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Notas soltas sobre o Portugal vs Espanha

  • Será que os espanhóis vão abandonar a organização, alegando falta de solidariedade?
  • A grande diferença para o Portugal do costume esteve na pressão alta. Tão alta que os espanhóis raramente conseguiram sair a jogar com a bola controlada. Méritos? Paulo Bento.
  • Este Ronaldo e o Ronaldo do Mundial não podiam ser mais diferentes. Há várias explicações possíveis, mas o facto de estarmos em Novembro e o rapaz estar no pleno das capacidades físicas se calhar pode ter alguma coisa a ver com isso. E aquele não-golo foi uma obra de arte...
  • A Espanha jogou devagar, devagarinho e parado. Só quando se apercebeu que ficava mal sair com mais de 2 no bucho é que começou a correr. Começou tarde e a única coisa que conseguiu foi pôr o Rui Patrício a saltar de poste para poste porque não me lembro de um único remate perigoso à baliza.
  • Não houve ninguém que não pensasse que a pancada do Busquets ao Ronaldo esteve limitada ao jogo da Luz. O de Madrid já começou há algumas semanas...
  • Nos jornais já começou a parvoíce. A liderar as atoardas está, para manter a coerência da inutilidade de empregar gente louca, o Correio da Manhã, com a parangona "Os campeões somos nós". Ganhámos um amigável. Venham de lá os próximos nórdicos para ver se a onda de euforia se mantém.

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Futres e Folhas - Portugal vs Dinamarca




(foto retirada do MaisFutebol)

Depois de um dia de chuva torrencial, um proto-buzinão na VCI que nem a isso chegou e uma bifana rápida perto da Estação de Campanhã, segui para o Dragão de metro. Com alguns dinamarqueses a enfrascar Super Bocks pelo caminho (plural, já que um deles acabou uma garrafa e sem quebrar o raciocínio sacou de outra direitinha para o bucho. ah, nórdico!), ia tenso. O jogo seria complicado e como temos o raro dom de sobre-complicar o que já está complicado, as coisas complicavam-se. Enfim, nada disso. Temos muito mais futebol que os simpáticos lourinhos e com um bocadinho mais de sorte tínhamos ganho por nove. Sim, nove. Vamos a notas rápidas:






FUTRES





(+) Fábio Coentrão. Cansa. Corre muito, empenha-se, luta, joga e faz jogar. Muito bom.

(+) João Moutinho. Fez na Selecção o que tem feito no FC Porto e até um bocadinho mais. Acho que não falhou um único passe e conseguiu segurar a equipa quando foi preciso, rodando a bola para os sítios certos e pautando o jogo pelo meio-campo quando Martins estava a estourar. Gostei, mais uma vez.

(+) Nani. Dois golos são sempre bons e se o primeiro é fortuito, o segundo é um tiraço indefensável. O resto do jogo não foi grande coisa mas aquele segundo golo acalmou a malta e chegou no timing perfeito.

(+) Carlos Martins. Até me custa dizer isto porque gosto tanto dele como de ouvir o Valdemar Duarte na TVI, mas na actualidade do futebol português não há melhor para a posição que ocupa. Luta muito e é inteligente a jogar, está cheio de moral e nota-se. Hoje, então, teve a inteligência de não abusar na agressividade, algo que lhe é pedido e que faz muito do seu perfil como jogador. Perante uma situação em que seria fácil acusá-lo de ser uma menos-valia na Selecção, safou-se muito bem. Imaginem se o rapaz fosse expulso por uma entrada mais rija...caía a imprensa em cima dele, Paulo Bento nunca mais o chamava e alegava que não era por não o poder ver à frente mas porque seria um risco para a equipa e perdia-se um bom jogador. Arghhhh, que custa dizer isto...






FOLHAS









(-) Ronaldo (1ª parte). Um capitão de equipa tem de fazer mais, tem de lutar mais, tem de jogar mais. Não chegam duas ou três arrancadas. Deixou Coentrão a lidar com dois dinamarqueses de cada vez e não fosse o caxineiro chegar para esses e mais alguns, e teria sido ainda mais assobiado. Na segunda parte melhorou ofensivamente mas ajudar atrás...isso é que era bom. Exige-se mais.



