Este ano temos assistido a um FC Porto com duas caras. Muito prático e eficaz nos jogos grandes contra equipas fortes e que não se remetem à defesa durante quase todo o tempo de jogo, ao mesmo tempo que é menos criativo e atravessa maiores dificuldades em furar defesas que se fecham em campo, especialmente quando fecham as linhas entre meio-campo e defesa. Parece que a inspiração têm batido contra uma parede de cimento e que o movimento dos nossos elementos mais profícuos se limita a incursões de Hulk ou a cruzamentos da lateral que nem sempre chegam ao sítio certo.
Não partilho da fé comum que a equipa está desmotivada e a navegar em velocidade de cruzeiro desde o jogo contra o Benfica no que diz respeito aos jogos da Liga. O jogo de Viena provou que não estamos adormecidos, bem como a segunda parte contra o Sporting, apesar de contra-balançarem contra as exibições mais descoloridas contra Portimonense, Moreirense e Setúbal. Estes três jogos têm em comum três defesas fechadas, três formações sempre atrás da linha da bola e com fugazes tentativas de contra-ataque que raramente resultaram em perigo. Não quero arranjar desculpas, mas parece que toda a gente se está a esquecer que o jogo contra o Portimonense se seguiu a um jogo extraordinário contra o Benfica, com toda a pressão moral e física que foi libertada do lombo dos nossos homens, e que o jogo contra o Setúbal vem depois de uma vitória excepcional na neve de Viena, num jogo extremamente difícil e cansativa. É natural que haja algum relaxamento pela vantagem obtida, mas é preciso continuar com confiança mas com luta, com inteligência mas com sacrifício. Confio em Villas-Boas para conseguir dar a volta à cabeça dos rapazes e fazê-los regressar já neste sábado a uma boa exibição.
A época 2010/2011 têm sido um conjunto de altos e baixos exibicionais, mas uma coisa nos têm mantido orgulhosos e bem-dispostos: continuamos invictos e a liderar a Liga. E todos os Portistas esperam que continuemos assim durante muitas semanas.
Focus!!!
às 07:30 Pontapeado por Jorge
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A vuvuzela do portista
às 13:00 Pontapeado por Jorge
Desde 1992 que sou sócio do FC Porto e nos 18 anos tive o prazer de ostentar o cartão de sócio do meu clube, começando por um papelinho azul e branco plastificado e atravessando as transições da modernidade, continuando a diminuir em tamanho e a crescer em tecnologia, estando hoje em dia no formato de um moderno cartão multibânquico. Nesses 18 anos fui religiosamente às Antas e continuo agora no Dragão, com vários jogos fora pelo meio. Já estive no Bessa a apanhar chuvada de meia-noite, em Aveiro a fugir da polícia, na Luz a tentar não ser apunhalado pelos adeptos da casa e em Espinho a tentar ver o jogo por entre as colunas de cimento. Nas Antas, por entre granito e granizo, bancadas de cimento e cadeiras de plástico, superior e bancada, sol e chuva, tardes e noites, vi jogos perfeitos e jogos horríveis. No Dragão, com a vantagem de fugir das pedradas, sejam elas de que índole forem, aconteceu o mesmo. Só duas coisas se mantiveram imutáveis neste percurso de associado do meu clube do coração: sempre cantei o hino nos jogos em casa e nunca assobiei a equipa.
Hoje em dia, quando vou ao Dragão e ouço um desses auto-vuvuzeladores a ruminarem alto os tradicionais assobios, começo por enervar-me e acabo entristecido. Aquilo que deveria ser uma força que o proverbial 12º jogador transmite aos rapazes de azul-e-branco que lutam pela nossas cores acaba por se transformar numa infeliz manifestação de impaciência e de exigência assoberbada que as mesmas pessoas criticam nos outros clubes e que prejudica a união e força da nossa equipa. Se dependesse de mim, cada gajo que fosse apanhado a assobiar as nossas exibições de uma forma consistente devia ser levado para fora do estádio, os seus privilégios de sócio seriam revogados e uma sonora vergastada seria administrada por um adepto não-assobiador seleccionado aleatoriamente.
Candidato-me para carrasco.
