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Jesualdo e o lixo.

Jesualdo foi treinador do meu clube nos últimos 4 anos, durante os quais venceu três Campeonatos, duas Taças de Portugal e uma Supertaça.

Por muito que não tenha concordado com as suas decisões, principalmente na última temporada em que esteve ao comando da nossa equipa, foi sempre um treinador que protegeu o grupo da melhor maneira que soube e que teve o apoio da Direcção para, tanto nos bons e maus momentos, sempre dispôr do tempo e dos meios para fazer o seu trabalho. Critiquei-o quando senti que devia e elogiei-o quando mereceu. Como as pessoas de bem devem fazer.

Ao fim de 9 jogos, o Málaga, etapa para onde prosseguiu a sua carreira, despediu-o. Nem teve tempo suficiente para se habituar ao ar da cidade, quanto mais a um campeonato novo com um estilo e uma competitividade muito próprias.

O que custa mais nisto não é o despedimento em si, porque estou certo que Jesualdo saberá seguir em frente. O que é mais ridículo é ver o regozijo com que um grande número de indivíduos, blogs e sites afectos a outros clubes que não o FC Porto estão a tratar este assunto. Os ódios mesquinhos, como são impossíveis de terminar de uma forma permanente, deviam pelo menos ficar pela fronteira. É por estas e por outras que esta gente é, numa palavra, lixo.

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Ex-FCP contra Ex-Ex-Ex-FCP

Notas rápidas sobre o confronto lusitano na Liga BBVA este sábado, pelas 21h portuguesas:

  • Ainda dizem que a nossa imprensa é porca. Vejam a capa da Marca de hoje.
  • Considerando a forma como a Marca recupera as declarações de Mourinho em 2005, a Sun-Tzu-ar nos pré-jogos como de costume, é pena que a afición não se levante para criar um ambiente insustentável para os visitantes ao La Rosaleda este sábado.
  • Jesualdo respondeu à altura. Com nível, sem orgulhos feridos nem falsas declarações de guerra.
  • O Real, muito provavelmente, vai sair de Málaga com 4 ou 5 golos marcados. É pena, porque com o amor que tenho por aquele clube, vê-los a levar na pá está ao nível de ver o Rui Gomes da Silva a tropeçar no próprio pé e a cair num lago de estrume fresco.
Valha a verdade: são muito mais interessantes estas guerras entre treinadores que as nossas entre presidentes.

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Boa sorte, Professor! E leve o Mariano consigo!

O AS avança a notícia que Jesualdo será treinador do Málaga em 2010/2011. Sair do FC Porto para o Málaga não poderá ser considerado como um passo acima na carreira, mas será um passo para outra realidade, outro campeonato e outro ambiente. Ano passado o Málaga salvou-se da descida na última jornada e terá ambições a uma temporada mais estável na Liga BBVA.

Espero que Jesualdo mantenha o perfil elevado a nível internacional com que saiu do FC Porto. Uma imagem digna e profissional.

Fica o conselho, professor: leve o Mariano para Espanha, faça lá o favor à malta que o apoiou durante 4 anos!

UPDATE: Record e MaisFutebol também estão na mesma onda...

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Adeus e até sempre, Professor!

É oficial. Jesualdo sai do comando.



Digno, correcto e educado. Jesualdo é na saída exactamente o que mostrou ser durante 4 anos à frente do FC Porto.

Fiquei satisfeito com o que li no site oficial. Nunca temi que pudesse haver uma separação pouco amistosa mas é sempre bom verificarmos que a saída se efectua com a sensação de agradecimento a um homem que, apesar de ter os seus defeitos (don't we all?), sempre procurou encher os adeptos de orgulho e que, contabilizados 4 anos de trabalho no clube, nos deu três títulos na Liga, duas Taças de Portugal e outras tantas Supertaças, com três presenças nos oitavos e uma nos quartos da Champions. É obra.

Para além das peças que acrescentou ao futuro Museu, fica um obreiro reconstrutor de equipas sempre desfalcadas nos inícios de época, apenas falhando nesta temporada com uma conjugação de fracas performances individuais, lesões a mais, castigos a mais e alguma falta de talento para suprir falhas deixadas pelas ausências forçadas pela política de gestão de activos da SAD, financeiramente proveitosa mas arriscada.

Em nome pessoal, Professor, fica o agradecimento pelo bom trabalho, pela sua postura e pelos títulos conquistados, e o desejo que tenha sorte no seu próximo desafio. E que o próximo rapaz a calçar os seus sapatos faça com que não tenhamos saudades suas.