(-) Hugo Almeida. Eu sei que não há muitas mais alternativas para jogar ali no meio...mas o rapaz é fraco demais. Ele bem se esforça mas o talento não nasce de geração espontânea...

(-) O meio-campo dos MMMs. Correu bem, mas podia ter sido complicado. O meio-campo de Meireles, Moutinho e Martins ainda não sabe jogar junto e várias vezes vi Moutinho a descair para o mesmo lado onde estava a chegar Martins, ficando os dois a pensar qual deles tinha de voltar para trás. Não gosto de ver Meireles a trinco, é indeciso e falha muitos passes, e nem começo a falar da altura combinada dos três, que empilhados dão pelo ombro do Hugo Almeida. Técnica tem eles que chegue...mas não chega.



No final do jogo, depois de encontrar um amigo que já não via há que tempos e que é um dos comentadores-vedeta deste vosso espaço, saí satisfeito. Paulo Bento precisava desta vitória e os rapazes parece que gostaram de jogar. Ainda tremem um bocadinho mas pode ser que com o tempo as coisas assentem. Até lá, siga a rusga. Nem que erupta (erupcione? eruptide? erupcionalize? desisto...) outro vulcão lá nas Islândias, é preciso sair de lá com três pontos!!!

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Queiroz

A melhor opinião que li sobre o affair Queiroz é a do Filipe Vieira de Sá, no excelente Jogo Directo. Fica aqui reproduzida na totalidade, porque coincide à vírgula com a minha.

Nos últimos dias fui bastante critico para com o trabalho de Queiroz. Confirmou-se o cenário mais previsível e a sua “era” terminou. Não quero, porém, dar por encerrado este capítulo antes de uma clarificação sobre as criticas que fiz, que é também um ponto de ordem sobre o que me proponho fazer aqui.

Para que não haja confusões, não entro no filme de “prós” e “contras”, que radicalizaram posições para níveis bem além do que é racional e razoável, numa espécie de combate mediático que nasceu ainda durante a “era” Scolari.

Não antevi o fracasso de Queiroz na sua chegada. Não sou bruxo ou adivinho, e é para mim estranho que alguém tenha tantas certezas, seja em que sentido for, sobre alguém que apenas trabalhou 1 época como treinador principal no futebol europeu desde que saiu de Portugal, em 1996. Também não fui daqueles que “viu logo” fosse o que fosse. Acreditei sempre na qualificação, num bom Mundial e mesmo que não iriamos ser goleados pelo Brasil na fase de grupos, como muitos anteviram. Também, já agora, não sou daqueles que acha que Queiroz teve apenas a sorte de apanhar 2 “gerações de ouro” enquanto orientava os sub 20. Não acho que seja normal ganhar 2 Mundiais da categoria em edições seguidas.Da mesma maneira, não sou daqueles que acha que o trajecto de Scolari tenha tido um sucesso apenas “normal” ou “dentro das expectativas”. Muito menos, acho que Scolari tenha destruído seja o que for nas Selecções, ou que a “herança” de Queiroz fosse tanta que perdurasse até 13 anos depois da sua saída da Selecção para, de repente, se evaporar, precisamente antes do regresso de Queiroz. Para mim, todas estas ideias, que ouço e vejo repetidas à exaustão, são apenas produto de um pensamento enviesado, desprovido de razão e pleno de ridículo.

As minhas criticas são, isso sim, uma constatação qualitativa que pessoalmente faço a um trabalho que entendo já ter tido mais do que condições para ter outros resultados. Queiroz foi uma ideia que alguém inventou e que Madaíl resolveu abraçar. Para mim, e concluo-o agora e apenas agora, não passou de um espectacular fiasco.

Podem ver o artigo e visitar o blog aqui. Acreditem que vale a pena.

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E pachacha? Pachacha também perturbava?