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Baías e Baronis - FC Porto vs Vitória Setúbal
às 00:32 Pontapeado por Jorge![]() |
| Foto retirada do Maisfutebol |
Hoje foi talvez o pior jogo da época do FC Porto. Podemos dizer que a equipa estava cansada depois da exibição de snowboard em Viena, mas não é suficiente para explicar o que não fizemos hoje. Não fomos práticos, não fomos eficazes, não fomos capazes de ultrapassar a ansiedade que levou a que o Setúbal, sem saber como, quase conseguisse sair da Invicta com um pontinho. Um penalty (que admito não existir) decidiu o resultado, outro penalty (menos duvidoso mas ainda assim...duvidoso) podia ter resolvido, se não tivesse havido um pequeno milagre que limpou a consciência dos jogadores. Foi mau e espera-se mais. Vamos a notas:
(+) Cristian Rodriguez Já aqui falei muito mal deste rapaz, acima de tudo pela ineficácia das suas exibições. Hoje não foi muito diferente, mas notei alguma vontade extra de mostrar serviço, talvez pela ausência forçada de Varela, o Cebola hoje foi mais Cebola do que tinha vindo a ser. Lutou imenso e a lesão vem lixar-lhe a vida novamente, numa altura em que parece haver uma praga do lado esquerdo do FC Porto.
(+) Hulk Pelo penalty que marcou e pela constante tentativa de furar a recuadíssima defesa contrária. Não está no melhor momento de forma e continua a ser eleito o melhor jogador da Liga. Imaginem se estivesse a jogar ao nível do início da temporada...
(+) Guarín Simples, rijo, prático. Recuperou bastantes bolas no meio-campo ofensivo e na segunda parte caiu em produção como o resto da equipa mas manteve-se forte contra uma equipa que não tinha um meio-campo fisicamente imponente, o que fez com que Guarín se destacasse pela positiva. Bons remates na primeira parte.
(+) Diego (guarda-redes do Setúbal) A história do jogo podia ter sido completamente diferente se um dos 4 ou 5 excelentes remates do FC Porto nos primeiros 20 minutos tivesse entrado na baliza do Setúbal, mas Diego encarregou-se de desviar todas as bolas que lá foram parar. Muito seguro.
(-) Ritmo de jogo Infelizmente não pude ir ao Dragão esta noite, mas ao ver o jogo pela ridícula emissão da TVI, que tinha deixado a gravar e que vi depois de chegar a casa, o sono quase se apoderava de mim. A primeira parte foi má e a segunda parte então foi má demais. É verdade que os rapazes estavam cansados, mas a forma como se deixavam antecipar por um adversário mais rápido e mais agressivo era marca de um jogo que todos queríamos que mudasse mas que ninguém quis pegar no facho. O ataque ineficaz e o meio-campo pouco móvel obrigaram a que os defesas subissem muito, e se Fucile adora fazê-lo, Emídio Rafael sofreu mais com a inépcia no passe que apresentou e a equipa perdeu bolas demais para o lugar que ocupa. Tem de fazer melhor.
(-) Assobios Não se pode enfiar esta malta toda num daqueles "cones de silêncio" que o Maxwell Smart tinha para falar com o chefe? É que até parece mal ouvir estes portistas de algibeira a assobiar os jogadores que deveriam incentivar, que apoiam e que são os primeiros a aplaudir e a bater no peito em júbilo quando marcam um golo ou brilham com a nossa camisola...e que são também os primeiros a insultá-los e a considerar que não são merecedores de a ostentar. Lixo, meus amigos, lixo humano, e se algum desses estiver a ler as minhas palavras, que pense numa coisa: se é para isto que lá vão, deixem de o fazer. Prefiro ver cadeiras vazias a saber que está lá gente que não merece ser portista.
Foi mau, lento e muito diferente do que se tem vindo a assistir do FC Porto 2010/2011. O cansaço que começou a ser evidente na segunda parte não pode ser explicação para tudo e não fosse a falta de calma de Jaílson e podíamos estar a lamentar a perda de dois pontos que tanta gente no Dragão já começava a prever. Continuo a afirmar que estamos no bom caminho, mas é preciso manter o ritmo sempre de princípio a fim e apenas aqueles 5 minutos no início do jogo deram mostra do que podemos e devemos fazer. Ainda assim mais três pontinhos, vantagem de 8 pontos reassumida e candidatura ao título não beliscada. Avante!
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Ouve lá ó Mister - Vitória Setúbal
às 08:16 Pontapeado por Jorge
André, invicto!Já estás mais quentinho? Aquilo de jogar na neve não é para todos, pá, mas sinceramente parece que o clube está talhado para ambientes desconfortáveis, pelo menos desde 1987. E já viste que só este ano, num espaço de apenas 4 meses, já jogámos numa piscina, no equivalente a um concerto do Justin Bieber turco, numa retrete avantajada e numa pista de gelo? Porra, só falta mesmo jogar no topo de Machu Picchu ou no meio de um bosque bávaro! Até podíamos encontrar o pinheiro que o Paulo Sérgio queria e assim tinha de encostar o proveta ou o mesmo-muito-levezinho. Enfim, outras contas.