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Baías e Baronis - 2009/2010 - Treinador



Na terceira iteração pelo resumo da temporada, chegamos à fase do treinador. Foi uma temporada com muita conversa, alguma indecisão e bastante controvérsia, em grande parte focada no treinador, que por muitas vezes teve de dar a cara pelas suas decisões, boas ou más. Vamos a isso:





BAÍAS





(+) Taça de Portugal. Mérito terá de ser dado ao treinador por trazer a Taça para a invicta por dois anos consecutivos. A vitória frente ao Sporting por 5-2 no Dragão foi dos melhores momentos da temporada e ambos os percursos (2008/09 e 2009/10) foram bons, sem grandes percalços (tirando o interminável desempate por penalties frente ao Belenenses) e com alguma confiança. E uma vitória é sempre uma vitória!


(+) Adaptação rápida de Álvaro e Falcao. É um facto bem assente e que recolhe concordância de todos os sectores: Jesualdo todos os anos teve de reconstruir equipas, fruto da política de venda de activos da SAD. Este ano teve a tarefa inegavelmente mais difícil de todas, com as saídas de Lucho e Lisandro, esteios da equipa desde os tempos de Adriaanse e cujas saídas impossibilitaram uma transição sem problemas para a actual temporada. No entanto, Álvaro e Falcao destacaram-se dos demais pela sua qualidade e algum mérito terá de ser dado a Jesualdo na sua adaptação rápida, já que se tornaram imprescindíveis para a equipa e ganharam já o apreço dos adeptos.


(+) Algum novo sangue jovem na equipa. Hesitei em colocar este ponto como Baía e não como Baroni, mas fui pela primeira opção. Para todos os efeitos, Jesualdo deu minutos na primeira equipa a diversos jovens dos escalões de formação (Yero, Alex, Ricardo Dias e Sérgio Oliveira, a somar a algum tempo de "banco" a Abdoulaye e Claro), o que não pode ser dito sobre muitos outros treinadores de clubes de topo em Portugal. Muitos dirão que poderia e deveria ter dado mais oportunidades aos mesmos ou a outros, mas a decisão de apostar nos seniores menos utilizados foi pesando e a sua própria teimosia acabou por limitar a escolha a estes rapazes.


(+) Defesa do clube e do balneário. Deu a cara pelo clube quando mais ninguém o fez. Na época em que foi expulso duas vezes, quando nunca o tinha sido em toda a sua carreira, Jesualdo fez conferências de imprensa onde foi quase saco de areia para as investidas venenosas de muitos jornalistas, com perguntas perniciosas e cheias de segundas intenções, e quase sempre se saiu bem. Até quando pareceu mais nervoso e agitado esteve bem, mostrando que não é preciso ter sentido a camisola desde pequenino para ser profissional e mostrar indignação quando era necessário. Foi um defensor sempre presente dos seus jogadores (às vezes até demais) e notava-se que os jogadores sentiam isso, o que é sempre bom no seio de uma equipa de algumas pseudo-vedetas com egos inflamados.







BARONIS





(-) Teimosia. Será talvez a grande questão que tanto tem dado que falar durante todo o percurso de Jesualdo no FC Porto. As opções pessoais do treinador são sempre passíveis de serem questionadas pelos adeptos, pela comunicação social, e dos barbeiros aos donos de cafés, passando pelos arquitectos e pelos engenheiros, toda a gente tem opiniões formadas sobre um ou outro jogador. Jesualdo teve, como muitos treinadores habitualmente aparentam ter, alguns jogadores de estimação que muito enervaram os adeptos pela inépcia técnica e táctica, o que em nada ajudou a relação do treinador com a massa associativa. Apesar de a espaços ter provado que afinal tinha razão em apostar nos seus "patinhos feios" como em Mariano no final da época passada ou em Guarín no fim da que agora termina, houve muitos e longos períodos em que a opção recaía invariavelmente nos mesmos intérpretes sem que bons frutos viessem dessas escolhas.




(-) Indefinição táctica. Esta época começou bem definida a nível táctico, apoiada sobre castelos de areia em altura de maré cheia e continuou assim até ao fim. Falcao "fazia" de Lisandro mas raramente descaía para as alas sem baixar a produtividade; Hulk começou nas alas até que passou a jogar no meio, atrás de Falcao; Varela foi o extremo salvador da equipa em muitas ocasiões, até se lesionar; Mariano substituiu-o com o pouco que sabe, esforçado como sempre mas nunca chegando a ser indiscutível. No meio disto tudo houve uma mudança de filosofia táctica, obrigatória pelo castigo a Hulk e pelas lesões de Varela e Rodríguez, com o crescimento de forma de Guarín e Belluschi, mais bem adaptados à nova posição depois do 4-3-3 se transformar num 4-4-2 mais elástico e menos preso a movimentos laterais de pouca profundidade. O que tiro disto tudo? Uma salgalhada, onde os jogadores nunca pareciam à-vontade onde jogavam.