Para quem não teve o prazer de ler um ou dois parágrafos da decisão da ADOP, fica o link para o PDF:

Decisão da ADOP (pdf)

Acho que é a primeira vez que no mesmo documento leio as palavras "cona" e "jurisprudência". É de louvar.

PS: Os meus sentimentos à família do José Torres e aos adeptos do Benfica. Ao contrário do Simão, Torres sempre defendeu a Selecção e lutou por ela, mesmo no Mundial do México quando tudo parecia desabar em cima dele. E quando morre uma figura deste tamanho, tanto real como metafórico, é sempre altura de deitar fora as clubites.

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Como fazer a cama a um gajo em 3 actos

Pode-se gostar ou não de Queiroz, concordar ou não com a disposição táctica ou as substituições.
Pode-se achar que há melhores treinadores ou que o contrato é exagerado para um seleccionador de um país como o nosso.
Pode-se pensar que Queiroz é conflituoso ou pacífico, humilde ou arrogante, inteligente ou idiota.

Mas não se pode deixar de sentir um certo nojo para com todos aqueles que lhe estão a fazer a cama. Aqueles que colocam o ego à frente de um bem maior são os primeiros a serem despachados nas empresas. Aqui, neste nosso futebol, parece que não.

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Adeus Simão. Não voltes.

Venho, pelo presente, e formalmente, comunicar junto de V.Exa. que, a partir desta data, e em virtude de motivos de ordem pessoal, não poderei estar disponível para representar oficialmente, e como jogador profissional, a Selecção Nacional de Futebol.
Simão Sabrosa



Um jogadorzinho mediano, vira-casacas, com mania das grandezas e consistentemente mau e inoperante sempre que alinhou pela Selecção.

A única coisa de bom que fez na selecção foi marcar um golo com o focinho contra o Azerbeijão ou o Cazaquistão ou o Ondeéqueficaoquistão. Quando o keeper deles chutou a bola mesmo contra a boca dele e ressaltou para a baliza. Ganhou-se em duas frentes, no golo e na bojarda que esse imbecil levou nos dentes.

Good riddance to bad rubbish.

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Futres e Folhas - Portugal vs Brasil





(foto retirada do MaisFutebol)

Não foi um bom jogo. Foi emocionante, dinâmico e causador de ansiedades nas almas lusitanas. A grande questão acabou por ser: acabaria o Brasil com 11 jogadores em campo? A palavra ao senhor mexicano que andava com o apito na boca mas que optou por não colocar o animal do Felipe Melo na rua, ele que por várias vezes tentou manifestamente lesionar jogadores portugueses. Enfim, vamos a notas, curtas porque o jogo teve pouca história:






FUTRES





(+) Meireles. Hoje foi, juntamente com Coentrão, o melhor da Selecção (rimei, peço desculpa). Jogou com grande intensidade no meio-campo, tapando os ataques pelo centro e ajudando os avançados sempre que podia. Falhou um golo à porta da baliza, que podia ter dado a vitória, mas o facto de usar o pé esquerdo só para dar lanço ao direito acabou por lhe lixar a pontaria.

(+) Coentrão. Já não há palavras para as exibições do moço. Brilhante, mais uma vez.

(+) Eduardo. Duas defesas brilhantes, a primeira por instinto e a segunda com um golpe de rins excepcional, acabou por salvar as nossas redes. Acabar a primeira fase sem sofrer golos é mérito da estratégia defensiva de Queiroz, mas Eduardo ajudou.

(+) Queiroz. Não vamos ser líricos e dizer que jogamos demasiados retraídos. Contra este Brasil, que adormece os adversários para dar a estocada em lances rápidos e inesperados, a única hipótese é tapar a área e aguentar os 90 minutos sem inventar muito. Apesar da escolha arriscada de Ricardo Costa, que esteve abaixo do exigível, o nosso treinador esteve bem e está de parabéns.






FOLHAS











(-) Danny. À imagem do que tinha feito no primeiro jogo, esteve muito abaixo do que toda a malta espera que o luso-venezuelano produza. Fraco para o contacto físico, acabou por ser mais importante a defender do que a atacar e pedia-se que apoiasse mais o único "avançado" da equipa, Ronaldo. Não o fez e a equipa ressentiu-se disso.





