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Baías e Baronis - APOEL vs FCP


(foto retirada d'A Bola)


Não foi fácil. Hoje de manhã, em conversa com colegas no trabalho, dizia que me parecia ser mais fácil jogar contra o APOEL fora do que tinha sido em casa, principalmente pelos espaços que os rapazes da ilha poderiam dar aos nossos jogadores. Acertei na teoria, falhei na prática. Tornamos o jogo mais difícil do que poderia ser, especialmente pela displicência de alguns jogadores e pela ineficácia em frente à baliza. A notas:




BAÍAS





(+) Falcao, quase fundamentalmente pelo golo. Que me lembre passou a maior parte do jogo em contacto com os centrais e a cair redondo no chão, sem suficiente capacidade de choque para incomodar os cavalões de amarelo. É verdade que jogou pouco apoiado fruto da táctica de "enche-o-meio-campo-com-trincos-e-atira-a-bola-para-os-extremos" de Jesualdo, mas está lento e parece arrastar-se em campo. Um bom golo, no entanto, boa recepção e excelente remate cruzado. E garantiu 3 milhões de euros para os cofres. Boa safra.

(+) Guarín. Apesar de ser complicado conseguir pensar no facto de dar notas positivas a este rapaz, a verdade é que foi talvez o melhor em campo enquanto lá esteve. Muito mexido, bom na intersecção e na saída para o ataque, só conseguia estragar as coisas quando lhe parava o cérebro (como de costume) no meio-campo e perdia a bola para o adversário. Fez um passe fabuloso para Hulk falhar um golo fácil e apesar de não ser um criativo, acabou por fazer o trabalho de que tinha sido incumbido de uma forma aguerrida e com alma.

(+) Os dois centrais estiveram bastante bem durante todo o jogo e apesar de darem algum espaço à torre careca que lá andou pelo meio, só tiveram uma falha que felizmente não deu em nada.

(+) Fernando esteve impecável e implacável em todo o jogo. Está mais desencostado dos centrais e a equipa beneficia do seu posicionamento mais subido, tanto na criação de jogadas ofensivas como igualmente como pressão dos adversários.

(+) Hesitei em colocar este ponto como Baía ou como Baroni. A táctica de Jesualdo foi uma opção pela contenção no meio-campo, num jogo que se previa agressivo e rápido numa altura em que o FC Porto não está nem uma coisa nem outra. Concordei com a entrada de Guarín, ainda que tal colocasse mais pressão sobre o trio de ataque, relegando o centro do terreno para a destruição e passe rápido para os flancos. Ainda assim, Jesualdo não tem culpa da quase total ineficácia que assolou os nossos avançados hoje, por isso apoio a aposta.






BARONIS





(-) Rodríguez não está sequer longe da forma que mostrou no ano passado, até porque o que mostra em campo não é um mínimo de forma. O homem é um peso morto, e não sei qual das palavras se adequa melhor, se "peso", se "morto". Lento, sem imaginação, sem criatividade (obrigado, Luís Freitas Lobo, por me enfiares a palavra na cabeça) e com uma preparação física ao nível do Mantorras de muletas, está a caminhar a passos largos para ir mudar os vidros do carro outra vez. Tem de melhorar e muito.

(-) Hulk é incrível. Mesmo. Um avançado que se preze não pode falhar aquele lance em que esteve isolado perante Chiotis. Já nem é a incapacidade de passar a bola mais de 2 vezes em 90 minutos que me incomoda mais. A displicência com que encara a maior parte dos lances de um-para-um e o facto de ser um verdadeiro Quaresma em termos de auxílio defensivo está-me a fazer uma certa febre, e começo a pensar que não vai ser fácil mudar a cabeça do brasileiro. Está a ser, quanto a mim, a maior decepção do plantel até ao momento.

(-) Um baroni curtinho: mas que RAIO foi aquele acocoramento do Sapunaru em plena grande-área quando o Mirosavljevic apareceu em frente a ele!? Estava a apertar os cordões!?

(-) O trio de ataque esteve muito abaixo do costume. Hulk esteve novamente egoísta e extraordinariamente mau no domínio de bola, não passou a bola quando devia e...bem, quase não passou a bola. Fraquíssimo também Falcao, com um falhanço escandaloso. Inúmeros foras-de-jogo, muita lentidão e zero golos. Mal também esteve Rodríguez, lento e sem ideias. O meu colega de Porta costuma dizer que Rodríguez é um jogador ímpar por ser o único extremo que não consegue passar pelo lateral contrário em velocidade. Hoje nem em velocidade nem a fintar. Fraco.

(-) A equipa continua a fazer pouca pressão, a deixar os jogadores contrários trocar a bola muito à vontade. A isso soma-se o muito espaço que se dá nos flancos, onde por exemplo o Charalambides aparecia a centrar quase sempre com muito à-vontade. Se temos laterais com extremos em frente a eles...porque é que não há entre-ajuda na defesa?!

Foi complicado mas safámo-nos. 3 milhões de euros, dois jogos ainda para jogar e os oitavos garantidos. O jogo foi uma bela seca e não fosse ser o Porto a jogar e já tinha mudado de canal há muito tempo. Vá lá, deu para rir com os nomes dos cipriotas. Será que estão a tentar bater o recorde de apelidos mais longos da história do futebol? Estão ao nível do Panandetiguiri do Leiria...