(-) Futebol "feio". Todas estas hesitações que mencionei no ponto anterior levaram, como seria previsível, a um fraco entendimento entre os jogadores que compunham o onze da equipa. Ainda sem comando do meio-campo, onde Meireles foi um paupérrimo substituto para Lucho, não houve ninguém a pautar o jogo ofensivo da equipa até à chegada de Ruben Micael em Janeiro. Eram jogos aborrecidos, sem chama nem fulgor, com alguma luta mas com a equipa a alinhar quase sempre extremamente retraída no terreno, lançando em fugazes contra-ataques os desgraçados Varela, Hulk e Falcao, que raramente tinham apoio dos centro-campistas. O jogo no Dragão frente ao Leiria é um exemplo evidente da forma como o FC Porto jogou durante boa parte da temporada, apoiando-se em inseguras vantagens por um golo para tentar aguentar o tempo restante até terminar a partida, levando os sócios ao bocejo e à indiferença.








(-) Pouca disciplina. O jogo da final da Taça da Liga no Algarve foi a gota de água que fez transbordar o proverbial copo. A atitude de alguns jogadores, com Bruno Alves ao leme, foi durante grande parte da época motivo de discussão entre adeptos, com a incredulidade perante as opções permanentes pelos mesmos jogadores que pareciam andar a arrastar-se em campo com pouca ou nenhuma vontade de jogar com a garra e o empenho (tenho de mudar de expressões, porra) que os tinham vindo a caracterizar durante as épocas transactas. No caso de Bruno Alves, foi o excesso de garra, a ultrapassar os limites do razoável, que colocaram uma mancha na carreira do nosso capitão durante esta temporada. Jesualdo assistiu a isto impávido e sereno, sem punir aqueles que não honraram a camisola numa ou noutra circunstância.





(-) Londres. É inegável que foi um dos piores momentos de sempre do FC Porto europeu. A derrota por 5-0 frente ao Arsenal tem poucas atenuantes, tal foi a miserável mostra de não-futebol com que nos apresentamos no Emirates Stadium. Fizeram de nós o que quiseram, com Helton a salvar muitas vezes um quarteto defensivo absurdo, Fucile em particular; com Nuno André Coelho atirado aos lobos sem saber muito bem o que fazer numa posição que não é a sua; com um meio-campo facilmente permeável e a dar a ideia de ser a primeira vez que jogavam futebol a nível profissional; com uma frente de ataque inócua, desmotivada e sem chama...foi assim que Jesualdo, inventando mais uma vez como é seu timbre, saiu de cócoras, obrigando-nos a engolir muitas piadinhas com indicativos de telefone.








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Votação: Caso Jesualdo saia, quem gostava de ver como treinador do FCP?


Muito se tem falado da não-continuidade de Jesualdo ao comando da nau portista, e depois de uma época onde não foram atingidos os objectivos a que se propôs, aproxima-se a altura da decisão. Com os adeptos em crescendo no apoio à equipa, persiste alguma desconfiança perante a presença ou não do nosso treinador no banco para a próxima temporada. Assim sendo, perguntei ao povo que por cá passa quem gostariam que fosse o próximo treinador do FC Porto no caso de Jesualdo abandonar (ou ser obrigado a abandonar, entenda-se) a liderança. Os resultados deste extensa votação, que durou quase 3 semanas, são os seguintes:
  • André Villas-Boas: 20%
  • Carlos Carvalhal: 7%
  • Domingos: 18%
  • Jorge Costa: 5%
  • Paulo Bento: 30%
  • outro (Português): 1%
  • outro (Estrangeiro): 15%
Ora isto é que foi uma surpresa. Há algum tempo que ando a pensar que o próximo treinador será de facto Paulo Bento (apesar de não ser a minha opção pessoal), mas surpreendeu-me a diferença não para Villas-Boas mas para Domingos, que pensei ser o mais desejado pelos Portistas. Enfim, há coisas que ainda nos surpreendem!!!

Próxima votação: Guarín deve ficar para 2010/2011?

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Post aberto a Jesualdo



Caro Professor,

Chilream os passarinhos por essa praça fora que será o seu último jogo no banco do FC Porto no Dragão.

Também sou dessa opinião, como sabe, leitor assíduo aqui do tasco que é, e nunca me afastei dessa forma de pensar. Creio que já se apercebeu que por muito que faça não irá conseguir ganhar o afecto da massa associativa que já grangeou num passado recente. Sei que não deve ser fácil viver esta realidade mas tenho a certeza que já fez as pazes com isso há muito tempo. Tenho-o em boa consideração e acredito que nada deste ambiente por vezes adverso faz com que mude a sua maneira de ser e a forma como encara cada jogo ao comando deste nosso grande clube.