(-) Árbitro. A uma dada altura, enquanto via o jogo com os meus colegas de trabalho, dei comigo a gritar: "Morre, filho da puta!". Ainda afirmo que foi merecido. Não gostei nada da passividade com que permitia o jogo exageradamente duro dos brasileiros no meio-campo, com o caceteiro do Felipe Melo a distribuir lenha como se estivesse a entregar sopa aos pobres. Para não falar da mão de Juan que devia ter recebido vermelho e da outra mão de Lúcio que daria um penalty. Muito mau.


Vi a Espanha a sofrer para vencer 2-1 a um Chile com 10 tristes coitados a correr atrás da bola e a falhar alguns golos. Prevejo uns oitavos-de-final fáceis para o Brasil e muito complicados para nós, mas pela organização táctica que vi hoje, penso que estamos em condições de lutar com as mesmas armas contra os espanhóis. Como Brites de Almeida um dia disse: "De Espanha nem bom vento nem um cabrão que fale a uma velocidade que se entenda". Inspirai-vos na Padeira, rapazes!

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Futres e Folhas - Portugal vs Coreia do Norte


(foto retirada do MaisFutebol)

Nem os mais optimistas pensaram de certeza numa vitória por estes números. Foi um bom jogo, solto e bem mais rápido que o primeiro, com alguns jogadores em excelente forma e outros a disfarçarem a má forma com um sentido prático acima do habitual. Acima de tudo fica a boa imagem que mostramos ao mundo e uma injecção de moral que o grupo precisava de receber. Em virtude das análises a jogos da Selecção terem um contexto diferente das que habitualmente faço aos jogos do FC Porto, decidi mudar a nomenclatura dos positivos e negativos, depois de algumas sugestões que recebi na caixa de comentários. Assim sendo, vamos a notas:






FUTRES





(+) Tiago. Que grande jogo. Com muita pena minha, Tiago ganhou o lugar nesta Selecção depois de uma exibição estupenda, a dominar o meio-campo tanto a defender como a criar lances ofensivos. Simples, directo, prático, marcou dois golos e deu mais alguns a marcar, sempre com uma claridivência notável. Creio que foi o melhor jogo que vi Tiago a fazer com a camisola de Portugal, e apareceu na altura certa. Mereceu o gesto muito correcto de Ronaldo ao entregar-lhe o prémio das pitas saltantes no final do jogo.

(+) Coentrão. E não é que o rapaz aguenta a pressão e joga bem?! Subiu pelo flanco sempre que pôde e merecia ter marcado num lance em que combina com Ronaldo. É este tipo de alma que é precisa na Selecção, um rapaz que põe tudo o que tem em campo sempre com sentido prático elevado.

(+) Meireles. Mais um jogo sólido deste moço que parece que andou o ano todo a guardar-se para esta competição. Abriu o marcador e foi o responsável por um enorme suspiro de alívio por todo o mundo lusitano.

(+) Ricardo Carvalho. Toda a primeira parte foi cheia de momentos em que Ricardo Carvalho recebia a bola na defesa e seguia para a frente no apoio ao ataque. Esteve impecável na defesa.

(+) Ronaldo. Esteve bem acima do que tinha feito no primeiro jogo e o golo que marcou é digno de ficar na história do futebol como um dos mais ridículos. Manteve a média de um balázio ao ferro por jogo, o que lhe fica sempre bem, a somar às imagens em super-mega-macro-peta-slow motion que mostram todas as ranhuras e nuances das botas. Hoje mereceu os aplausos.






FOLHAS








(-) Miguel. Pelo amor de Deus. É raro dar comigo a ter saudades do Secretário, mas este rapaz faz-me chorar de nostalgia pelo Shô Carlos. Falhou tanto quanto Paulo Ferreira no primeiro jogo, com a agravante deste jogo ter sido bem mais fácil que o primeiro. Está gordo, erra tanto como um gajo que aposte que a capital da Ucrânia é Ponte de Lima e enerva-me o ar de passividade com que encara quase todas as jogadas onde está envolvido. Entre Paulo Ferreira e Miguel...escolho o Ruben Amorim.



