em grande parte da sorte como qualquer jogo que avance mediante o lançamento de dados (ou de dardos onde a sorte ainda é mais madrasta já que se um gajo se apanha no meio da relva e não vir um míssil a vir em sua direcção pode mesmo perder uma vistinha e não é nada prático para ver a novela). Continuando.

Jogando gamão podemos ter uma percepção interessante de como uma estratégia pode ser assente em princípios base e aplicáveis independentemente das nuances da fortuna. Há sempre que defender uma posição ganha com mais que uma peça, cobrir zonas consecutivas para impedir o avanço contrário, criar barreiras fortes mas não exageradamente empilhadas para não ser impossível passar e permitir mobilidade caso surja uma oportunidade de ganhar terreno...entre tantas outras.

Por esta altura, se não estiver distraído com um qualquer site porno em background com húngaras a ganir em poses aparentemente desconfortáveis, já terá observado as parecenças desta modalidade com o futebol. Até as peças são semelhantes a alguns jogadores em termos de mobilidade, como é o caso, por exemplo, do Ricardo Silva.

Tudo isto para dizer que no futebol, como no gamão, as peças são colocadas e por muito que a estratégia esteja montada, a sorte é um factor com o qual não podemos contar e que nos acaba por lixar a vida ou elevar a patamares de sucesso. É tudo uma questão de estarmos preparados para a enfrentar.

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Plantel 2010/2011 - Europa League

Eis o plantel do FC Porto para a fase de grupos da Europa League (gosto mais de dizer isto do que "Liga Europa" porque assim em inglês fica mais parecido com a Champions' League e eu tenho saudades daquilo, porra):

1 - Helton
4 - Maicon
5 - Álvaro Pereira a.k.a. "Palito"
6 - Guarín
7 - Belluschi
8 - João Moutinho
9 - Falcao
10 - Cristian Rodríguez
11 - Mariano Gonzalez
12 - Hulk
13 - Fucile
14 - Rolando
15 - Emídio Rafael a.k.a. "Rafa"
16 - Sereno
17 - Varela
18 - Walter
19 - James Rodríguez
21 - Sapunaru
23 - Souza
24 - Beto
25 - Fernando
26 - Castro
27 - Ukra
28 - Ruben Micael
30 - Otamendi
31 - Kieszek

Equilibrado, sinceramente. Custa-me ver apenas 8 portugueses no plantel, mas enfim...

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Os nomes da silly season

1 - Achille Emana
2 - Alberto Rodríguez
3 - Alex Silva
4 - Anderson
5 - Andrés Rinaudo
6 - Arévalo Ríos
7 - Baba
8 - Canella
9 - Dalton
10 - Dário Conca
11 - Diego Castro
12 - Diego Tardelli
13 - Djalma
14 - Domagoj Vida
15 - Éder
16 - Eduardo Salvio
17 - Emídio Rafael
18 - Evaldo
19 - Ezequiel Cirigliano
20 - Fábio Nunes
21 - Gabriel Mercado
22 - Giovanni Dos Santos
23 - Gonzalo Bergessio
24 - Gustavo Colman
25 - Gustavo Lazzaretti
26 - Hugo Viana
27 - Ilan
28 - James Rodríguez
29 - João Moutinho
30 - Jusu Tarvonen
31 - Keisuke Honda
32 - Kevin Gameiro
33 - Kléber
34 - Lacina Traoré
35 - Marat Izmailov
36 - Mário Fernandes
37 - Milton Caraglio
38 - Miranda
39 - Neuton
40 - Nicolás Otamendi
41 - Pablo Pintos
42 - Pawel Kieszek
43 - Radosav Petrovic
44 - Rafael Bracalli
45 - Rafael Tolói
46 - Ricardo Quaresma
47 - Royston Drenthe
48 - Santiago Garcia
49 - Serdar Ozcan
50 - Sereno
51 - Sílvio
52 - Simon Vukcevic
53 - Sissoko
54 - Sofiane Feghouli
55 - Souza
56 - Teófilo Gutierrez
57 - Vincent Enyeama
58 - Waldo Ponce
59 - Walter

De 59 nomes que li na imprensa portuguesa e estrangeira como estando "certos" ou "a caminho" do FC Porto, houve 8 negócios que se concretizaram. E estamos com sorte, porque as contas para os outros clubes (com a vontade de vender capas da Bola e do Record) são bem mais os nomes especulados, sempre com grande fausto, como não podia deixar de ser, e que depois caem por terra como o pinheiro do Sporting. Só o Benfica teve 114 (!) nomes associados...

Para os mais preguiçosos, dá uma percentagem de 14%. Por isso da próxima vez que me mandarem SMS a dizer que "já comprámos este gajo", ou "estamos a negociar com este fulano", vejam lá se têm calminha.