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Baías e Baronis - FCP vs APOEL


(foto retirada do MaisFutebol)


Ufa. Foi um jogo mediano em qualidade mas elevado em emoção. Quando saí do estádio fiquei com a sensação que podíamos e devíamos ter vencido por uma diferença maior e que o sofrimento era evitável, mas como já tive tantas surpresas negativas em jogos da Liga dos Campeões, saí conformado. Seguem os B&Bs:




BAÍAS





(+) Fernando. A única falha que teve em todo o jogo foi a hesitação que permitiu ao jogador do APOEL o cruzamento que resultou no auto-golo de Álvaro Pereira. Se descontarmos esse lance, o brasileiro esteve simplesmente genial. Cortou bolas atrás de bolas, cada uma mais perigosa que outra, foi um apoio incansável à nulidade que esteve de azul-e-branco com o número 3 (ver abaixo) e até "tirou" algumas bolas à outra nulidade, o número 11, para evitar que este as perdesse. Como dizia um colega de Porta, "o Paulo Assunção não tinha a maturidade deste gajo desde tão novo". Pura verdade. Fernando é classe e eficácia e se não ficar no Porto será um futuro internacional A brasileiro. Se por cá permanecer terá de lutar mais por isso mas com exibições a este nível é já uma certeza.

(+) Os laterais do FC Porto continuam em grande forma. Álvaro até marcou um golo (ah ah, que piadinha, caro amigo!) e tudo! Fucile está confiante, com a garra e empenho mas sem as displicências a que nos habituou. Álvaro é um verdadeiro coelhinho da Duracell, corre todo o jogo e apoia o ataque com eficiência e muita velocidade, acabando muitas vezes por ter de travar a corrida enquanto espera que os outros cheguem para o cruzamento. São os melhores elementos na transição ofensiva dada a ausência (quer esteja em campo quer não) de Belluschi e a inexistência competitiva de Raúl Meireles.

(+) Hulk está de novo em forma. Todos esperam que continue a criar jogadas incríveis em velocidade e técnica e a passar a bola mais algumas vezes, como fez a Falcao para o colombiano desperdiçar em frente à baliza, e Hulk está a mostrar que pode ser um jogador (quase) completo. Dois golos na estreia a marcar na Champions' não é para qualquer um e o brasileiro mereceu.

(+) Rodríguez subiu muito de produção na 2ª parte, quando Jesualdo enviou Mariano para um flanco e puxou o uruguaio para jogar no meio-campo. Cebola mostrou estar mais talhado para essa posição que o pobre maluco argentino e foi o autor de algumas boas jogadas de entendimento quer com Álvaro quer com Hulk, ajudando a equipa a subir no terreno e a arrastar jogo como devia, ao nível do relvado.






BARONIS





(-) Já estou farto dele. Ainda vou começar a sonhar com ele e por muito que me custe sonhar com homens, será um gosto poder imaginar que ponho o gajo num saco de serapilheira e lhe acerto com um fueiro como se faz a uma piñata. O problema de hoje é que a culpa nem é tanto dele mas sim do treinador. Jesualdo já sabe que Mariano não rende naquela posição mas insiste em colocá-lo lá. É certo que não havia Belluschi nem Valeri, e o professor emendou (tarde) a mão ao trocar Mariano com Rodríguez, e a equipa sentiu logo uma melhoria significativa. Mariano não só não produziu como também impediu em várias ocasiões que a equipa pudesse ser produtiva, porque quase sempre que tocava na bola havia de a perder em falhas de concentração e incapacidade técnica. Carago, era o público que o avisava quando tinha um adversário à perna!!! Ah, e ainda conseguiu ser expulso por uma infantilidade que um jogador da experiência dele não pode cometer...

(-) Meireles esteve...facilmente reconhecível, tendo em conta o que tem feito este ano. Horrível no passe, fraquíssimo na recuperação e a mostrar um medo de meter o pé à bola que nunca vi. Está a fazer a pior época da vida dele e só mantém o lugar porque não tem tido alternativas à altura, pelo menos para Jesualdo. Devia passar um ou dois jogos no banco ou na bancada para descansar a cabecinha, precisamos de um Meireles em condições e há muito tempo que não o vejo por estas bandas.

(-) Contra uma equipa como o APOEL, muito fraquinha, não se percebe o nervosismo até ao golo sofrido. É certo que o relvado estava molhado e era um jogo da Liga dos Campeões que costuma colocar uma pressão maior nos jogadores, mas os cipriotas trocavam a bola entre eles sem serem pressionados e assim não pode ser. Acredito que a equipa ande cansada das viagens para os jogos das selecções, mas é preciso outra dinâmica e outra disciplina para evitar chatices contra equipas mais fortes.

(-) 32 remates à baliza. Um deles deu golo e o outro foi um penalty que nem sei se conta. Fizemos TRINTA-E-DOIS remates!!! Alguém se lembra de algum com perigo? Bem me parecia.

Um bom resultado com uma exibição razoável, com muitos golos falhados, um golo sofrido com azar e dois marcados com sorte. Ganhando no Chipre ficamos muito perto de nos qualificarmos por isso vamos lá à ilha sacar 3 pontinhos!

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