(-) Espaço no meio-campo. Mais um jogo, mais um meio-campo que não pressiona. Não podemos deixar tanto espaço aos centro-campistas adversários em jogos contra equipas com mais qualidade...como vamos ver dentro de 4 dias, frente a uns senhores de amarelo e azul.


Aposto que a maior parte dos portugueses já aprenderam que não podem encher o papo e começar a anunciar a nova vinda do Messias com esta vitória. Foi bom mas conseguimos marcar 7 golos a uma selecção fraca e que, tentando jogar contra nós de igual para igual acabou por levar no lombo, como seria expectável. Os números foram altos mas tal não significa que não possamos cair do pseudo-pedestal no próximo encontro frente ao Brasil. Ainda assim vale a pena aproveitar os fugazes dias de glória que temos, tão poucos são hoje em dia...

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Baías e Baronis - Costa do Marfim vs Portugal





(foto retirada do MaisFutebol)

No primeiro jogo deste Mundial 2010 que de facto interessa para as nossas cores, foi uma exibição fraca, com muito medo, pouca energia e pouca audácia. Se colocássemos os rapazes de azul e branco podia ser uma típica crónica depois de um qualquer FC Porto vs Naval. Siga para notas, curtas e directas ao assunto:






BAÍAS





(+) Coentrão. Foi, sem qualquer contestação nem votos de meninas com a patareca aos saltos, o melhor jogador da Selecção. Empenhadíssimo, com fibra e garra, nunca fugiu ao contacto como a maior parte dos seus colegas, e se tivesse sido um pouco mais afoito no ataque teríamos causado mais perigo. Queiroz não o deixou subir muito com medo que Dindane fosse por lá fora, e o rapaz teve de se manter lá atrás, mas defendeu muito bem e sempre que se apanhava com a bola tentava fazer alguma coisa produtiva. Foi dos poucos.

(+) Meireles. Esteve acima do que pensava que estaria. Nota-se que está sem pernas para 90 minutos, mas tentou sempre lutar, apesar de continuar a não meter o pé quando deve.

(+) Tiago. Jogou pouco tempo mas o que fez, fê-lo com cabeça, com inteligência e com mais força que os colegas de zona.





BARONIS









(-) Lentidão e falta de audácia. Fizemos um jogo extremamente lento e previsível, sem rupturas no ataque, sem chama nem imaginação para penetrar a barreira dos 11 armários laranjas que estavam à frente. O que não entendo é mesmo a falta de energia na disputa das bolas! Porra, compreendo que os outros são mais fortes, mais práticos e mais enérgicos, mas se nem tentamos ir ao choque (o único foi Coentrão e depois Tiago), mais vale dar-lhes a bola logo ao início.



(-) Espaço no meio-campo. Quando subíamos com a bola, mal se passava o meio-campo e lá vínhamos para trás, bola ao Bruno Alves e desenrasca-te. Quando Yaya Touré ou Eboué pegavam na bola...seguiam alegremente sem pressão, sem choques, sem marcações...como felizes campistas a caminho da piscina. Enervou-me.

(-) Ronaldo. Excluindo o remate ao poste, que fez lembrar o golo que marcou ao FC Porto no Dragão, não fez nada de jeito. Foi eleito o melhor do jogo pelos votantes no site da FIFA. É esta gente que vota para o nosso Primeiro-Ministro, meus amigos.


(-) Paulo Ferreira. Não acertou UMA marcação, seja contra Kalou, Drogba ou o pedaço de relva que insistentemente o fintou durante todo o jogo. Muito mal.



Venha a Coreia. Pelo que vi hoje contra o Brasil, defendem como loucos e contra-atacam como pitbulls acéfalos. Cuidado, Paulo Ferreira...