Assim sendo, sabendo hoje que lhe vai ser permitido estar perto da relva como líder de homens que já provou ser, só lhe peço o seguinte: motive os seus jogadores. Faça-os ver que este é o jogo do ano, que é a hipótese de lavarem a cara de algumas infelicidades e inépcias que mostraram ao longo do ano, às quais também não será alheio...mas tudo a seu tempo, Professor. Hoje falo do jogo de Domingo. Pegue naquelas almas tristes e desorientadas e mostre-lhes a luz. Obrigue-os a lutar até à exaustão, a rasgar relva e a impôr ordem, a rematar com raiva e a defender com garra, a jogar limpo mas forte, correcto mas imponente, com educação e com dedicação, com alma e com fogo.

Quero que saiba que, apesar de não mandatado, sinto que represento todos os Portistas quando lhe digo: temos de ganhar este jogo. E, com a sua ajuda, vamos fazê-lo!!!

Com os meus melhores cumprimentos,

Jorge (o gajo da Porta19)

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Votação: Deve Jesualdo descansar os titulares para a final da Carlsberg Cup?



Esta foi uma votação rápida, assim um tipo speed-dating das sondagens de opinião. Com o jogo frente à Académica havia a hipótese de poder descansar um pouco alguns titulares que estariam mais fatigados, por forma a ficarem mais frescos para o jogo contra o Benfica no próximo fim-de-semana. Cá estão os resultados à pergunta: "Deve Jesualdo descansar os titulares?":
  • Sim: 33%
  • Não: 66%
Estou em sintonia com os adeptos. Enquanto pudermos tentar chegar ao segundo lugar do campeonato, há que tentar até ao fim das forças! Quanto à taça...ainda falta uma semana! Descansar é nas férias, minha gente...

Próxima votação: Prognóstico para a Carlsberg Cup?

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Votação: Jesualdo deve ficar?




Tenho andado para me pronunciar sobre o estado futebolístico da nação portista desde a passada 3ª feira, mas opto por esperar mais alguns jogos por forma a acalmar a equipa e deixar os rapazes (e os líderes dos rapazes) descansados neste período difícil. Não que eles leiam o meu pasquim mas, ainda assim, mais achas na fogueira dispensam-se. No entanto, no dia seguinte à derrota em Alvalade coloquei este inquérito para tomar o pulso da malta quanto à permanência ou não de Jesualdo. Naquela que foi a maior votação na história do blog (com mais de 100 votos), as respostas dividiram-se assim:
  • Sim, é o nosso mister: 6%
  • Sim, se mudar a equipa toda: 1%
  • Não, é um medroso: 15%
  • Não, obrigado, acabou o ciclo: 76%
Devo dizer que estou incluído na opção mais escolhida. Mais sobre isto num post que ainda aí virá...

Próxima votação: Deve Jesualdo descansar os titulares para a final da Carlsberg Cup?

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Antevisão Googliana do Clássico


Há um site que me tem fascinado nos últimos tempos: Autocompleteme. Para quem como eu acompanha as últimas notícias e inovações da web, sabe que a Google utiliza os items mais procurados como dica para as pesquisas que sejam feitas a partir do seu motor de busca. Assim sendo, quem procurar por "o natal", é provável que vejam conceitos como "o natal do ruca", ou "o natal das bruxas", temas sugeridos pelo algoritmo de pesquisa como prováveis ideias sobre as quais o utilizador pretenderia obter mais informação. Por vezes os resultados são ridículos e é exactamente essa redução ao absurdo que é retratada no site que mencionei.
Como associo quase tudo que vejo a futebol e mais concretamente a temas que posso usar aqui no estaminé, tentei comparar os dois treinadores que se vão defrontar agora no clássico, e eis os resultados para Jesualdo:


Ao passo que Jorge Jesus...

Aqui está uma boa imagem do que se pesquisa por essa internet fora. Jesualdo está permanentemente na ante-câmara do despedimento, ao passo que Jesus é mais procurado de um ponto de vista jocoso, com as calinadas, as foto-montagens e as bicadas com o lipo-aspirado Manuel Machado a serem alvo de grande interesse. É possível extrapolar estes pseudo-factos para ideias absurdas como o centralismo miópico dos benfiquistas ou a cultura de espectáculo inócuo que é propagandeada pela imprensa, tanto a desportiva como a generalista, ou até pelo simples facto do estilo de ambos ser bastante diferente.