Segunda-feira não vou lá estar, homem. Outros compromissos impedem-me de ir ao estádio ver mais um grande jogo da minha equipa (e tua também, não me esqueço) e por isso deposito toda a minha confiança em ti. Há vários rapazes que mudava na equipa, só para ver se descansam um bocadinho, mas tendo em conta que vamos ter uns simpáticos alentejanos daqui a uma semana no Dragão, talvez queiras esticar a corda só mais um bocadinho para puxar por uma vitória mais fácil.
Todo o mundo não-portista está à espera que fraquejes. Já sabes que com o Benfica a 5 pontos vai ser uma loucura se começarmos a perder pontos, por isso não se pode facilitar com esta malta! Bora lá ganhar aos sadinos e voltar aos 8 de avanço. Sim. Muito bem.
Sou quem sabes,
Jorge
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Planeta Azul Nº15 - Chester City FC
às 19:09 Pontapeado por Jorge
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Sugestões para o site oficial - Nº3
às 09:01 Pontapeado por Jorge- Galerias de fotos da história dos equipamentos do FC Porto ao longo dos tempos.
exemplos:
The Arsenal home kit @ Arsenal.com
Chelsea FC Classic Kits @ ChelseaFC.com
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O que disse Barroso
às 08:52 Pontapeado por Jorge"O resultado do Porto em Alvalade foi um grande resultado para o Porto, provou duas coisas que eu sempre disse, provou que o treinador do Porto não tem estatura para estar à frente do Porto, não sabe estar à frente do Porto, não sabe perder, não sabe empatar, não sabe estar em desvantagem, é uma coisa espantosa, eu vou-lhe dizer, eu não me lembro de ver tanta histeria no banco do Porto quando vi o Porto a perder 1-0, nao me lembro de ver aquela histeria, que era uma histeria completa com gestos macacóides quer dizer eu de facto nunca vi na minha vida de futebol um treinador com um destrambolhanço tão grande com 13 pontos de avanço (...) e isso provou aquilo que eu digo, este sinal de imaturidade, este estrambolhamento psicológico (...) eu houve uma altura em que tive vergonha por ele porque não percebia aquela posição na linha lateral do treinador do Porto, aquilo nao faz sentido, um grande treinador de futebol, nao vimos isso hoje com o Mourinho, não vimos com o Guardiola, não vimos isso com outros treinadores de Sporting ou de Benfica, aquilo é revelador de facto de uma pessoa que não sabe estar e que não consegue estar, que não tem maturidade para estar e que tem a sorte de estar à frente de uma equipe que, provavelmente outro treinador faria o mesmo. É isso que eu penso (...) acho que se calhar nao vou ter essa experiência de ver o que era este homem a perder dois jogos seguidos, ele ainda não perdeu nenhum não é, perder dois ainda vai ser difícil, perder dois seguidos vai ser muito difícil mas eu acho que ele não tem capacidade intelectual para poder estar ali à linha, aquilo chegou a ser confrangedor, cheguei a ter constrangimento em ver aquele comportamento na linha lateral, já nem digo quando marcou o golo que parecia que tinha ganho a Liga dos Campeões mas isso é bom porque estava a ver que ia sair derrotado de Alvalade mas não é isso, aquele comportamento não é compreensível."
Eduardo Barroso, Prolongamento, TVI24, 29 de Novembro de 2010
O shôr dôtôr provou, no Prolongamento desta segunda-feira, que é honesto e diz o que pensa. O que faz dele uma besta que merece tanto respeito da minha parte como um pedófilo apanhado a violar um miúdo.
Até pode ser um excelente cirurgião, mas se me dessem a escolher preferia ser operado pelo gajo da motoserra do Texas Chainsaw Massacre do que por este gajo.
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E no início, houve uma Taça...