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Hoje começa o Mundial


Vamos a isso, malta. Alheiem-se das conversas de café e dos perdigotos do Nuno Luz e entrem em campo com a garra que todos esperamos para ganharem aos moços de laranja. Um país inteiro está a torcer por vocês e tem fé na vossa alma vencedora.

Força Portugal!

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A lei seca de Queiroz




Não sou muito de elogiar espanhóis. Não sei se ainda ficou algum vestígio da padeira no sangue ou se é por inveja genuína mas raramente me sai uma palavra positiva em relação aos rapazes do outro lado da fronteira.

De qualquer forma, este artigo da Marca (que também podem chamar "La Pelota" já que é igualzinha à Bola, só que escrito em Castelhano) merece uma palavra de apreço. Deu para sorrir e pensar: "estes putos de agora, pá...estão perdidos!"

A ler aqui.

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Quatro dragões lusos no Mundial


Estão escolhidos os primeiros 4 dragões para o Mundial:

  • Beto
  • Rolando
  • Bruno Alves
  • Raul Meireles

Sejam humildes quando jogarem e dignos quando se sentarem no banco.
Mostrem que o orgulho de representar a Selecção é equiparável à honra de vestirem de azul-e-branco.
E quanto mais não seja, vejam lá se ajudam a passar a primeira fase. Ficar pelo caminho era chato.

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Beto na Selecção? Porque não?


Beto acaba de efectuar três jogos consecutivos a grande nível pelo FC Porto, defendendo (quase) tudo o que havia para defender e garantindo segurança ao quarteto defensivo à sua frente, chegando mesmo a salvar a equipa dos erros desses mesmos defesas. Tanto nos jogos da Taça contra o Rio Ave, no passado Domingo frente ao Vitória de Guimarães ou ontem frente ao Setúbal, Beto esteve em grande nível e quase fazia esquecer Helton.

Ainda na passada terça-feira, no Trio de Ataque, Rui Moreira exaltava as virtudes de Beto ao mesmo tempo que, como de costume, criticava Eduardo e Quim, não com muita veemência mas com a suficiente para se notar que Beto começa a ser uma aposta que recebe apoios ao nível dos que teve no final da época passada e que foram lentamente desaparecendo com a boa forma de Helton.

Beto arranca atrás de Eduardo, o Ricardo de Queiroz, e Quim, que tem feito uma boa temporada. A seguir seguir-se-ia Rui Patrício que pela sua juventude terá lugar quase garantido para a posição de terceiro guardião das redes lusas. O nosso guarda-redes terá então de lutar contra 3 colegas de qualidade bem mais variável que constante, ao nível do que tem encontrado na equipa do FC Porto. A questão prende-se com a vontade de Queiroz, não com a vontade dos adeptos do FC Porto, como é claro, mas que bonito seria ver Beto a envergar as cores da nossa Selecção na África do Sul, juntamente com Bruno Alves, Raul Meireles e Rolando...

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Deco

Numa semana que a nível futebolístico nacional se está a reger quase exclusivamente pela eliminatória da Liga Europa, estando quase olvidada a final da Taça da Liga do próximo Domingo, viro-me para a notícia de que Deco quer regressar ao Brasil, terra-natal, no final da temporada.

Em entrevista dada à Globo, no programa Esporte Espectacular (que tem um nome...espectacular), Deco afirma que não pretende cumprir o contrato até ao fim no Chelsea e que optaria por regressar para jogar no Corinthians, o seu clube de sempre. Em Portugal, lusa terra de orgulhos feridos a pedido, logo se levantou um chorrilho de insultos, que nunca serviu para a selecção ou que, oh pecado dos pecados, iria favorecer o Brasil em detrimento das cores portuguesas.

Deco sempre foi um profissional que deu o corpo às balas pelo FC Porto e pela Selecção (alguém se esquece do Portugal vs Inglaterra no Euro'2004, com Deco a jogar a defesa-direito depois de sair Miguel?!), pecando muitas vezes por ser honesto demais em alturas quando não devia sê-lo. Parece-me lógico que um homem que tenha nascido no Brasil queira lá voltar, e só a nossa lauta arrogância levaria a pensar que o menino teria obrigatoriamente de querer ficar cá até ao fim da vida, comprando um monte perto de Monsaraz e montando um snack-bar para vender o belo Favaíto e melões bem bons da época.