Enfim, deixo a opinião para o leitor. Somos diferentes e espero que possamos mostrar em campo que somos melhores! Até lá, vamos ver no que dá a luta via Google. Quem sabe se segunda-feira, quando digitar Jesualdo Ferreira, não verei escrito "jesualdo ferreira vai ser campeão"?

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Cabelos brancos


É um facto inegável que a maior pressão que se verifica dentro de uma equipa de futebol recai sobre o treinador. Os jogadores estão lá para fazerem o que se pede deles, mas acabam por obrigados, uns mais que outros, a seguir as indicações daquele que alguns apelidam com ternurenta simpatia de mister.


É também um facto estatístico, de acordo com um estudo feito pelos criadores do Football Manager, o arqui-famoso jogo de futebol onde o jogador encarna a personagem do líder da equipa, do balneário e até um certo ponto, do próprio clube, que os treinadores tendem a ver o seu cabelo adquirir um tom grisalho aproximadamente 312 semanas após tomarem as rédeas de um clube. E esta é que me lixou.

Como a minha própria capilaridade craniana é diminuta, relaciono-me pouco com os problemas dos outros. Sempre que vejo um anúncio a champôs com bifidus ou zinc-piritióne ou lá o que raio é que espetam no frasco para vender mais produto, estou-me nas proverbiais tintas. Mas este problema é de facto interessante. Ora se um treinador ao fim de 312 semanas (aproximadamente 6 anos) já nota algumas brancas, que problema se colocará aqueles treinadores que nem 312 dias estão ao comando das respectivas equipas? Aposto que anseiam por ganhar o agrisalhamento (isto existe?) do cabelo, ostentando-o como uma marca de sabedoria e experiência.

Uma coisa é certa: Jesualdo já tinha o cabelo branco quando chegou ao Porto. E o look salt-and-pepper que já teve está a ficar bem mais salgado que apimentado. É o que dá ter de aturar Quaresmas e Hulks...

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Carta aberta a Jesualdo

Caro Professor,

Todos queremos um FC Porto mais forte, e ainda que a maioria da
imprensa não pense da mesma forma, os adeptos estão todos em
retumbante apoio a uma equipa forte que faça com que toda
aquela corja seja obrigada a engolir as palavras que profere.

O facto de estarmos a jogar menos bem, Professor, não nos demove!

Muito embora as exibições não estejam a atingir o nível que queremos,
acreditamos que com pequenas alterações pontuais, depressa vamos
recuperar a nossa condição de líderes naturais e mal acabe a
intempestiva onda de lesões, vamos regressar ao ponto onde a massa
associativa quer estar: em primeiro. Só lhe peço uma pequena
nuance na equipa para logo, uma simples alteração que provocará um
orgasmo colectivo na plateia, e que se torna simples ao ler esta carta.

Cumprimentos,
O gajo da Porta19

PS: Caso não entendam qual é a nuance que deveria ser implementada, por favor leiam a carta na vertical, ao estilo da carta de Schwarzenegger à California State Legislature.

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Teimoso



Jesualdo é um homem a sério. Tem uma espécie de pré-bigode tipo Errol Flynn, lábios finos que indiciam alguma malícia e cinismo, cabelo grisalho e gabardina comprida. Tem sido o nosso líder, mentor de jovens e general-em-campo dos guerreiros de azul-e-branco que semana após semana se colocam frente a frente com outros 11 energúmenos que têm o despudor de pensar que podem tirar-nos os merecidos 3 pontos. Porra que agora parecia benfiquista. Cruzes credo. Adiante.

De qualquer forma, Jesualdo é uma nova evolução nos treinadores portistas. Para quem, como eu, começou a ver futebol mais ou menos a partir da conquista da Taça dos Campeões Europeus em 1987, já viu diversos treinadores a passar pelo leme da equipa. Desde Artur Jorge a Jesualdo já tivemos de tudo: um louco que arriscava tudo em campo com 3 defesas, meia-bola e força; um sósia do Peter Sellars que tentou durante 3 semanas ensinar o Pepe a jogar numa defesa em linha (que está ao nível de tentar dar de comer a um rinoceronte com uma colher de café); um homem de mentalidade ultra-defensiva que punha o Kostadinov ou o Domingos à frente de 9 defesas e trincos; um tipo sisudo que não falava a não ser que lhe perguntassem 3 vezes a mesma coisa; um outro que falava demais e só dizia estrume, matéria a que, entenda-se, estava muito mais à vontade; ainda outro que quando falava era num misto de duas línguas e fazia sorrir o mais triste dos sportinguistas (este foi deliberadamente um mau exemplo!); um que se vestia como um Deus e treinava como tal; outro que tentava imitar o anterior mas só chegava perto no cabelo; outro que tinha tiques quando estava nervoso; um que nunca punha a mesma equipa 20 jogos seguidos; um que destruía balneários pelas opções; outro que destruía balneários à pancada...entre outros traços de personalidade enervantes ou cativantes, dependendo da mente de quem os analisar.

