Demografia da bola




Infografia interactiva retirada do Público, descoberto no Briosa



O número para a percentagem de aproveitamento dos escalões jovens é ridículo quando comparado com a grande maioria dos países de "topo". Reparem nos valores da Holanda e da Bélgica (entre outros), países que se podem comparar connosco em termos de dimensão territorial e demográfica. Até podemos não aproveitar todos, mas não me digam que não temos rapazes na formação que possam fazer o mesmo que muitos estrangeiros que cá aparecem. Aqui não há xenofobias nem racismos, simplesmente a constatação que não precisaríamos deles se houvesse uma aposta na rentabilização da catraiada. As dualidades Mariano/Ukra ou Souza/Castro surgem rapidamente como bons exemplos.

É uma parvoíce e continuo a não perceber o fluxo constante de sul-americanos que aparecem sempre acompanhados pelos seus empres...ah, ok, se calhar já percebo.

3 comments:

Daniel Campos disse...

Uma solução é por limite de jogadores extracomunitários.
Quase de certeza que faria com que os clubes portugueses apostassem mais na formação

cumps
http://fcporto-1893.blogspot.com

Rebello disse...

Acho que isto só lá vai quando chegarem as regras da FIFA para impor limites.
Deixa-me triste esta mentalidade em Portugal.

Uma mentalidade muito mesquinha, "apostar no estrangeiro é que é bom".
Num plantel de 25 atletas, 6,4% dá 1,6(!!!) de atletas formados no clube.
Vergonhoso.

reine margot disse...

Bem, será preciso também dizer que o campeonato holandês nunca foi aquela coisa - nem no tempo do grande Ajax - e do belga nem falar...
Além disso para sul-americanos, que falam ou português ou espanhol - quais os países mais interessantes para fazer a adaptação à europa?...
Aqui também há a lei da oferta... e da eventual valorização na venda.
Acho que isto não é fácil de analisar, mas se formos ver ao capítulo médicos: quantos estrangeiros tivemos que ir buscar para os nossos hospitais?...
E, ainda temos falta de médicos!

Temos uma pequena população, eventualmente sem muita vontade de fazer sacrifícios (e para se vencer não basta o talento!) e a análise também tem que ir por aí...
Claro que os empresários são a mãozinha malandra, mas...neste aspecto gostaria muito de ouvir o que têm a dizer os responsáveis pela formação.A formação não pode só ser feita nos clubes grandes. Tem de ser feita nas escolas e nos clubes pequenos.
(É que tenho um sobrinho que sabe pacotes sobre futebol e até é bom de bola, mas que com 15 anos foi dispensado porque sabia mais de táctica que o treinador... o que convenhamos, é chato...)

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