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Plantel 2010/2011 - Numeração definitiva

Fechada a janela de transferências, eis o plantel do FC Porto 2010/2011 (pelo menos até Janeiro):

1 - Helton
4 - Maicon
5 - Álvaro Pereira a.k.a. "Palito"
6 - Guarín
7 - Belluschi
8 - João Moutinho
9 - Falcao
10 - Cristian Rodríguez
11 - Mariano Gonzalez
12 - Hulk
13 - Fucile
14 - Rolando
15 - Emídio Rafael a.k.a. "Rafa"
16 - Sereno
17 - Varela
18 - Walter
19 - James Rodríguez
21 - Sapunaru
23 - Souza
24 - Beto
25 - Fernando
26 - Castro
27 - Ukra
28 - Ruben Micael
30 - Otamendi
31 - Kieszek

É com estes que André Villas-Boas conta, somando-se mais alguns putos talentosos dos juniores ao barulho, segundo o site oficial da Liga:

42 - David (David Carneiro Dias Resende Bruno)
43 - Ricardo (Ricardo José Araújo Ferreira)
44 - Tiago (Tiago Emanuel Canelas Almeida Ferreira)
45 - Bacar (Bacar Baldé)
46 - Fábio (Fábio Alexandre da Silva Nunes)
48 - Ricardo Alves (Ricardo Alves Coelho Silva)
50 - Amorim (João Carlos Nogueira Amorim)
51 - Christian (Twasam Christian Atsu)
52 - Engin Bekdemir

Vamos lá a isso, rapazes, façam pela vida!

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Bienvenido, Otamendi!



Voilá. O propalado sucessor de Bruno Alves está (quase) contratado. Acabamos por apenas adquirir 50% dos direitos do atleta, o que me parece um excelente negócio tendo em conta o passado recente em termos de jogadores argentinos. Caso se transforme na mais-valia que todos esperamos que seja, aí poderemos adquirir o resto do passe pelo mesmo valor. Se fôr para vender, vale a pena, caso contrário ainda vale mais a pena. Sou sempre um pouco renitente no que diz respeito a defesas argentinos porque se olharmos para o histórico do FC Porto desde que sou sócio, tivemos Ibarra, Mareque e Benitez. É certo que nenhum era central de origem, mas não posso dizer que me tenham deixado saudades. Otamendi vem rotulado de rijo e duro de roer, com experiência na Selecção (mais a defesa-direito que a central, admita-se) e era a versão "Bruno Alves" do Veléz Sarsfield.

Não espero que chegue para ser titular imediatamente, no entanto será de certeza uma nova opção para a nossa defesa e vai dar trabalho a Villas-Boas na selecção da equipa. Força, Nicolás, bienvenido!

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Micael, o pensador

Ruben é um nome que se tem vindo a tornar consensual nas bancadas do Dragão desde que chegou em Janeiro de 2010. Acho que não há ninguém que não goste do rapaz, seja pela personalidade humilde ou pela forma como se apresenta dentro de campo, sem inventar muito e jogando com inteligência e com processos simples. Ainda ontem, quando entrou em campo, fez-se imediatamente notar pela forma prática como lê o jogo e tenta descobrir a melhor forma de rodar a bola pelo meio-campo.

Enquanto Belluschi, com um estilo mais agressivo e irreverente, continua a jogar em bom nível, Ruben tem vindo a ser relegado para o banco, especialmente depois da lesão que sofreu no ano passado. Mas sempre que entra em campo há qualquer coisa de diferente na maneira como joga. É inteligente, joga sempre de cabeça levantada e não sendo um génio consegue perceber os lances como poucos no nosso plantel.

Se colocarmos a questão em termos de 2006/07, Belluschi é o Anderson e Ruben é o Lucho. Ou em 2003/04, enquanto que Belluschi é o nosso Alenitchev, Ruben é o Deco. Ainda mais para trás, em 1994/95, Belluschi seria o nosso Latapy, com Ruben a fazer o papel de Kulkov.

Cada um destes binómios se complementaram e formaram, com a ajuda de um ou outro médio defensivo (fosse Fernando, Paulo Assunção, Costinha ou Emerson), cada um deles fazia parte de um ponto fulcral na criação de estratégia ofensiva de uma equipa de topo: o meio-campo. E nesse sector temos, teoricamente, o melhor punhado de jogadores desde Mourinho.

Se a estes três (Fernando, Belluschi e Ruben) juntarmos Moutinho, Souza, Castro e até um renovado e aparentemente mais calmo Guarín...acho que podemos dizer que estamos bem servidos naquela zona!

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SWOT - 2010/2011

A estreia no campeonato está a 2 dias de distância e por isso urge fazer uma análise do estado do plantel para este início de temporada. Anda meio mundo a tentar adivinhar quem será o central que vem "substituir" Bruno Alves e quem será a futura alternativa a Falcao e Walter na frente de ataque. Apesar da época ser claramente de reconstrução e de novas metodologias, o plantel ainda não está fechado.

Estamos em várias competições e é preciso atacar em várias frentes, por isso vamos ver, através de uma analise SWOT (ou FFOA em Português, cuja ilegibilidade explica o uso do anglicanismo), que estranhamente não quer dizer "Sensible World of Tennis" mas sim "Strengths, Weaknesses, Opportunities, Threats", ou seja, "Forças, Fraquezas, Oportunidades, Ameaças". Sim, em inglês fica bem melhor:


Há muito trabalho pela frente, as bases não são particularmente sólidas, por isso a motivação terá que ser o factor dominante. Há que integrar rapidamente os jogadores novos e tirar o melhor partido dos que cá estão. Villas-Boas sabe disso e sabe também que os adeptos estão confiantes numa boa época mas terão de estar cientes que vai ser um percurso ascendente com dificuldades, perigos e desafios permanentes. Vamos a isso!

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