Cobrindo toda a gama de treinadores que já tivemos, creio que há uma qualidade ou defeito que acaba por ser transversal a todos: a teimosia. É isso que faz com que Jesualdo, como Mourinho, Oliveira ou Robson antes de si, esteja à cabeça da equipa e não a obedecer a ordens de terceiros. A pressão está sobre os ombros do treinador durante todos os 90 minutos de cada jogo e é exactamente o treinador que tem de prestar contas pelas opções correctas ou erradas. Quer seja uma substituição antecipada, instruções para o trinco começar a acertar nos gémeos do playmaker adversário ou para o avançado jogar mais descaído para a esquerda, ou até as conversas no balneário antes e depois do jogo, tudo está assente no treinador. E normalmente, para fazer avançar as suas ideias ou para de uma forma mais ou menos convincente conseguir fazer com que elas vinguem na cabeça dos jogadores e sejam implementadas em campo, o treinador tem de ser teimoso. Como uma mula com o período.

Percorrendo a lista de treinadores que atrás mencionei, encontramos inúmeros exemplos de teimosia. A invenção de Aloísio a defesa-esquerdo de Robson, a desistência de um número 10 invalidando o uso de Diego por parte de Couceiro, o chavascal defensivo de Ivic, a incapacidade de Fernando Santos mandar mais no balneário que Capucho, Jardel ou Sérgio Conceição, e agora a aposta recorrente em Raúl Meireles e Mariano González de Jesualdo. Normalmente as teimosias correm mal e acabam por ter resultados infelizes tanto para os adeptos como para o próprio treinador. Ivic acabou despedido, Robson levou 3 no pêlo, Fernando Santos não conseguiu vencer o Hexa e Couceiro...bem, foi para a Lituânia.

Não quero com isto dizer que todas as teimosias acabam por correr mal. Há muitos exemplos de birras de treinadores que acabam por resultar, mas normalmente não é assim. Mariano e Meireles são, quanto a mim, elementos que deveriam sair da equipa, quer por cansaço físico quer por fracas prestações, e quando terminar esta vaga de lesões há que começar a rodar o plantel. Vamos ver se nesse momento as opções de Jesualdo mudam e temos algum sangue novo que é necessário para revitalizar a equipa tanto mental como fisicamente. E é preciso fazê-lo rapidamente antes que seja demasiado tarde...

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Carta aberta a Jesualdo Ferreira


Caro Professor,


Estamos no início de uma nova época. Temos jogadores novos, uma equipa renovada, treinadores experientes (V/Exa incluída) e uma direcção dinâmica. Temos força e ganas de vencer e nada nos pode parar se continuarmos fiéis aos nossos princípios e à nossa ideologia ganhadora. O sol ainda não brilha, culpa principalmente de frentes nubladas e da subida de vendas do Record, mas nada disso nos atemoriza.

No entanto, a razão de me dirigir a si é menos heróica e prende-se com uma ideia prosaica que me assola desde há uns tempos. E olhe que algo que assola um rapaz da minha estatura não pode ser ignorado durante muito tempo como o ferro de engomar, a separação do lixo ou a namorada. Enfim, continuemos.

Compreendo a ideia principal da sua estratégia dentro do campo. Habitualmente quando entro no Dragão e tenho de subir aquelas desgraçadas escadarias que me lixam os gémeos, vou a pensar na equipa que vai entrar em campo. Acaba por ser uma boa maneira de me distrair dos putos à volta a berrar com os pais e evita que patine nos inúmeros folhetos que vão sendo atirados para o chão. Mais um degrau. Voltando aos meus pensamentos, a equipa que costuma entrar em campo raramente é igual à que tenho na minha cabeça. Chame-me mau treinador, raios, chame-me otário, mas é a mais pura verdade. Quase nunca acerto, acaba sempre por jogar o Farías quando pensava que decerto iria entrar com Mariano, ou era o Fernando quando assumia que Guarín tinha mais capacidades para a posição (era no início da época, peço desculpa pela heresia). Havia sempre uma outra variável que me lixava e sempre que me sentava na cadeira falava com os meus colegas e descobria que mais uma vez tinha atirado B-4, água.