É só ler alguns dos comentários parvos no Record (aqui), a crónica do Manuel Queiroz na RTP (aqui) ou a do Nuno Farinha também no Record (aqui) para se perceber que as pessoas puxam do nacionalismo bacoco quando não gostam de alguém. Critiquem o timing, critiquem a opção, mas não critiquem o homem!

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Aliterações


Compreendo que Bola e Benfica comecem pela mesma letra...

Até entendo que Portugal e Paraguai também tenham o mesmo arranque...

Mas esta capa de hoje...é certo que o jogo foi fraquinho e que não chegou sequer para manter um gajo acordado durante muito tempo...mas oh rapazes, era preciso ser tão parcial?

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Sorteio do Mundial 2010

Ia no carro a ouvir o sorteio enquanto tentava atravessar meia cidade do Porto para chegar a casa, e pensei em analisar o mesmo quando chegasse a casa. Cá vai o meu detalhado escrutínio sobre as bolinhas que nos saíram na sorte:


FODA-SE!

Podem citar-me à vontade. Obrigado.

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O Mundial já rende


Sabendo-se que a FIFA paga cerca de 1000 euros/jogador/dia aos clubes que os cedem (aos jogadores, não aos euros) para as respectivas selecções e tendo em conta que o FC Porto vai ter previsivelmente um mínimo de 5 jogadores (potencialmente 11) no Mundial, parece uma boa safra. Reparemos:


Convocáveis:

Portugal - Bruno Alves, Rolando, Raúl Meireles, Beto, Varela, Orlando Sá
Brasil - Helton, Hulk
Argentina - Bolatti
Uruguai - Fucile, Álvaro Pereira, Cristián Rodríguez

As opções a bold são as apostas quase certas, enquanto que as que estão em itálico podem ou não ser convocados, segundo critérios puramente...meus. Rodríguez tem a atenuante de não poder estar presente nos dois primeiros jogos devido a castigo, enquanto que os outros dependem de opções técnicas dos respectivos seleccionadores. Não coloco alguns jogadores que são também convocáveis como Mariano, Farías, Tomás Costa, Stepanov, Nuno, entre outros porque não creio que, salvo qualquer evento cataclísmico, não terão grandes hipóteses de entrar no lote final de convocados.

Assim sendo, se todos estes fossem convocados, o FC Porto teria direito logo à cabeça a cerca de 279 mil euros pelos 31 dias em que os jogadores estariam ao serviço das suas nações. Caso alguns ou todos se qualificassem, o valor ia subindo, como é lógico.

279 mil euros. Já pagava um Cissokho...

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Os adoráveis franceses

Um pequeno aparte: É por estas e por outras que quando a França é eliminada das competições internacionais há apenas um quadrado no meio da Europa que não bate palmas de alegria.


Ler aqui.

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Nike-man


Imaginem a quantidade de horas que o desgraçado do fotógrafo esteve a gritar para todos: "Põe as costas direitas!!! Peito para fora!!! Barriga para dentro!!! Já está...respirem...vamos a outra!!!".


O Bruno Alves é o único que parece um homem normal, o resto parecem bonecos do He-Man...

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Suid-Afrika, hier ons gaan!


Chegou um golo. Jogámos bem e ficou evidente que não precisávamos de ter tanto medo dos jogadores Bósnios. Nem do público.


Meireles esteve em todo o lado, mais uma vez, tal como Pepe. Ninguém mereceu tanto a passagem como estes dois. Até Duda e Paulo Ferreira jogaram bem! Parabéns, malta, já me lixaram o Verão com o raio das vuvuzelas...

Já para quem viu o jogo do Uruguai...se aquela equipa da Costa Rica fosse ao Mundial era uma vergonha...cambada de trauliteiros...

PS: quem não percebeu o título...força aí

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