às 19:29 Pontapeado por Jorge| Foto retirada de Record.pt |
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Falcao no topo dos marcadores
às 12:08 Pontapeado por Jorge
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Baías e Baronis - Rapid Wien vs FC Porto
às 00:01 Pontapeado por Jorge![]() |
| Foto retirada do MaisFutebol |
Sentado em casa no meu confortável sofá, a apreciar um merecido dia de férias, tinha o aquecimento ligado e pensava que bom era estar longe do frio que lá fora fazia. A televisão mostrava já imagens brancas de Viena, do belo Estádio Ernst Happel onde 23 anos antes uma pequena grande equipa portuguesa tinha feito história ao dar a volta a um resultado negativo. Muito diferente foi este jogo, tanto na comparação entre o estatuto das equipas mas também pelo tempo, com a neve a cair inclemente durante 90 minutos, mas a sorte sorriu novamente aos nossos, desta vez de amarelo em vez de azul. Depois do dilúvio de Coimbra e da neve de Viena...aposto que ainda vamos ter de jogar no planalto perto de um vulcão ou numa cratera lunar! Foi um jogo emotivo, nem sempre bem jogado mas que apenas durante dois minutos pareceu ver a balança injustamente desiquilibrada. Ah, e houve a confirmação (ainda era preciso?) de Falcao como um dos melhores pontas-de-lança a jogar na Europa. Vamos a notas:
(+) Falcao É um dos melhores pontas-de-lança que já vi a jogar. Pronto, está dito. É lutador, é oportunista, tem cheiro de golo e aparece nos locais certos na altura certa. Dos três golos que marcou, todos eles tiveram em comum a capacidade de luta e de nunca desistir das jogadas. Falcao apareceu sempre em grande, sempre a procurar o golo, sempre atento às falhas dos adversários, quer do distraído central ou do guarda-redes mãos-de-manteiga que lhe ofereceu os dois últimos golos. É preciso renovar com ele, oferecer-lhe o que ele quiser, porque é vital na equipa e não há muitos como ele. No Mundo.
(+) João Moutinho Foi dos mais inteligentes em campo, sempre a tentar arrastar o jogo para os flancos e a falhar menos passes que os colegas. Rodou o jogo sempre que pôde e fez várias faltas nos momentos certos e em locais que não causava perigo. Talvez se tenha adaptado melhor que Ruben e Belluschi mas de qualquer forma foi o melhor do meio-campo portista.
(+) Sapunaru Sem qualquer dúvida o melhor jogador da defesa portista. Simples, prático, sem inventar nem abusar do passe curto, talvez por ainda se lembrar do que é jogar com neve e frio, o romeno esteve impecável na marcação e na cobertura aos chatinhos alas do Rapid.
(+) Guarín Estranho, não é? O rapaz jogou bem! Apesar de falhar inúmeros passes, o que é compreensível tendo em conta as condições do terreno, gostei de ver Guarín a varrer o meio campo com a força do seu futebol trapalhão e positivamente agressivo. Foi o jogador que precisávamos na altura ideal.
(-) Helton O golo do Rapid é totalmente culpa de Helton. A forma como sai a medo da baliza, sem confiança nem em si nem no defesa central que estava à sua frente, podia ter comprometido a estrutura da equipa. Não tem sido hábito falhar tanto como fez hoje, e apesar de se compreender a menor preparação mental para uma partida destas dada a lesão de Beto no aquecimento, não se aceita. Continuo a confiar nele a 100% mas foram estas falhas que no passado lhe fizeram a vida negra com muitos adeptos, por isso convém que não aconteça muito mais vezes.
(-) Pouco sentido prático A equipa, como foi muito bem interpretado por Pedro Henriques, a comentar em excelente nível na SportTV, denotou uma inadaptação às condições do relvado gelado. A forma como saíram para o ataque, constantemente em passes curtos, levou a imensas perdas de bola pelo centro do terreno que o talento dos austríacos não conseguiu fazer com que criassem perigo para a baliza de Helton. Ainda assim, era penoso ver Fucile, Guarín ou Otamendi a falharem passes simples porque foram práticos. Acredito que Villas-Boas optou por uma aproximação ao jogo que orientou os seus rapazes a serem menos práticos e mais fiéis ao fluxo natural a que estão habituados, mas creio que neste jogo seria mais inteligente um jogo rápido e directo pelos flancos. Correu bem mas se Falcao não estivesse lá nunca se sabe o que poderia ter acontecido.
Quem disser que a vitória foi fácil está a mentir. Nas condições que o terreno oferecia, com a dificuldade de jogar na neve e a apanhar com ela no lombo, só um conjunto de heróis conseguiria aguentar a compostura e com maior ou menor dificuldade chegar à vitória. Marcamos tarde e conquistamos o primeiro lugar do grupo à custa de muito frio, muito gelo e muito esforço. Todos os louros são merecidos para estes rapazes até esta altura, numa altura em que nos fizeram lembrar de Gomes, Madjer e companhia, no deserto gelado de Tóquio, numa longínqua noite de 1987, de onde trouxeram taças e carros como pequeno prémio para uma etapa histórica na vida deles e do clube. Estes também mereciam uma taça, só por este jogo...
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