Cheguei a culpá-lo pelas miseráveis escolhas que fazia e que, quando comparadas com as minhas próprias selecções, empalideciam de timidez, tal era a minha arrogância ofensiva e determinação "footballmanageriana" de desfazer implacavelmente e sem complacências todo e qualquer rival que se apresentasse à frente. Destruir seria o termo mais indicado. Sim, era isso, destruir os outros. Como se atreviam a fazer-nos frente? Morte, hereges!!! No entanto, algum tempo passou e comecei a constatar, contra todas as fibras do meu ser, que lhe chamavam professor por algum motivo. O senhor ensinou-me a ter mais calma, qual Mourinho em frente a Ferguson, Sacchi perante Cruyff ou Tino de Rans à frente de um dicionário. E relaxei, confiei em si, e os resultados estão à vista.

Este ano tenho a certeza que vou começar por fazer o mesmo. São tantas as incógnitas no nosso plantel que tenho ainda mais indecisões mentais em tentar acertar com os 11 fulanos de azul e branco que vão subir ao relvado e por isso sinto-me renitente em parar o jogo de adivinhação. Mas sinto-me com força e assim sendo decidi deixar mais uma vez o benefício da dúvida para os intervenientes (S/Exa, neste caso) e encostar-me na cadeira de camisola vestida e cachecol ao pescoço e simplesmente apreciar os espectáculos que concerteza nos vai voltar a proporcionar nestes próximos 10 meses.

Tenciono arrancar esta nova filosofia amanhã, por volta das 21h, no meu jardim zen preferido. Aquele que tem vista para o Dolce Vita, por muito inestético que possa parecer para os que nunca visitaram.

Com os meus mais sinceros cumprimentos e votos de um bom arranque,
O Jorge da Porta19

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Jesualdo dixit


"Não é possível a um clube vendedor contratar jogadores de valor afirmado superior aos que saíram."



Esta frase foi dita por Jesualdo Ferreira hoje à noite em entrevista à TVI. Achei bastante interessante e por isso creio que merece ser dissecada, retalhada, autopsiada e quiçá extrapolada.

O FC Porto é um clube que se coloca sempre no leme das campanhas nacionais em Agosto para tentar atingir o verdadeiro triunfo da época: o campeonato. Essa vitória, de há uns anos a esta parte, transformou-se no grande objectivo pois com ele vem a chegada à fase de grupos da Liga dos Campeões e o consequente bónus monetário que é a pedra basilar dos orçamentos dos "grandes"...ou pelo menos os que lá conseguem chegar...ok, pronto, do nosso orçamento!

Já correu tanta tinta sobre o facto dos clubes terem de vender para manterem estabilidade financeira, indo ou não à Liga dos Campeões. Não vou juntar-me aos muitos que dizem que é fundamental vender e que as equipas não vivem sem o fazer; nem tão pouco me vou adicionar à malta que diz que é uma vergonha termos salários tão altos que tenhamos que o fazer para poder sobreviver. O que me preocupa é a segunda parte da frase, já que a primeira constata-se que é verdade, seja por que razão fôr.

Em teoria, se o objectivo de uma equipa é manter-se equilibrada, por cada jogador que se vende, seja ele importante para a equipa (Lucho ou Lisandro) ou não (Alessandro, Baroni, Mareque e mais 97 gajos parecidos), dever-se-ia contratar um outro para a mesma posição, assumindo manutenção de treinador e filosofia. Supõe-se que o novo jogador teria uma influência e uma valia individual que poderia igualar-se, se não melhorar, o que o seu predecessor estava a executar em campo e fora dele. O que Jesualdo diz é o contrário, ou seja, que o FC Porto não pode contratar jogadores de valia acima de Lucho e Lisandro mas sim criá-los a partir de moldes mais ou menos toscos. Esta tem sido, de facto, uma filosofia ganhadora no clube, pese embora o mau rácio que continuamos a ter entre boas e más contratações. Ainda hoje escutava Mário Fernando na SIC Notícias a discorrer sobre o assunto, dizendo que o FC Porto contrata muito e nem sempre bem, mas que quando calha um rapaz jeitoso (sei lá, assim tipo um miúdo que se vende por 31,5 milhões de euros para o Man Utd) acaba por esmagar uma série de más escolhas pelo simples peso dos números gerados.

É uma táctica já usada no ano passado. Guarín para substituir Paulo Assunção, acabando por ser Fernando o pedaço de carvão a ser calmamente transformado em diamante; a dinâmica de Rodríguez para o lugar da chaise longue do Quaresma; Sapunaru para tomar a posição de Bosingwa, com Fucile a voltar a ocupar o lugar. E Hulk, só porque sim. Rodríguez aparte, são nomes desconhecidos que tentamos usar para colmatar saídas, com fracos resultados para mostrar.

A questão coloca-se: será que vamos manter este rácio? Com dezenas de jogadores emprestados, vários provenientes das camadas jovens mas muitos contratados à experiência para vários anos, poderemos conseguir um Lucho por 5 Edsons? Um Lisandro por 4 Pitbulls? Um Hulk por 197 Sonkayas?

Para concluir, e porque são 2:06 da manhã e começa o parolo do João Pestana a espalhar as proverbiais areias pelas minhas incautas pálpebras, temos matéria-prima comprada e espalhada por este mundo fora. Já mostramos que a sabemos rentabilizar, por isso estou convicto que vamos continuar a fazê-lo.

É como capital de risco. Investe-se e espera-se pelo retorno. Se correr bem, compra-se uma piscina. Se correr mal, fecha-se a empresa. Ou empresta-se ao Covilhã.

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Cissokho maior que Ronaldo


E pronto, não se pode dizer que não se estivesse à espera, mas fico triste por ver um rapaz que poderia ter grande futuro no FCP, depois de limadas algumas arestas e se continuasse a crescer como até agora tinha vindo a demonstrar. No entanto, há que dar os parabéns ao verdadeiro responsável desta transferência: Jesualdo Ferreira. Foi ele que trouxe o puto para cá, burilou e conseguiu melhorar a pura capacidade física num jogador com mais calma, mais inteligência táctica e mais serenidade em campo. O sentido táctico vai ser definitivamente posto à prova em Milan, já que o campeonato italiano é pródigo nessas coisas da táctica, mas creio que Cissokho pode ser uma excelente aposta para o futuro milanês. Isto se correr bem para Leonardo nesta fase de arranque, claro.


Enfim, não é todos os dias que se vende um jogador com uma margem de lucro de cerca de 5000%! Assim sendo, a venda do jovem Aly ao Milan por 15 milhões de Euros acaba por ser mais surpreendente que a venda do Ronaldo ao Real...

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Capilaridades


Acredito que não vamos trocar de treinador. Para além de toda a inerte polémica que põe a jornalistada toda aos saltos, estou convicto que Pinto da Costa vai anunciar não tarda nada a renovação de Jesualdo por mais um ano. E qual a razão mais óbvia para tal acontecer? O cabelo. Não se façam de desentendidos. O FC Porto tem uma política capilar clara (lembram-se dos dreadlocks de Anderson e da metafórica tesoura do Co?) e nem é preciso ir muito atrás para nos apercebermos que os treinadores do FC Porto tem habitualmente cabelos curtos, sem exigir grandes trabalhos, de combate. Esta é a condição fundamental. Em alternativa são grisalhos, mas o ideal é mesmo cumprirem-se as duas condições. Se analisarem um pouco da nossa história recente, vão concerteza reparar que as escolhas do nosso presidente, boas ou más, são baseadas em não pequena parte, no cabelo. Desde Oliveira que não temos um treinador com mais que um pequeno jardim de relva na nuca, veja-se Fernando Santos, Octávio, Mourinho, Del Neri, Fernandez, Couceiro (apenas cumpria a segunda condição...e vejam onde é que chegou no clube...), Adriaanse, Jesualdo. Veja-se o Special One, o treinador mais metrossexual do mundo a seguir ao José Mota, apenas espetava um naco de gel na trunfa e seguia para o treino. Isto quando não o rapava!

Jesualdo enquadra-se neste perfil como uma luva. Cabelo rasteirinho e grisalho (à homem), o que lhe permite olhar para o treino e analisar melhor as situações da equipa e das circunstâncias do jogo. Já por isso questiono a veracidade de muitas notícias que surgem na imprensa considerando Jorge Jesus para nosso treinador. Primeiro, aquele cabelo já não ficava bem à Bonnie Tyler à época, quanto mais no futebol moderno. Para além do mais, aquilo não é bem grisalho. É branco. É uma versão da Gwen Stefani em rouco. Não faz sentido.

Assim, aposto que Jesualdo vai manter-se no leme. A não ser que faça extensões.

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E vão quatro seguidos...


Suado. Muito mais suado que no ano transacto, sem dúvida, mas igualmente merecido. Estive lá como sempre, a berrar e a enervar-me com a tremideira da equipa, cansada e infantil nalguns momentos, com vontade a mais e cabeça a menos. Pusemos os nervos de lado e ganhámos, como tínhamos de fazer. Vai-me ficar na memória a imagem da conferência de imprensa invadida pelos jogadores em atitude de eufórico apoio ao treinador. É essa a grande virtude deste plantel e talvez a melhor maneira de descrever esta época: quando foi preciso ganhar, fizémo-lo, com união, empenho e garra. Como ontem. Parabéns a todos, somos campeões!

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